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sábado, 15 de setembro de 2012

Hoje é dia...

de sair à rua.

sábado, 12 de junho de 2010

O casal da Casal

Muito honestamente, não gosto de grandes cenas na rua. Entenda-se a dita como shoppings, esplanadas, cafés, discotecas, etc. Grandes cenas entenda-se por filmes quase porno. Ontem fomos à Feira do Livro (meus queridos Nuno Júdice e Anaïs Nin) e depois, como é hábito, à Casal. Bolinho de noz, suminhos naturais e café à parte, ao lado da nossa mesa, já não se entendia se aquilo era bacalhau com todos, passe a expressão, se era moqueca... E só dizia o C. "Bem, está na hora de irmos embora que já chega de comer"; dizia a Miss Bright Side "Eu tenho pais! E eles não são assim!". Eu fazia o meu ar de não estou a ver nada, mas por favor tirem-me estes dois daqui.
De repente, tentando concentrar-nos na conversa que estávamos a ter, o que era praticamente impossível tendo em conta a performance do casal (que já não ia pra novo!), assustámo-nos: então não é que aquilo já ia no mete a mão aqui, mete a mão ali e juro, mais um bocadinho e tínhamos visto as cuecas da senhora.
Isto tudo pra dizer que um bocadinho de contenção e discrição nunca fez mal a ninguém.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A Mãe, de Brecht

Sempre tive curiosidade em ver uma peça de Brecht no teatro. Não vi Tambores na Noite, não vi a leitura encenada de Baal. Vi A Mãe.
Adorei. Não só pelo texto, pela oportunidade de ver as inovações brechtianas no teatro, que são uma ruptura com toda a História anterior, mas também pela força da interpretação. E porque o teatro não nos serve apenas o gosto, mas também a cultura. E ainda pra mais falava-se da revolução russa, da época dos czares, dos inícios do século XX quando o povo começou a lutar pelos seus direitos, a fazer valer a sua palavra. Nua e crua, a realidade, as mortes, o sofrimento e, ainda acesa, a esperança. E, cada vez mais, a consciência de que precisamos de saber, de aprender, de ter conhecimentos. A ignorância é das coisas mais tristes deste mundo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

E assim vai o mundo

Ontem, logo a seguir ao almoço, estávamos muito descansados na conversa quando, de repente, ouvimos um cão a ganir; notava-se mesmo que estava aflito. Lá foi a minha avó (que não pode ver ninguém a sofrer) ajudar o bichinho. O que se passou foi simples: o cachorro foi atropelado na rua, quem o atropelou apercebeu-se e continuou o seu caminho. Nem sequer parou apesar dos latidos do bichinho. Ou melhor, da bichinha. Magoou-se na pata, mas não foi nada de grave.
Há bocado, quando acordei, diz-me a minha avó:
-É pra tu veres como são os animais. Coitadinha. Ficou mesmo grata. De manhã fui ao café e ela, mal me viu, veio logo ao pé de mim. Fiz-lhe uma festinha e deitou-se logo. Sabes, tinha uma ferida na pata. Depois, às duas horas, levei betadine pra lhe pôr que é pr'aquilo não infectar. Devias ter visto, tão meiguinha. Tinha a patinha tão quente!
Pois é, parece que os animais são mais fiéis do que as próprias pessoas. E eu ODEIO gente (estúpida, anormal, idiota) que magoa os bichinhos e é incapaz de parar para ajudar. É que já nem falo naqueles que abandonam os animais na rua. Causam-me vómitos. Se não querem os bichinhos, então não os tenham em casa. Se fazem isso aos animais...então aos seres humanos nem quero pensar.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Eu sabia que devíamos ter ido à farmácia

E tudo isto porque se tivessemos ido à farmácia, a senhora-muito-simpática-do-carro-cinzento não tinha batido no carro da minha mãe. Eu não tinha tido um ataque de ansiedade e nem sequer teria tido a brilhante ideia de tentar fazer do Destak um saco de papel para respirar lá pra dentro. E também não tinha dores no peito por causa do cinto.
Mas pronto, não fomos à farmácia. Tivemos um acidente e, apesar de tudo, estamos bem. Estava um frio do caraças e a tinta da caneta parecia congelada. Pelo menos os agentes da GNR eram muito simpáticos (sim, é mesmo verdade!) e, veja-se, a minha mãe e a senhora que bateu no carro dela deram-se bem. E no fim a senhora ainda me disse: "oh menina, desculpe o susto, menina! Eu não a conheço de lado nenhum,mas muitas felicidades e tudo de bom pra si." (Pelo menos não me disse "Continuação, muita saudinha!").

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Monólogos da Vagina

Ontem à noite fui ver esta peça. Já não ia ao teatro desde o início do ano e, curiosamente, parece que 2009 está a acabar como começou (a chuva do dia d' O Mercador de Veneza e o meu espírito pouco animado dispensam-se). As três actrizes são umas grandes senhoras. São bichos de palco. Se eu já gostava da São José Correia, então agora ainda gosto mais.
Expressão corporal fora de série, uma interpretação ainda melhor e um texto despudorado, sem preconceitos e que retrata verdadeiramente o universo feminino. Não é só uma peça para mulheres; é também para homens que querem conhecer (melhor) as mulheres e a relação que elas têm com o seu corpo.
Como pontos negativos, acho que há alguns pais que estão muito fora da graça do Senhor; não é texto nem lugar para criancinhas pequenas. Mais fora ainda está a senhora pacóvia que decidiu tirar fotos com flash a meio da peça. Mais uma vez, São José, no final, sai do palco e, em frente a toda a audiência, pede-lhe para apagar as fotografias que tirou pois, como ela disse muito bem, elas são actrizes e não bonecos. Aplauso de pé pra ela. Lá está a cultura do povinho. Tudo bem que toda a gente quer uma fotografia, mas não é permitido. Querem fotos vão à net que de certeza que há fotógrafos contratados para esse trabalho e que as expõem em sites de revistas, blogs, whatever. Já nem falo na falta de respeito que é para com as actrizes e para com o restante público.
PS: Adorei os modelitos! São José com uma criação de Dino Alves (apetecia-me despi-la e roubar-lhe o vestido!), Ana Brito e Cunha com uma dos StoryTailors (estou a ficar fã!) e Guida Maria num modelo de Nuno Baltazar muito discreto, apropriado e, acima de tudo, sensual (apesar de eu achar que fica melhor em mim do que nela. Sorry, Guida).

