Sempre pensei que o post de aniversário que ia fazer neste espaço que já tem tanto tempo fosse uma espécie de update da lista que fiz há um mês. Eu bem que já andava a sentir que alguma coisa ia acontecer e que me ia alterar os planos; andava já desde segunda com aquela sensaçãozinha de que uma coisa qualquer com a qual não contasse me ia aterrar no colo. Não estava enganada. Por isso, das poucas coisas que me apetece dizer este ano é que é incrível como de um momento para o outro tudo mudou e como a pessoa que sempre quisemos por perto agora é aquela de quem mais queremos distância, mas distância a sério, do tipo não querer saber de nada de nada, nem que seja pra dizer "está sol" ou "está chuva".
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quinta-feira, 18 de julho de 2013
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Dos ciclos, dos recomeços, das mudanças
Sempre disse que julho, setembro e a passagem de ano eram, para mim, alturas de balanços e mudanças. Eu bem que andava com a sensação que este aniversário me ia trazer alguma coisa, que ia provocar uma mudança e não estava errada. Não foram precisas muitas horas depois da meia noite para confirmar o que eu já suspeitava, o que já me tinha entrado na cabeça, o que eu andava há meses a meter na cabeça porque, mais cedo ou mais tarde, se eu tinha seguido em frente, ele ia ter de seguir também. Pensei que o ano passado tinha sido o último ano de lágrimas, mas enganei-me. Estas doeram quando não as consegui controlar, não as queria, mas não as consegui engolir. Mas também sei que, pela primeira vez em anos, são as mais saudáveis, porque marcam um fim definitivo e um recomeço. Mas arde, arde-me o coração. Já não dói porque já não batia da mesma maneira há muito tempo. Mas arde daquela maneira aguda, está em ferida. Mas desta vez eu sei que é pele que vai voltar a nascer e não vai romper mais. São só e serão sempre daqui em diante memórias. Só não me peçam que veja, que assista, que fique feliz, porque não fico.Não me peçam para estar por perto porque não quero, não consigo, ia doer ver o meu fracasso diante de mim todos os dias. Acho que tenho o direito de não querer isso para mim. Fico contente por ele, por ver que superou, que finalmente também superou. Eu já tinha 99% de superação, só tinha a dúvida de 1% que agora já não existe. Foi como se me desligasse um interruptor, como se já não ligasse - na verdade já há dias que eu não sentia nada, nem quando pensava e me perguntava "mas como é que foi tudo embora?". mas materializar a coisa é diferente. Torna-se real, como está agora. Se antes era como se fosse um velório sem corpo, sem nada, agora tem tudo. É um luto breve - porque já tem sido de anos - e é uma libertação. Finalmente, de tudo. As coisas más conseguem tornar-se boas e ainda bem. Apesar das lágrimas, da última dor aguda, de um coração que precisou de ajuda pra continuar a bater de noite, já está tudo sereno. E agora vamos a uma nova vida que eu não tenho feitio nem tempo para moer mais isto. Ao verão, a mim e aos momentos felizes (aos do passado e aos que virão). E uns 23 de deixar qualquer um de boca aberta.
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segunda-feira, 9 de julho de 2012
...
What if you should decide that you don't want me there in your life,
That you don't want me there by your side? ♪
(Coldplay - What if)
That you don't want me there by your side? ♪
(Coldplay - What if)
sábado, 24 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Ela não tem tempo. É impossível não derramar uma lágrima de que cada vez que penso nela. E hoje já pensei nela umas 5 ou 6 vezes. Foi a primeira pessoa em quem pensei quando acordei. Ela não tem tempo. E ela de certeza que tinha tantos planos, queria ver tanta coisa, os filhos casados, os futuros netos. De certeza que queria continuar a passear com os amigos aos domingos, nas almoçaradas regadas a petiscos e boas conversas, a fazer compras e marmelada e geleia em outubro - ela mandava sempre um frasquinho pra mim e este ano já não mandou - a regar as plantas de que tanto gosta. Ela não tem tempo. Não tem. E é só isso que me ecoa na cabeça. Todas as coisas que ela ainda tencionava fazer, todas as gargalhadas que ainda ia dar, todos os momentos felizes. Maldita, maldita doença. Sempre a levar mais um, a roubar tempo, constantemente a roubar tempo, em contagem decrescente repetidamente adiada. Ela não tem tempo.
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terça-feira, 13 de setembro de 2011
sexta-feira, 28 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
Temperatura ambiente
Somos bombardeados por palavras todos os dias até chegar aquele em que a arma está apontada à nossa cabeça (coração) e a bala de quem dispara é fria, indiferente, escolhida a dedo para perfurar e causar dano. São traços, combinações de sílabas, palavras, frases...Não me adianta recorrer à Fonologia que não vai dar em nada. Depois de disparadas, deixam-nos anestesiados, em estado de choque. Não se sente rigorosamente nada; a dor da ferida é maior que tudo. Até que, um dia, o gelo que nos isolava do resto do mundo começa a derreter. Reagimos à temperatura ambiente, onde as palavras não magoam num tiro, mas continuamente, com o sangue que não pára de correr.
