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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Neste dia

O facebook às vezes tem graça e agora tem uma aplicação chamada "Neste dia" onde se pode ver o que se postou naquele dia mas de anos anteriores. Fui eu a 2010 e eis que aparecem por acaso seguidinhas duas publicações: a minha, uma música (minha e dele na época, -aos anos!) e um estado dele a dizer "(empty)". Awkward.

sábado, 17 de novembro de 2012

(Consegui mais uma vez dizer-lhe não. Espero que saiba que é por ter um carinho muito especial por ele que lhe disse isto. Seria impossível (injusto, frustrante, doloroso) estar com ele de outra forma que não aquela que já existiu há muito muito tempo.)

sábado, 22 de setembro de 2012

Isto traz-me memórias tão boas, mas tão boas! Já não comia estes rebuçados há séculos. São os rebuçados da minha infância. Lembram-me o meu avô. Comíamos os dois; os de morango e laranja eram todos pra mim. Deixava sempre os de banana e os de mirtilo.Era uma correria até tirar os dois papéis que embrulhavam estes rebuçados. Hoje, anos depois de ter comido o último, procurei logo um de morango. E a seguir um de laranja. E lembrei-me de todas aquelas tardes em que ele se sentava no sofá, no canto direito sempre, com os comandos da televisão e o rádio, e eu me sentava ao lado dele. Passei tantas tardes assim, com caramelos de fruta, desenhos de barcos a caneta de tinta azul, tentativas de escrever alguma coisa de jeito sem me enganar na máquina de escrever, coleções de miniaturas de carros, coleções de tudo e mais alguma coisa, o Expresso de sábado e domingo. Que saudades.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Detesto esquecer-me de coisas: seja do que tenho para fazer - e é por isso que aponto tudo - seja de frases, momentos, cheiros, sons, gestos... Só que às vezes a minha memória trai-me. E traiu-me com uma voz. Eu simplesmente não me lembro de como ela é. Lembro-me de tudo o que disse, lembro-me de olhares, de cores, de coisas à volta...mas não me lembro da voz. Tenho sons distorcidos a formar uma outra e outra e depois outra...e eu excluo-as sempre porque sei - apesar de não me lembrar - que não é daquela forma. 

sábado, 31 de março de 2012

31 de Março

"quem tem sentimentos acerca das coisas fica prisioneiro do tempo."
Coldplay - Swallowed in the sea

domingo, 11 de março de 2012

A life to remember



Isto lembra-me sempre o regresso do meu pai de Itália. Trazia-me sempre estes chocolates, nestas caixinhas, neste formato. E os meus preferidos são o do invólucro cinza (chocolate preto) e o do azul e branco (chocolate de leite).

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Running in circles

Eu guardo tudo. Desde bilhetes de concertos, cinema, teatro, exposições a pulseiras de discoteca, a postais, guardanapos com desenhos passando ainda por coisinhas que me deram, bonequinhos, dedicatórias do secundário (as famosas!), cartas, folhas secas, cartões, conversas em aula, fotos...enfim. 3 caixas não me chegam pra tudo e ao longo do tempo já fui deitando algumas coisas fora - porque já não tinham importância. Entretanto veio a internet e há muita coisa que nos escrevem e que nos dizem todos os dias. E há coisas que se guardam. E hoje foi um daqueles dias de abrir ficheiros. E foi muito estranho voltar a rir-me daquelas coisas. É sempre disto que eu falo quando me perguntam de que é que mais gosto. Ri-me como se nem sequer me lembrasse daquelas palavras. E entretanto apareceram as outras sem eu contar - porque na minha cabeça elas estão em fragmentos dispersos - e, da mesma maneira que me ri, com aquele choque inesperado acabei por chorar. Sem sequer contar. Sem sequer pensar que isso ainda era possível. E no fundo ando a mastigar o tempo sem o digerir. A enrolá-lo, e tentar trapaceá-lo - sem sucesso. No fundo estou a andar aos círculos. Sempre aos círculos. Not fair. Not funny. Ou então a fugir. E isto é zona de conforto. Sempre a adiar a fuga desta trajetória. 

"Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser. 
Só depois de amanhã... 
Tenho sono como o frio de um cão vadio. 
Tenho muito sono. 
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã... 
Sim, talvez só depois de amanhã..."


Álvaro de Campos (excerto)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Do Natal

O Natal do ano passado foi tão diferente deste. Sem comparação. E só serviu para mostrar que há coisas que têm de ser e que mais vale cortar o mal pela raiz do que tratar plantas doentes. E também pra trazer um travo amargo a tanto açúcar metido em bolos. E um bocadinho de sal pra encher os olhos. Não era nada de novo e, mesmo assim, é um Natal feliz...até porque, quando nos atiram das muralhas pra não nos deixarem entrar, há sempre outros castelos.

Feliz Natal a todos (:

sábado, 23 de outubro de 2010

"mesmo antes de ter chegado...devasso a noite"

Ele: Nunca viste o Rei Leão?Mas o que é que estás a fazer neste mundo? Sinceramente...Mata-te, pá! :p
Ela: Eu ver vi, mas nunca vi todo! Não me mato porque pronto...vi a Cinderela e a Branca de Neve umas quantas vezes :D E sei a música do "hakuna matata". ahahah
Ele: Branca de Neve e Cinderela só vi uma vez...acho. Mas o Rei Leão foi pr'aí o primeiro filme que fui ver ao cinema... :D

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A tragédia do fim da relação

Este post veio na sequência de uma conversa minha com a J. Fazia-lhe eu as perguntas da praxe no que concerne o tópico "Será que ainda gosto dele?" e, assim do nada, veio-me à memória a altura em que acabei com o Hermes. Não propriamente o dia do fim, mas o depois. Sim, eu estive apaixonadíssima e chorei que nem uma Madalena (sublinho que usei as formas verbais no Pretérito Perfeito do Indicativo por alguma razão...) e naquela semana pós-conversa final, a Voluptia ouvia uma música e ...lembrava-se dele; via uma fotografia e...lembrava-se dele; via um rapaz loiro e...lembrava-se dele; via a colecção da Prada (linha desportiva) e...lembrava-se dele... E depois comecei a reparar que euzinha, Voluptia prós amigos, olhava para um QUEIJO (sim, um QUEIJO, leram bem!) e lembrava-me dele! E isto por um motivo simples: o Hermes odeia QUEIJO. Um QUEIJO, senhores!! Eu queria lá saber se era Limiano ou Terra Nostra! Eu queria lá saber se era inteiro ou fatiado! O que interessava é que eu olhava pro QUEIJO e chorei (ficava melhor "chorava", mas já era Imperfeito do Indicativo!). E pronto, foi a tragédia do fim dessa relação: olhar para o dito QUEIJO e chorar baba e ranho.



Verdade é que depois de ter chorado em frente a um QUEIJO, ninguém me apanha noutra! (A não ser que seja um presunto que valha a pena!!!! - Sim, eu tinha de acabar o dia com uma piada estúpida.)

domingo, 30 de novembro de 2008

Memoires

Já tenho saudades de ouvir a famosa frase


"Oh moça, está louca?"