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segunda-feira, 27 de maio de 2013

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Hoje foi noite de teatro

A propósito das comemorações do ano do Brasil em Portugal, o Teatro Nacional São João tem um ciclo delicioso de peças de teatro do Nelson Rodrigues. Sendo um nome desconhecido pelo senso comum - o que é absolutamente normal -, Nelson foi um grande cronista e jornalista brasileiro, mas principalmente dramaturgo. Tem imensas peças teatrais que causaram polémica aquando da encenação - isto nos anos 40 do século XX - e é um dos meus autores de teatro preferidos. É o Nelson: e isto quer dizer quotidiano, tragédias cariocas, faits divers, dia a dia, pessoas simples, linguagem simples (mas não simplista). Os textos são fortíssimos; o que aparentemente é uma coisinha light para entreter, transforma-se em algo maior, que atemoriza e deixa a pensar. Das quatro peças em cena, infelizmente só consegui ir ver Toda Nudez Será Castigada (já estiveram em cena Valsa nº 6, Otto Lara Resende ou Bonitinha Mas Ordinária e ainda A Mulher Sem Pecado). Gostei muito - principalmente porque já não ia ao teatro há muito tempo (espaço físico, claro, que ainda o mês passado o meu amigo Tiago estreou-se como encenador/autor e lá estivemos todos a apoiá-lo) e é sempre bom voltar ao São João, um espaço tão bonito e tão cheio. 
No geral, a peça foi boa; no entanto, estava com uma tendência de fazer do teatro do Nelson popular, de fazer das personagens caricaturas, como bem comentou o Paulo,  ou de fazer rir em cenas e circunstâncias que pouco têm de cómico - e estas características não são rodrigueanas. A cenografia é brutal, os atores são muito bons. Há coisas que podiam ter sido evitadas, outras que estiveram excelentes. Foi uma noite bem passada e em boa companhia. 

E o texto do Nelson - que eu não conhecia; só conhecia o enredo da peça - é fabuloso. Mais informações aqui.

sábado, 4 de maio de 2013

Sábados

Sábados são sempre dias de exfoliação, de arranjar sobrancelhas, as unhas, depilação. Sábados são sempre dias de rituais de beleza, de poder ficar com a cara vermelha à vontade.

Sábados de manhã são dias de trabalho, de português e de francês. Já não são sinónimo de dormir.

Sábados à noite são dias de sair, de dançar, de beber um copo, de rir desgraçadamente com a família que se escolhe. E hoje vai ser um sábado daqueles. 

Vai haver trabalho de manhã, rituais de beleza de tarde. E vai haver jantar de Serenata. E beijinhos, abraços, tecido preto a rasgar e fado nos Aliados. E fitas a abanar, agora escritas. E, só de me lembrar do que me escreveram nelas, já me caem lágrimas. E amanhã vai ser pior. E domingo outra vez. Já se passaram 5 anos e isto está a chegar ao fim. 

Aquela faculdade é uma espelunca, mas trouxe-me as melhores coisas que já me aconteceram na vida. 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Weekending







(Repare-se que este monopólio ainda é do tempo dos escudos e que quando não há mais casas...usam-se anéis e o Astérix)

segunda-feira, 26 de março de 2012

PT | Fashion Fall/Winter 2012/2013 - Katty Xiomara

Isto podia vir cá parar que eu não me importava nadinha, nadinha:







segunda-feira, 18 de abril de 2011

Party people in the box









Os dias de verão

Os dias de verão vastos como um reino
Cintilantes de areia e maré lisa
Os quartos apuram seu fresco de penumbra
Irmão do lírio e da concha é nosso corpo

Tempo é de repouso e festa
O instante é completo como um fruto
Irmão do universo é nosso corpo

O destino torna-se próximo e legível
Enquanto no terraço fitamos o alto enigma familiar dos astros
Que em sua imóvel mobilidade nos conduzem

Como se em tudo aflorasse eternidade

Justa é a forma do nosso corpo


Sophia de Mello Breyner Andresen in Dual

[Party People @ Jardim Botânico - Exposição A Evolução de Darwin]

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Museu d'Avó

(Tirei daqui.)

Museu d'Avó: descobri este cantinho há duas semanas e tenho a dizer que é uma delícia. Desengane-se quem acha que vai ver uma partida do FCP ou do SLB para lá porque não há televisão. Não é que seja nada de mais, mas é um espaço para amigos. Vela acesa na mesa, petiscos a sair a cada 5 minutos. E uma delícia, por sinal. É um espaço de convívio puro. Pena ser na rua do 77, que, para além de estar sempre cheia, é demasiado duvidosa pra meu gosto. Vale muito a pena comentar a decoração! Descubro sempre um objecto novo e que de contemporâneo não tem nada: desde a caixa de correio (que se vê ali ao fundo) ao volante, passando pelo carrinho de bebé estilo anos 50 pendurado no tecto e ainda pela máquina registadora antiga, é tudo giro! Apetece-me levar tudo pra casa!

domingo, 8 de agosto de 2010

Esta semana passou-se isto:

