sair de casa para ir a um mini-concerto seguido de um cineminha com os amigos.
sair do cinema e ir ter com o amigo que está a trabalhar e ficar 5 horas na conversa.
ir tomar o pequeno-almoço, continuar a rir e chegar a casa às 9.30h.
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domingo, 10 de abril de 2011
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Nós, as gajas - III
Eu gosto de ler a Cidália e arranco a última página da NS de sábado para guardar as crónicas dela. Não é que tenham uma qualidade a que possamos chamar literária; na verdade, não passam de banalidades. Mas as banalidades que dão gosto ler. E isto porque nos revemos numa outra palavra ou situação.
Nós, as gajas, gostamos de palavreado. Então se for escrito ainda melhor. Porque nós, as gajas, gostamos de ter algo a que nos agarrar...mesmo que seja um bocado de papel com 2 ou 3 colunas de banalidades sobre relações. Nós, as gajas, no que toca a relações, somos umas idiotas chapadas... a partir do momento em que o factor gostar se infiltra na equação. Se não fosse isso, o mundo das gajas era uma delícia: cordeirinhos amansados, cãezinhos amestrados, homens dóceis, homens a implorar para que, por uns míseros 10 segundos, olhássemos para eles. Mas nós, as gajas, nãooooo! É começar a meter tudo o que pudermos lá naquela trapalhada de números e emoções e vamos lá ver o que isto dá. Nós, as gajas, sabemos logo o que vai dar e o que não vai. As ideias só se nos confundem quando a situação é preclitante e estamos ali no vai, não vai, no agora vai, mas já não foi, no chega pra cá, agora vai pra lá. Metemo-nos em joguinhos a que estamos habituadas, com as nossas regras (pensamos nós, as gajas). Se isto fosse o Monopólio, nós, as gajas, gostávamos mesmo era de estar sempre a cair no Estacionamento Livre que era da maneira que açambarcávamos a dinheirama toda que lá estava. Mas 3 ou 4 voltas depois, nós, as gajas, deixamo-nos cair na prisão. Que é como quem diz, nós, as gajas, apaixonamo-nos. E a partir daí, não há cartão de "Você está livre da prisão" ou double que nos safe.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Nós, as gajas - parte II
Nós, as gajas, temos sempre a tendência para escolher mal. É certo que nós, as gajas, temos uma grande parte de culpa no que toca o correr mal. E isto porque, ainda que não gostemos de banho-maria, tentamos armar-nos em gajos e tentar fazer o mesmo, só que não dá resultado. Isto é mulherio e já se sabe que não há cá controlo de temperatura. Se o caldo tiver de entornar entorna e alguém há-de limpar. Diz que há esfregonas e panos pra isso mesmo. Ora, tudo entornado, é coisa pra nunca mais ficar em ponto rebuçado... que de doce, meus queridos, já não tem nada.
Pois bem, lá escolhemos nós, as gajas, mal e porcamente. E tal e coisa corre mal e coisa e tal não há volta a dar. Enquanto nada é tal nem coisa, há o outro que ronda. O bonzinho. Aquele que saca do lenço para nos dar, gajas, quando nos lamentamos infinitamente Ai que eu gosto tanto do X. Ai que não entendo o X! O X não veio ter comigo porque queria que o canário fizesse malabarismo! Ai tu vê lá, coitadinho! Tanta paciência que ele tem pro bicho! E lá está o bonzinho, de manhoso! Ah grande sacana! Lá vem o bonzinho com o discurso (idioto-)platónico do Por quem sois, minha senhora, estarei sempre por perto para vos amparar! Lá vem o bonzinho avançar no terreno. E ataca. E vai na volta nós, as gajas, estamos vulneráveis e sensíveis e toldadas pela paixão impossível ou apenas simplesmente fodida por circunstâncias várias da vida, e quando damos conta quase temos o bonzinho em cima de nós. (Não literalmente...mas a tender para!) Bonzinho confortavelmente instalado no sofá que era do X, quiçá nós, as gajas, ainda lhe mudamos o canal da televisão lá do cantinho pra Sport TV que vai começar o Benfica e o importante é agradar. Só que, de repente, todo um bonzinho se transforma em cafajeste. E depois o que acontece connosco, as gajas? É simples, pá! Voltem ao início do texto que não vou escrever o mesmo outra vez!
