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domingo, 12 de outubro de 2014

Resumo do meu fim de semana em gíria futebolística

Jogada perigosa, estou frente a frente com o guarda redes que, precipitado, vai à bola e faz autogolo, dando-me a vitória e terminando assim o campeonato.

A vida é uma coisa gira.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Das palavras

Isto anda parado. Ando sem paciência para palavras, a verdade é essa. Quando eu digo que realmente não sei como raio ainda estou de pé, é a mais pura das verdades. O que aconteceu foi só a pior experiência que alguma vez tive com um ser humano (se é que a expressão se pode aplicar...) e há dias em que me custa acreditar que haja gente capaz de ser tão reles. Dizia o poeta que "já gastámos as palavras", mas o que eu sei é que as pessoas abusam das palavras, do significado e do impacto que elas podem ter. O que aconteceu podia ter sido coisa para me arrastar para uma cama durante dias, para me deixar infeliz, para me roubar o pouco que eu ainda vou acreditando nas pessoas. Serviu para isso tudo, para eu perceber que afinal ainda sei chorar como uma criança pequena. Serviu para me incutir uma dose extra de medo de me dar aos outros, serviu para me abrir os olhos. Serviu para ter colo dos amigos - dos poucos que souberam - e para me mostrar que cresci e que afinal sei lidar com coisas. Não vou mentir: tenho um pedaço de coração arrancado e há coisas que já não posso mais ser e não consigo nem posso mais acreditar. Mas tenho um sorriso que não sabia que tinha pra me levantar todos os dias, para deitar a cabeça na almofada e dormir de consciência tranquila, de estar em paz. Tenho um pedaço de coração a menos e uma ferida feia ainda por cicatrizar, mas tenho a certeza que sei cuidar de mim. E tudo vai ficar bem.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Padres, caleidoscópios e recomeçar - isto tem mesmo uma explicação


Pois que já estamos em 2014. O jantar foi muito giro, super elegante, gente bem vestida (vá, nem toda a gente, mas pronto), subi à cadeira com uma nota e champagne, comi passas e tentei pedir os mesmos desejos que escrevi na listinha que fiz no dia 31 e que repousará durante 1 ano num livro da Lídia Jorge. Estava em boa companhia, comprei uma cueca nova para não fugir à tradição e usei um vestido vermelho de morrer e uns saltos vertiginosos que me deixaram uma gaja de mais de metro e oitenta. Estava tudo a correr tão bem até me virar e, em câmara lenta se formar a frase "está ali o *****". Lindo e só a mim, encontrar o 'ex'...nas primeiras horas do ano novo. Podia ter corrido bem, mas não correu. Resumo? Os homens não gostam de ser ignorados, parece que isso lhes revolve as entranhas e os faz ter atitudes (regadas por um elevado nível de álcool no sangue que não há de ter ajudado à irritação) lamentáveis. Passou.
O resto do dia 1 foi uma maravilha: almoço e jantar de família e aniversário da avó.

Os dias seguintes vieram carregados de uma atmosfera de morte e velório e funeral e foram emocionalmente cansativos. Não costumo gostar muito de ouvir padres a falar porque regra geral não dizem nada de jeito, mas gosto imenso de ouvir o padre de Oliveira do Douro. É daqueles que fecha a Bíblia e fala com as pessoas. Fiquei ali meia hora a ouvi-lo e acho que continuava. E realmente como ele diz, somos seres provisórios, é tudo demasiado provisório, passageiro e a morte é de facto uma chamada de atenção para a vida, para o que realmente importa. E isso deixou-me a pensar, como seria de esperar, em tudo isso. E metade do que me afligia passou, não por magia, mas porque há coisas e pessoas que realmente não interessam. E quem interessa está por perto, porque a vida às vezes é madrasta, mas também dá segundas oportunidades. Basta só mudar a perspetiva do caleidoscópio e ver outras combinações de cores e outras formas e, mais do que isso, saber reconhecer quando elas surgem e agarrá-las.  

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sem querer extinguir o que já sabia ou ice queen is back


Eu a esconder-me do que não se dizia
Afinal quebramos os dois.

E quando se percebe que não há nada a fazer, que afinal que há coisas que estão no vazio e desprendidas, que escolher uma coisa é perder outra, que a janelinha que ainda se tentou deixar aberta foi fechada, acaba-se uma conversa banal com uma desculpa nitidamente esfarrapada. E não, não fui eu.  

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O tempo não dá tréguas

Na verdade, o que deveria estar na minha cabeça dá-se pelo nome de tese. E está: todos os dias, mais do que 10 vezes por dia, fora quando sonho com ela, quando tenho medo que fique uma merda, quando acordo sobressaltada porque devia estar a trabalhar, mas o cansaço vence-me porque ninguém aguenta tardes de praia sem chegar à noite a gritar pela cama. Adiante. Tinha então decidido que até à entrega, este seria o único assunto a povoar-me a mente e a roubar-me energias; a verdade é que não deu. O tempo não para, não dá um descanso e vai daí que uma decisão que eu só deveria tomar no final de setembro - porque o meu plano era ir andando, ir vendo, não ligar muito e foi por água abaixo - se precipitou. E agora pr'além do néon gigantesco que se acende frequentemente com as letras T-E-S-E, ainda tenho mais outro formado por cinco letras que precisa de solução quase imediata. Podia descer o deus da sabedoria, da eloquência e da tranquilidade em mim a ver se a coisa vai lá. E isto pra não falar de outro néon que já estava apagado mas que achou boa ideia vir piscar pros meus lados só pra apalpar terreno. A sério...eu mereço?!?!?!? 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Coisas que me acontecem:

a 1 dia de me cair mais um ano em cima e de supostamente começar a ser uma pessoa adulta e responsável, acho que é giro apagar a luz, deixar a porta do armário escancarada e ir pelo corredor como se não houvesse obstáculo. Resultado? Esbardalhanço na porta do armário, lesão no cotovelo e na bochecha. Isto filmado havia de ser giro. Há coisas que nunca vão mudar com a idade e esta é uma delas. (faxabor de não me aparecer nenhuma nódoa negra)