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domingo, 12 de outubro de 2014

Resumo do meu fim de semana em gíria futebolística

Jogada perigosa, estou frente a frente com o guarda redes que, precipitado, vai à bola e faz autogolo, dando-me a vitória e terminando assim o campeonato.

A vida é uma coisa gira.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Ultimamente ando a raciocinar com base em letras de músicas. Não umas quaisquer, obviamente, mas músicas que me lembram de coisas e de pessoas como se tivessem lá definições, coisas guardadas. Tenho pensado muito - já deu pra ver que eu penso demasiado na vida - mas de maneira diferente. Se há um mês me dissessem que ia estar neste ponto agora, eu não tinha acreditado. Não é que tenha mudado muita coisa. Eu é que me apercebi de como mudaram as coisas. Não é mau, aliás, não é nada mau. Sinto-me desprendida, sem receio de magoar X ao fazer alguma coisa. Sinto-me endurecida de tantas semanas de vulnerabilidade. 
Tenho pensado muito numa metáfora em concreto, de cacos espalhados. Meia dúzia de palavras quebraram o encantamento e espalharam-se os vidrinhos, mil vidrinhos estraçalhados. Como não gosto de deitar fora, varri tudo - o que sobrou... - e arrumei num canto sem mexer e sem a preocupação de colar, de reconstruir, de dar uma forma ao conjunto de cacos desencantados que sobrou. E foi isso que me trouxe essa sensação agridoce de desprendimento, como se fosse uma vida nova a começar - de tantas que já recomecei este ano. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O tempo não dá tréguas

Na verdade, o que deveria estar na minha cabeça dá-se pelo nome de tese. E está: todos os dias, mais do que 10 vezes por dia, fora quando sonho com ela, quando tenho medo que fique uma merda, quando acordo sobressaltada porque devia estar a trabalhar, mas o cansaço vence-me porque ninguém aguenta tardes de praia sem chegar à noite a gritar pela cama. Adiante. Tinha então decidido que até à entrega, este seria o único assunto a povoar-me a mente e a roubar-me energias; a verdade é que não deu. O tempo não para, não dá um descanso e vai daí que uma decisão que eu só deveria tomar no final de setembro - porque o meu plano era ir andando, ir vendo, não ligar muito e foi por água abaixo - se precipitou. E agora pr'além do néon gigantesco que se acende frequentemente com as letras T-E-S-E, ainda tenho mais outro formado por cinco letras que precisa de solução quase imediata. Podia descer o deus da sabedoria, da eloquência e da tranquilidade em mim a ver se a coisa vai lá. E isto pra não falar de outro néon que já estava apagado mas que achou boa ideia vir piscar pros meus lados só pra apalpar terreno. A sério...eu mereço?!?!?!? 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Mixed twisted feelings

Isto de se estar sozinho faz com que se tenha muito tempo para pensar. E geralmente é no que não se deve. É o que me tem acontecido nas últimas semanas e não tem ajudado porque a verdade é que eu não sei de nada. Sempre tive medo de uma coisa: histórias mal resolvidas que voltassem para me atormentar. E tenho uma - pelo menos para mim. Sempre tive medo de não conseguir fechar o capítulo. E parece que às vezes lá caio na tentação de ir atrás ler, reler, ver se dá pra mudar o final. Não dá, não dá, não dá. Foi isto que eu andei a meter na cabeça 24/7. Mas foi um encaixe forçado, há sempre um espacinho de sobra e é disso que eu tenho mesmo medo. E se eu nunca mais avanço a sério? (Porque às vezes parece que não saí do sítio e só me fui distraindo. Como se quisesse uns Louboutin, mas pra já só dá pra comprar sapatos da Zara. Não é o mesmo, mas dá pro gasto. A questão aqui é que não é suposto "dar para". Tem é de ser, alterar as preferências de marcas dos sapatos. Tive azar, é certo. O que parecia uma bóia de salvação estava mais furado que um passador. Ou quase. Ou se calhar porque eu também não quis saber, não estava para aturar. Se bem que contas feitas e eu não merecia. Adiante, os sapatos, os Louboutin são para esquecer (e porquê que eu às vezes tenho a certeza convicta que há ali qualquer coisa por trás do que é suposto dizer-se, que há muito mais nas (entre)linhas?!), mas no fundo sempre foram esses que eu quis. Pelo conforto, pela estabilidade, pela confiança, porque ao vê-los de cada vez seria sempre como se fosse a primeira, porque subir no salto seria sentir-me a mais tudo, como só os Loubis sabem fazer uma gaja sentir-se.
Preciso de não pensar. Pareceu-me que estar sozinha fosse boa opção, mas lá está, sinto-me...sozinha. Acho que estou a ficar sem opções: com os sapatos da Zara não demora muito até cair, com os Louboutin...infelizmente já é mais uma memória que outra coisa. E não era suposto ser isto. 