terça-feira, 20 de julho de 2010
Nós, as gajas
Nós, as gajas, gostamos é dos gajos complicados. Dos que têm mil e um problemas. Então se for um que inventa mil e um problemas, é fazer o favor de mandar que a gente aceita. E quase a agradecer aos céus por tal dádiva. Nós, as gajas, não queremos saber do todo querido e fofo que nos pede uma oportunidade, que é carinhoso tempos infinitos e que não desiste de nós. Não! Nós gostamos mesmo daqueles que já ligaram e que não ligam, dos que fazem gato-sapato. Nós, as gajas, gostamos é de dar voltas à cabeça a tentar perceber esses seres acometidos de ataques de pânico porque reparam que afinal até gostam de nós, as gajas. Ou então porque já não gostam e se armam em idiotas com teorias ainda mais absurdas de afastamento. E nós, as gajas, começamos a reparar nestas coisas. Menos uma hora a conversar, ai-que-estou-atrasado-pra-sair, ai-hoje-não-posso-estar-contigo, ai-que-o-meu-gato-está-a-falar, ai-que-o-Bobby-acabou de-parir-um-cisne; ou se antes era Vais pra casa sozinha a esta hora a conduzir? Quando chegares liga para saber que está tudo bem! isso passa a Vais pra casa sozinha a esta hora a conduzir? E então?Qual é o problema? Até parece que não está habituada, a besta!. E isto se não for estou-me a lixar pra ti, grande lapa que já foi a mqt! Ainda não percebeste que me quero livrar de ti?Se fosses contar os paralelos do Porto é que era! Já não pode um gajo estar aqui a beber umas Mines e a comer uns tremoços à vontade que lá vem ela perguntar se está tudo bem comigo. Claro que está, parva! Se me acontecer alguma coisa alguém há-de saber.
Nós, as gajas, gostamos de coisas arrumadas no sítio. Não nos venham cá com as merdas do vamos ver. E isto porque nós, as tais gajas, não gostamos de vamos ver. É mais vemos e vamos, percebem? Isto tem de implicar movimentação que isto é gente frenética nestas coisas das relações e não gosta nada de banho-maria.
sábado, 10 de julho de 2010
Mudou (tanto) tudo (tudo) tanto.
Mas afinal andamos a enganar quem?! Só se for a nós próprios. É um que anda com todas porque no fundo, no fundo tem medo de ficar sozinho. Ou que quer uma e que, mesmo querendo que ela seja feliz, está a torcer para que tudo corra mal com o outro porque a quer para ele. É o outro que gosta das duas, que não sabe de qual gosta mais, de qual gosta menos. É o mesmo que se faz de desentendido quando ela decide pôr um ponto final naquilo mesmo não querendo. É o mesmo que continua a perguntar-lhe religiosamente todos os dias como ela está. É esse mesmo, o que não a está a ajudar, que a elogia constantemente, que tem presentes pra ela. É ainda outro que já gostou dela, mas que já não gosta e, na verdade, sabem os dois do mesmo,mas disfarçam. Ou se calhar gostam do disfarce e um do outro, mas tudo (tanto) mudou (tudo) tanto. São os 2+2 que sabem o que querem e só de se olhar sabem que vão ficar juntos. É a outra que vai embora e não quer começar nada. São os outros que disputam a mesma pessoa. É um de tantos que está acomodado e que não acaba porque afinal mais vale ter um pássaro na mão que dois a voar. É a outra que morde o lábio quando desconfia. É a amiga da outra que ergue a sobrancelha quando percebe que o outro não a larga e que não a deixa esquecê-lo. É outra ainda que está na zona de conforto, como ela diz. E é a amiga que a puxa para o jogo constante que ela não quer jogar. E afinal aparece logo um que acha que 3 ou 4 palavras são ataques. Mas não. É uma questão de interpretação. É a outra que foi traída, mas continua apaixonada. A outra que está sozinha e deseja ardentemente apaixonar-se. A outra que quer esquecer o grande amor e não quer começar nada com ninguém. E é o outro que a pressiona sem se aperceber que já a perdeu. A outra que se reconciliou com o outro. A outra que está feliz com um há um ano. O outro que diz que não tem animação na vida.
É a outra que se lembra dos meses a passar, dos dias a correr. E que se lembra de fazer contas. As horas são sempre a somar,mais um dia, mais uma semana, mais um mês, mais meio ano. E, afinal, vai sempre mudando (tanto) tudo (tudo) tanto.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
A moda das relações instantâneas
É certo que cada um faz o que quer com a sua vidinha, com os relacionamentos que tem, com as decisões que toma. Mas nisto das relações há uma coisa que não me entra na cabeça: relações instantâneas. "Ai conhecemo-nos há dois dias e temos uma relação, ai que é tudo tão intenso"...errr...pois, desculpem-me mas esses esquemas não me convencem nem uma bocadinho. E também não me convencem exibicionismos baratos, como se estivessem a esfregar na cara das pessoas o "Olha pra nós!! Temos uma relação, não é meu cajuzinho, minha coisinha-mai-boa, meu ursinho de pelúcia, minha bolachinha Maria de chocolate?". Também não acho piada absolutamente nenhuma a exageros: ok, as pessoas estão "apaixonadas" e riem-se que nem hienas histéricas; quase as estou a ver a elogiar a pessoa amada, a exaltar qualidades "porque ele/a é que é! Temos a relação perfeita e ele/a chama-me Bela Adormecida/Prince Charming e "morzinho" (vómito) e andamos sempre na rua de mãos dadas, não nos largamos nem pra ir à casa-de-banho" (e penso eu "Pois, e empatam o trânsito, que uma pessoa quer passar e tem de levar com vocês ali a fazer barreira, a andar devagar e a comentar a beleza do dia de chuva que vos está a molhar todos, mas "ai que o amor é lindo e vamos levar com água na tromba e chegar ao destino encharcados porque namorar à chuva é romântico").
Estas relações, pra mim, são como os bolos instantâneos: comem-se, mas não sabem ao mesmo.
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