Hoje sim estou à temperatura ambiente.
sábado, 1 de maio de 2010
Correr contra...o tempo
Esta semana o tempo passou simultaneamente rápida e lentamente. Os dias começaram cedíssimo e acabaram tardíssimo. Sempre numa correria, por entre risos, lágrimas, capas, amigos, coragem para decisões que encerraram a sexta-feira. Ontem o dia foi estranho, como a maioria dos meus dias. Estacionei o carro na faculdade às 7.30h e saí às 21.50h. Lembro-me mais do tempo a partir das 3 da tarde, em que ia sair disparada para ir ter com a T. que chorava ao telefone. Eu não sabia se chorava ou ria, mas acabou por ganhar o primeiro. Quando me vinha embora passaram tantas músicas na rádio e, por mais esforço que faça, não me lembro agora de nenhuma. Lembro-me apenas das luzes dos candeeiros acesas, do conta-quilómetros a marcar os 120, de ouvir a melodia e de ter os pensamentos a rodopiar, o coração descansado. Lembro-me de vir a juntar palavras, a escolhê-las a dedo para transmitir exactamente o que queria. E de acordar hoje e ver que a única resposta que tinha era o silêncio. Lembro-me de serem 4 da manhã, de ter acordado com dores de garganta porque a voz não falhou e de ter respondido à Miss Bright Side, de ter lido o que o T. me disse e de ter desatado a chorar feita Madalena e de pensar que gostaria de ter sempre comigo num papel aquelas palavras, mesmo que já estejam bem guardadas comigo. Lembro-me de voltar a adormecer com os pensamentos a jogar pingue-pongue com duas bolas diferentes e de acabar por adormecer. Lembro-me de acordar 3 horas depois, 4 horas depois, 5 horas depois e de já não conseguir dormir mais apesar de todo o cansaço que me está nos ombros, nas mãos, no cérebro e no coração.
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sábado, 17 de abril de 2010
"Muita conversa dá em paixão", já dizia o A.
A J. há dias perguntou-me: E se eu me apaixono?
E eu disse: apaixonas-te, corre bem por uns tempos, começa a correr mal, começam-se a afastar, depois ele diz que quer falar contigo porque tem de ser verdadeiro e espeta com um Não és tu, sou eu! na tua cara, mais umas quantas lágrimas de crocodilo porque entretanto já tem outra na mira. Choras que te fod**, dizes mal dos homens uns 2 ou 3 meses, dizes às tuas amigas que estás bem assim e que não queres ninguém, depois aparece outro e volta tudo ao mesmo.
Eu não queria pensar assim. I used to believe. Now I don't. E chegar aos 20 anos e achar isto é, no mínimo, estranho -o que nos poderia levar à velha frase A minha vida é um lixo.
Dizia-me a M. ontem, às tantas da madrugada, ela com os olhos brilhantes, eu com a sobrancelha levantada, que no dia em que sentisse que se estava a apaixonar saltava fora, que não dava, que tem consciência de tudo e que não vai ficar mal, que não vai chorar.
E eu...quanto a mim nem sequer sabia o que dizer.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
E esta, hein?
Magoamos as pessoas. Faz parte da condição de sermos humanos, é a nossa natureza. Até aí tudo bem. Podemos magoar alguém involuntariamente, completamente sem intenção ou magoar porque nos apetece. Podemos pedir desculpa sem precisar de dizer a palavra, podemos mostrar arrependimento por causa do que fizemos. Foi coisa que eu não vi na conversa de alguém. Chamemos-lhe X. O X devia ter-se mostrado arrependido pelo que me fez passar: não tinha necessidade de me mentir, podia ter esclarecido as coisas logo desde início; eu não precisava de ouvir duas versões diferentes da mesma história. O X diz "não te tiro a razão" (e nem podia!). O X é o tipo de gajo que "gosta" de uma numa semana, na semana seguinte, com expressão de cachorrinho abandonado diz "oh, mas eu desde que me interessei por ti só estive com ela uma vez!" e na outra volta pra ex-namorada.
Sinceramente nem foi isso que me incomodou. Aos 20 anos pode-se esperar o quê da maioria dos rapazes (usar a palavra "homens" não ficava bem aqui...)? É perfeitamente natural que existam estas trocas e baldrocas! Se não viverem agora vão viver quando? Ou então ficam uns tapadinhos que encornam mulheres e namoradas a torto e direito. Contudo, a minha avozinha e a minha mãezinha sempre me ensinaram que carácter é uma coisa que se deve ter, que é da própria pessoa e que quem não o tem não vale nada. E ao X está-lhe precisamente a faltar isso, o que o levaria a assumir os erros e a, pelo menos, tentar desculpar-se.
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domingo, 22 de março de 2009
Coincidência?
Não sei se o facto de ter descoberto mais mentirinhas tem alguma coisa a ver com a minha azia. Mas que a tenho...ai isso é que tenho!
Fod@-se! É preciso ser cabra? É preciso ser mentirosa, sufocar a outra parte na relação? É preciso estar constantemente em cima? É preciso controlar? É preciso exigir demais? Eu não costumo ser assim, mas se for preciso não digo que não.
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Mexican novel called life
domingo, 8 de março de 2009
Por cá trauteia-se...
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar.
Parece que o mundo inteiro se uniu pr'a me tramar.
Parece que o mundo inteiro se uniu pr'a me tramar.
My mistake
Afinal não. Não está sol. Está a chover a cântaros e a trovejar. Nao fiquei mais contente. Não sei se mais triste. Só não tenho é reacção. Amanhã é outro dia.
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