domingo, 26 de maio de 2013

Do (querer) estar sozinho

Acho que finalmente está feito, concluído com sucesso. Isto de mandar pedras às pessoas tem o seu quê de complicado, mas às vezes tem de ser. Não por mim, mas por elas. E agora sim, está tudo a zeros. Já era tempo. A ver se é desta que eu finalmente começo a respirar. 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Coisas sem jeito

X a parecer um elefante numa loja de cristais e Y a ter constantemente cuidado em juntar os cacos e a não se cortar neles.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Se eu soubesse o que sei hoje...

tinha pago a conta na hora por maior que ela fosse, por mais que custasse. Como a estou a pagar agora os juros são altíssimos, demasiado altos para os suportar. A ver vamos se eu sobrevivo a esta...inteira.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Olha pronto, apaixonei-me

Desta vez pela poesia  do Jorge Sousa Braga. Li o volume que reúne a obra poética em duas horas. Estou pra morrer. Vou dormir.


PS: aqui está um efeito colateral da poesia nas pessoas.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Vamos cá fazer um 'suponhamos' ou de como eu me mentalizo das coisas - como realmente são

'Suponhamos' que eu vou contra uma porta e sou projetada para trás - e sabe Deus o quão desastrada eu sou. Adiante. 'Suponhamos' que vou lá outra vez com mais jeitinho a tentar entrar e tal e...sou projetada novamente para trás. A juntar às dores e nódoas negras do primeiro impacto, contarei agora com mais uma ronda das mesmas. Então e se é assim...eu vou lá pela 3ª vez, sabendo que corro o risco de me partir toda? Pois...bem me pareceu que para entrar em algum sítio...alguém - que não eu - tem de abrir essa porta...e convidar-me a entrar - o que seria efetivamente gentil.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Eu disse:

"Quando eu finalmente decido alguma coisa e estou com disposição pra cumprir tudo até ao fim custe o que custar" - 3 de Janeiro. 
15 dias volvidos...a zona de conforto é a mesma, o medo já é antigo. Não era para ser assim. E custa imenso. Nem radical eu consigo ser. Era difícil nas primeiras horas, no primeiro dia,na primeira semana e depois deixava de ser. Mas nem radical - leia-se "eu" - eu consigo ser. Sinto-me presa, de asas cortadas...por mim própria. Lucidez não me falta, mas chega a altura e este músculo idiota ganha. Ganha sempre. E eu estou tão farta dele, mas tão farta! Porque não o percebo. É estúpido todos os dias, acredita no que não deve, em quem não deve...mesmo depois de ouvir as piores coisas que se podem ouvir. Parece que esquece. E não pode esquecer. Quando a lucidez o lembra das coisas...foge, todo contraído que até dá a sensação que vai explodir. God...porquê que eu não consigo tomar uma atitude? Sou a melhor pessoa do mundo para lidar com tudo o resto: pressão de tempo em relação a trabalho, gerir a agenda para poder fazer tudo o que quero, estar presente naquilo que é importante, mas isto...isto eu não consigo resolver e não é por falta de esforço. Já me tentei habituar à ideia de pôr coisas em caixas e arrumar. Quase deu certo. Arrumei a caixa, virei-me para uma novinha em folha, cheia de coisas para eu aproveitar. Quase. Lá se foi essa e o que é que esta inteligência rara fez? Foi mexer no que estava quieto. Resultou? Óbvio que não. Não quero viver com uma caixa sem lugar fixo, não me quero habituar a que seja uma caixa paralela, uma zona de conforto e, ao mesmo tempo, de retrocesso.Não é bom, não é saudável.As caixas são para guardar coisas; não são para tirarmos tudo e deixarmos cá fora. 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