-Lambrusco branco doce com a S. e com a E.;
-Martini Bianco com a R. e a S.;
-muitas águas tónicas com a S.;
-muito tempo de esplanada e de sol;
-3 filmes saca...vistos: O Sexo e a Cidade, Sex and Breakfast (desilusão, fraquinho, fraquinho) e Valentine's Day;
-As vidas privadas de Pippa Lee para terminar, mais o brasileiro Trair e coçar é só começar, Backup plan e 9 songs para ver;
-Os Clandestinos (Fernando Namora) vão a meio. Ainda quero acabar O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde), ler Poética do Tempo Incomum (Natália Reis), Quantas madrugadas tem a noite (Ondjaki) e História da minha vida (Giacomo Casanova) - pelo menos;
-feira medieval com a S.,o E. e a E. e a descoberta dos números da personalidade e de previsões para o futuro;
-mais um kg perdido não sei como;
-uma crise de nervos;
-uma noite no Altar.

sábado, 22 de maio de 2010

Finally!

Dormi até ao fim da tarde que nem uma princesa. Os meus horários estão completamente trocados e claro que a meio do dia fico cheia de sono. Depois de uma maratona de testes, incluindo um HOJE de MANHÃ (ninguém merece...), eis que pude finalmente descansar.
A grande novidade da semana está quase quase a tornar-se realidade e sem dúvida que será algo inesquecível (yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii) - é a ver a animação do P. a actualizar o estado das coisas. Adoro!!!!
Ultimamente ando cheia de vontade de pegar no bikiki, num livro, no protector solar, na toalha e de me enfiar na praia o dia todo a apanhar sol, a beber caipirinhas ou sumos naturais bem ao estilo do dolce fare niente. E logo agora que tenho um bikini giríssimo, não pequenino às bolinhas amarelas, mas às bolinhas brancas que necessita urgentemente de ser estreado.
Apetecem-me noites quentes de verão pelas ruas do Porto, não vestir o casaco, beber um cocktail e conversar horas e horas na Casal; sair de uma discoteca de manhã, ir para o Algarve e comer bolas de Berlim. Apetecem-me tops, sandálias, vestidos, mini-saias, padrões coloridos, florais. Apetecem-me as reflexões do Ferdinand, o geocaching, o sentido de humor do Super M., as conversas sobre relações com a Miss Bright Side; apetece-me dizer parvoíces o dia todo, rir o dia todo, almoçar com as outras 3, dizer estupidezes com a Mé, ter o momento diário de idiotice com a Carol.
Apetece-me perder-me em ruas que já conheço, que pisei, mas às quais não prestei atenção, apetecem-me outras cidades igualmente encantadoras, outros países, outra região.
Apetece-me um tempo e um jogo novos, porque este...já acabou.

sábado, 1 de maio de 2010

Correr contra...o tempo

Esta semana o tempo passou simultaneamente rápida e lentamente. Os dias começaram cedíssimo e acabaram tardíssimo. Sempre numa correria, por entre risos, lágrimas, capas, amigos, coragem para decisões que encerraram a sexta-feira. Ontem o dia foi estranho, como a maioria dos meus dias. Estacionei o carro na faculdade às 7.30h e saí às 21.50h. Lembro-me mais do tempo a partir das 3 da tarde, em que ia sair disparada para ir ter com a T. que chorava ao telefone. Eu não sabia se chorava ou ria, mas acabou por ganhar o primeiro. Quando me vinha embora passaram tantas músicas na rádio e, por mais esforço que faça, não me lembro agora de nenhuma. Lembro-me apenas das luzes dos candeeiros acesas, do conta-quilómetros a marcar os 120, de ouvir a melodia e de ter os pensamentos a rodopiar, o coração descansado. Lembro-me de vir a juntar palavras, a escolhê-las a dedo para transmitir exactamente o que queria. E de acordar hoje e ver que a única resposta que tinha era o silêncio. Lembro-me de serem 4 da manhã, de ter acordado com dores de garganta porque a voz não falhou e de ter respondido à Miss Bright Side, de ter lido o que o T. me disse e de ter desatado a chorar feita Madalena e de pensar que gostaria de ter sempre comigo num papel aquelas palavras, mesmo que já estejam bem guardadas comigo. Lembro-me de voltar a adormecer com os pensamentos a jogar pingue-pongue com duas bolas diferentes e de acabar por adormecer. Lembro-me de acordar 3 horas depois, 4 horas depois, 5 horas depois e de já não conseguir dormir mais apesar de todo o cansaço que me está nos ombros, nas mãos, no cérebro e no coração.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Have a nice week


A sério, ainda só são 8 da manhã e eu devo estar completamente mal e ainda não descobri para ter acordado antes do despertador, para me dar ao trabalho de ligar o portátil e vir aqui. Mas é que hoje acordei por mim própria com raios de sol a bater-me na cara e o mundo cheio de sonhos (sem girar). E vou para aqui, para esta cidade que tem pedras cravejadas de passos e memórias e onde estou sempre em casa.
E agora vamos lá levantar o rabo da cama, arrumar isto (sim, porque ninguém me apanha a sair de casa com a cama por fazer!) e escolher o que vestir. Avizinha-se um sarilho e uma meia-hora deitada ao lixo.