domingo, 28 de junho de 2009

Top 10 das pessoas que me irritam na Sociedade

1º lugar - Cristiano Ronaldo e Luciana Abreu (ex aequo)
2º lugar - Luís Filipe Vieira
3º lugar - Valentim Loureiro
4º lugar - Robert Mugabe
5º lugar - Ana Malhoa
6º lugar - Lindsay Lohan
7º lugar - José Castelo Branco
8º lugar -Kate Moss
9º lugar- os "pseudo-actores" da morangada da TVI
10º lugar- os "pseudo-actores" da rebeldia da SIC


E já chega de ódios de estimação por hoje!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"Sem erros a mensagem passa melhor!"


E não é que os senhores do Rotary Club de Lamego se lembraram de pôr lá na cidade uma placa com uma mensagem de preservação ambiental toda "pipi" que só está bem escrita em português? A mensagem era "Preserve o planeta Terra".




Versão inglesa daqueles génios: Preserve planet HEART.



Ora, eu na escola aprendi: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Neptuno, Plutão (ainda não tinha sido despromovido, coitadito!) Planeta CORAÇÃO não conheço... Deve ser novo.



Versão francesa: Preservé la planet terre


Senhores: ou préserve ou préservez... Agora aquilo não! E já agora podiam ter ido ao dicionário (um daqueles bilingues de bolso deve ter e não custa! Até numa ida ao Continente podiam ter consultado!) e saberiam que se escreve "planète".




Versão espanhola: Preserve el planete tierre
Diz-se "tierra"...
E desculpam-se os responsáveis a dizer algo como "o mais importante é a mensagem!" Eu até acho que o propósito é maravilhoso, mas erros ortográficos é que não! Tenho alergia! E das graves! Bora lá corrigir isso, pá!








terça-feira, 2 de junho de 2009

I - As coisas que se passam na Faculdade são sinistras

Imaginem que conhecem A e B que, por acaso, têm uma relação. A é muito simpática quando precisa de:
a)livros emprestados;
b)apontamentos;
c)que lhe assinem aulas;
d)quando é para pedir alguma coisa.

Quando não precisa, A vira a cara às pessoas, não cumprimenta e está constantemente no comilanço com B em tudo quanto é sítio. Só que, por incrível que pareça, A dirige-se às pessoas e diz "ah e tal, agora é assim? Não conheces ninguém?"; ainda mais incrível, depois de se fartar de arranjar desculpas para estar com B e faltar às aulas (ai pessoas, não é mais fácil admitir o que já toda a gente entendeu: "Não quero ir à aula chatíssima porque quero estar com B e depois vou tentar chular-vos para me emprestarem os apontamentos.") ainda vem pedir os apontamentos.
Eh pá, a única coisa que me mexe com os nervos é falta de educação e criticar os outros sem "olhar por si abaixo" como diz o povo.

sábado, 7 de março de 2009

Rapidinh[o]

Não há muito tempo a perder até porque V. e G. vão dentro de pouco tempo actuar num sarau ao som de Single Ladies.

Ontem à noite alguém pergunta à nossa A.A. que está a estudar em Bragança se...


Someone - Moras perto da faculdade?
A.A. - Opah... 5 minutos a descer, 10 minutos a subir!
[Gargalhada geral]



terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Rescaldo do Carnaval

Carnaval? Não me pareceu! Quando será que as pessoas que vão festejar o CARNAVAL vão perceber que têm de se mascarar? Umas orelhas de gato, um nariz de coelho, um chapéu, uma fita, qualquer coisinha! Quem não gosta fica em casa, mas quem vai para uma discoteca na noite de CARNAVAL se calhar até podia entrar no espírito. Digo eu e isso vale o que vale.
Ora a noite passada juntaram-se os 4 do costume no Porto numa das discotecas da moda. E só valeu pela companhia. As cotoveladas nas costas são o "pão nosso de cada noite", mas desta vez estava um calor insuportável, o espaço era pouco para a maralha que se tentava encaixar lá dentro. E claro que isso tem consequências (mas eu não vou contar o que aconteceu).
Já nem falo no excesso de álcool. Ou melhor, até falo! O que vi ontem foi algo bastante triste. Pessoas que não sabem beber, que não se sabem divertir. É lamentável alguém sair de uma discoteca encharcado de álcool ao ponto de entrar em coma; nenhuma reacção aos estímulos.
Contudo, é Carnaval e ninguém leva a mal! E eu até gostei bastante da nossa noite de máscaras. A goldenlight até me lembrou da minha pérola do ano passado (quando ela se mascarou de Anjo e eu de Diabo):
(eu a pôr a mala a tiracolo) "Isto de ter cornos e tentar pôr uma mala não dá jeito nenhum"!
Foi mais ou menos isto. Se não for, ela corrige. Whatever, hoje estou despreocupada! C'est la vie!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Barack Obama

We can...!
[I hope so!]