6. Nunca disse nada tão acertado sobre 'mim': é horrível viver numa mansão e depois enfiarem-nos -a nós e a toda a tralha que carregamos - num t0 apertado. E em poucas palavras se resumem meses.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

4. Olhos mortiços e vazios.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Setembro

1. levei com a porta do carro no osso da anca e se não ficar pisado vai ser uma sorte. Bem, sempre é mais uma para juntar à colecção de pisaduras e arranhões deste *Verão*.

sábado, 2 de abril de 2011

'Il faut toucher les choses"

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

E assim acaba o dia

O FCP-SLB que se jogou na minha cabeça, depois de uma agressão violenta, chegou ao fim. E como diz o outro, "prognósticos só no fim do jogo". Hora de dormir e serenar as bancadas. Finalmente.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Do Natal

O Natal do ano passado foi tão diferente deste. Sem comparação. E só serviu para mostrar que há coisas que têm de ser e que mais vale cortar o mal pela raiz do que tratar plantas doentes. E também pra trazer um travo amargo a tanto açúcar metido em bolos. E um bocadinho de sal pra encher os olhos. Não era nada de novo e, mesmo assim, é um Natal feliz...até porque, quando nos atiram das muralhas pra não nos deixarem entrar, há sempre outros castelos.

Feliz Natal a todos (:

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Por aqui,a patinha está ligada e pousar o pé no chão é um 'ai socorro que isto dói'. Andar é uma tarefa que se oferece dolorosa e então carregar na embraiagem nem falo. E ainda pra mais com a minha sorte está sempre trânsito e não passo da 1ª, 2ª ou do ponto morto. Quase que fiz 30km aos guinchos hoje de cada vez que tinha de lá meter o pé.
Desgraças fora, estou estranha. Nem eu sei definir como nem quando isto aconteceu, o que despoletou, o que me fez ver outras coisas, o que me fez querer andar pra frente (sempre dando baby steps pra trás ou pro lado como boa carangueja que sou) e ao mesmo tempo a vontade enorme de arriscar uma última vez, mandar todas as opiniões pro alto, não pensar na altura da queda. Entretanto lembro-me do PP e da alegoria da vida. As metáforas do tiro de caçadeira e do ácido sulfúrico. Entre um e outro, oh Jesus, calharam-me os dois. Haveis de experimentar, queridos, levar um tirito sem darem conta e andarem por aí a ser corroídos por causa do ácido.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Já se sabe que eu gosto de romãs. Aliás, adoro. Mas só há no Outono. Ou melhor, há durante todo o ano, mas só em Outubro e Novembro é que elas são uma delícia. Durante o resto do ano não as como. Só mesmo nesta altura.
Gosto.
Mais: adoro.
...Mas não me fazem falta.

