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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O tempo não dá tréguas

Na verdade, o que deveria estar na minha cabeça dá-se pelo nome de tese. E está: todos os dias, mais do que 10 vezes por dia, fora quando sonho com ela, quando tenho medo que fique uma merda, quando acordo sobressaltada porque devia estar a trabalhar, mas o cansaço vence-me porque ninguém aguenta tardes de praia sem chegar à noite a gritar pela cama. Adiante. Tinha então decidido que até à entrega, este seria o único assunto a povoar-me a mente e a roubar-me energias; a verdade é que não deu. O tempo não para, não dá um descanso e vai daí que uma decisão que eu só deveria tomar no final de setembro - porque o meu plano era ir andando, ir vendo, não ligar muito e foi por água abaixo - se precipitou. E agora pr'além do néon gigantesco que se acende frequentemente com as letras T-E-S-E, ainda tenho mais outro formado por cinco letras que precisa de solução quase imediata. Podia descer o deus da sabedoria, da eloquência e da tranquilidade em mim a ver se a coisa vai lá. E isto pra não falar de outro néon que já estava apagado mas que achou boa ideia vir piscar pros meus lados só pra apalpar terreno. A sério...eu mereço?!?!?!? 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Coisas sem jeito

X a parecer um elefante numa loja de cristais e Y a ter constantemente cuidado em juntar os cacos e a não se cortar neles.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Odeio...

estar na defensiva. Mas é inevitável, necessário, estupidamente natural (neste caso em específico), como se muita coisa encaixasse mal. E mais do que odiar estar na defensiva...odeio sentir-me a mais. Sempre tive pânico disso, pavor autêntico. E estranhamente...é assim que eu me sinto. E mais: presa numa teia sem conseguir desenvencilhar-me.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Não sei porquê...

mas parece-me que nos próximos dias vou estar cheia de coisas pra fazer. Qualquer coisa que haja pra fazer eu faço. Desde que seja ler 500 mil fotocópias ou até arrumar os 500 armários da minha avó, ou até contar os azulejos da faculdade. Pois bem, 24/7, no matter what. Esta semana vou estar extremamente ocupada. E sem tempo. Pra pensar, obviamente.

Dear March,

let's just forget these 5 days and restart, ok?

1. Não remexer no que está quieto. Era uma questão de dias, já sabia, mas não voltar lá por mais confortável que seja, por mais "seguro" que seja. Não, não, não. Acabou, não mexe, deixa quieto, faz de conta que não vê.

2. Seguir o 1. Mesmo que seja o pior momento para acontecer.

3. Escolher (melhor).

4. Limpar, limpar, limpar. Deitar fora o que não interessa.

5.Esconder-me na carapaça durante umas semaninhas e esperar que passe.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Das coisas dos dias

Hoje desliguei o rádio do carro quando vinha pra casa. Sem som. Bem...quase.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Running in circles

Eu guardo tudo. Desde bilhetes de concertos, cinema, teatro, exposições a pulseiras de discoteca, a postais, guardanapos com desenhos passando ainda por coisinhas que me deram, bonequinhos, dedicatórias do secundário (as famosas!), cartas, folhas secas, cartões, conversas em aula, fotos...enfim. 3 caixas não me chegam pra tudo e ao longo do tempo já fui deitando algumas coisas fora - porque já não tinham importância. Entretanto veio a internet e há muita coisa que nos escrevem e que nos dizem todos os dias. E há coisas que se guardam. E hoje foi um daqueles dias de abrir ficheiros. E foi muito estranho voltar a rir-me daquelas coisas. É sempre disto que eu falo quando me perguntam de que é que mais gosto. Ri-me como se nem sequer me lembrasse daquelas palavras. E entretanto apareceram as outras sem eu contar - porque na minha cabeça elas estão em fragmentos dispersos - e, da mesma maneira que me ri, com aquele choque inesperado acabei por chorar. Sem sequer contar. Sem sequer pensar que isso ainda era possível. E no fundo ando a mastigar o tempo sem o digerir. A enrolá-lo, e tentar trapaceá-lo - sem sucesso. No fundo estou a andar aos círculos. Sempre aos círculos. Not fair. Not funny. Ou então a fugir. E isto é zona de conforto. Sempre a adiar a fuga desta trajetória. 

"Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser. 
Só depois de amanhã... 
Tenho sono como o frio de um cão vadio. 
Tenho muito sono. 
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã... 
Sim, talvez só depois de amanhã..."


Álvaro de Campos (excerto)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Então e agora...o que é que eu preciso de ver mais? Pois, desculpas esgotadas. Bem me pareceu. Damn you! Posso ficar onde não me sinto confortável, posso?

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mad world (god?!)

Sempre a levar os bons e a deixar cá quem não presta.

domingo, 15 de maio de 2011

Vou só ali e venho já

Depois de 2kg perdidos nas últimas 36horas, vou só ali a Itália espairecer as ideias e voltar com a casinha arrumada.



[Que timing!]

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Hoje

choveu.
apareceu o arco-íris.
carros derraparam com as primeiras chuvas.
vesti um casaco.
desliguei o telemóvel.
desliguei tudo o que havia para desligar.
adormeci.
comi um gelado.
ouvi música.
desliguei a televisão e fiquei às escuras.
choveu.
apareceu o arco-íris.
E é só.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Então é assim:

como é que uma pessoa que está morta de dores de cabeça* vai estudar Fonética, Fonologia e Morfologia?
Não sei, mas não me adianta de nada ripostar. Adeus, mundo! Daqui a umas horas espero continuar a ter sanidade mental.
*As dores de cabeça vêm do sonho estúpido, estúpido, estúpido que eu tive. Já não bastava a vida real...agora até nos sonhos as questões e as pessoas são as mesmas! Não há pachorra!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

De facto, a única coisa que me apetece mesmo é ir embora daqui.
Cortar ou pausar laços, não deixar endereço, desligar o telemóvel, esquecer-me de blog, msn ou facebook. Sumir para ninguém me encontrar, perder-me no mundo sem ninguém a ver, a pôr a mão, a torcer para que tudo corra mal.
Há dias em que me apetece ser só mais uma, uma estranha que ninguém conhece, ninguém vê, a quem ninguém liga.
[Depois de um dia tão alegre não entendo esta súbita vontade de evasão.]