sábado, 26 de junho de 2010

I know I'll be fine

[Yeah, I'm fine. And that's not a lie.]
Sempre soube. Sempre.
Há dias falávamos de histórias. Uma recusava-se a admitir que tinha uma relação, por mais que já fosse evidente. Casmurra. E sempre a levar com a minha dose de realidade em cima. E também com a minha dose de 'vai lá pra isso, vais-te lixar à grande, mas anda lá que ainda só tens (quase) 20 anos e se te estampares, paciência. E nós estamos aqui pra ti'. Outra dizia que recusava terminantemente apaixonar-se, mas que gostava de acordar de manhã e começar logo a sorrir ou de se ir deitar e saber que ia ter um beijinho de boa noite [dele]. Uma outra dizia que gostava de se apaixonar, porque é bom, porque queria ter uma cena fixe, estabilidade. Tanto queria que acabou a atirar uma flor ao ar a ver se a sorte lhe sorria. Uma delas está e estará feliz. Deve ser a amiga mais feliz nesse campo. Ou uma das. Outra ainda sofria com os problemas com o prince charming, com os obstáculos, com a injustiça e infantilidade dele. E dizia que não ia deitar tudo fora, que já era muito tempo a dois, que não queria saber do que o mundo pensava. Mas que tinha medo de o perder.
Todas nós sabemos quando o perdemos. Eu sempre soube; o momento sabe ao mesmo - a consciência terrível, a percepção drástica da ruptura que se sente na dinâmica do par, uma sensação de abstracção do mundo e uma espiral que vai dos pés à cabeça, de cima pra baixo. Corte feito, bisturi em punho: a partir daí é pôr remendos nas ligações, sempre com o risco elevado de, a qualquer momento, aquilo rebentar. Ou ir rebentando. Primeiro aqui, depois ali. Traduzindo: a chamada que não vem, a mensagem que não chega; o beijinho de bom dia que demora, a secura das palavras. E isto até se ouvir o som contínuo de um motor que já não dá impulso a nada. Mas há as tentativas. As tentativas manhosas de pôr tudo a funcionar, mas já não fica nada como era antes. Lembro-me de dizer a uma delas que se ia voltar para aquilo não se devia esquecer que eles os dois iam carregar o passado deles com eles e que, à menor fragilidade da corda, corriam o risco de cair. Eu disse e esqueci-me disso para mim. É por estas e por outras que sou espectacular a resolver a vida dos outros. Pois. Voltando às tentativas, a hipótese de voltar a dar certo é pouca, mas está lá. Só que implica esforço, dedicação e uma vontade enorme de make it work - um bocadinho hoje, outro amanhã, so on and on and on. E isso é raro de encontrar hoje em dia. É por isso que me lembro sempre do texto do MEC ou então do poema "É urgente o amor", de António Ramos Rosa. É tudo tão confortável, é tudo tão fácil, cómodo, à mão. E quando não é desiste-se ou, depois de tanta tentativa de conquista, deixa-se desvanecer, como se fosse tudo um cubo de gelo ao sol.
Falei delas. E eu? Eu continuo a injectar-me diariamente com doses de realidade e crueza com uma pequena percentagem de crença honesta no amor. Também atirei uma flor ao ar, mas não para me apaixonar. Não tenho mensagens de bom dia nem de boa noite, não estou tão feliz nesse campo como a minha amiga mais feliz (ou uma das), não tenho nenhuma relação e não sou casmurra como a outra. Não estou vazia, não estou infeliz. Nem conformada nem inconformada. Não estou deprimida nem depressiva. Só com um olhar diferente sobre as coisas - My name is Pearl and I love[d] you the best way I know how.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Leituras

Agora que findou a Semana da Queima, que festa, amigos e riso foram as palavras de ordem, agora que o negro acalmou, é altura de me (re)concentrar na Faculdade. Pois, e para quem lê este cantinho, já sabe que inevitavelmente vamos parar aos livros. E então, para esta semana, para além das peças de teatro de Plínio Marcos e Hilda Hilst, temos a Demanda do Santo Graal, o famoso romance arturiano, temos ainda João Vêncio: os seus amores, de Luandino Vieira e ainda, a título de deleite pessoal, Os Clandestinos, de Fernando Namora, ao qual pertence a passagem seguinte (p.17):





"...«Beija-me, querido», e enquanto o beijava e era beijada, enquanto lhe estorvava os resmungos e as perguntas com a boca ávida, que era uma espécie de mordaça aplicada sobre a sua, ia-se despindo, pondo em cada gesto a urgência e o frenesi de uma devastação. «Beija-me, querido, beija-me», já descalça, já nua, mas ainda a ondear pelo quarto, a excitar-se e a excitá-lo, remirando-se ao espelho..."