sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Das sextas feiras

A sensação mais estranha que me lembro de experienciar. É familiar e é distante, parece certo e parece a coisa mais errada e fora de tempo. É confortável e é desconhecido ao mesmo tempo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

É, nunca chega.

É o pior do amor: ser tudo, ser o motor, ser o essencial e, ainda assim, não ser suficiente. 

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Verão '14

Sabe-se que o verão está no fim quando se arruma o saco da praia, se tiram os cremes de lá de dentro para voltarem ao armário e se guardam as havaianas. 
Foi o verão mais chocho de sempre e que estes 3 meses que faltam passam rápido que o que eu quero é esquecer este ano horroroso. Começou mal, piorou, parou, correu mais ou menos e agora vamos ver. De qualquer das maneiras, há boas histórias e boas fotografias:






quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Há homens que não são homens; são antas ou 'cá se fazem, cá se pagam' ou ainda 'toma lá que já almoçaste'

F*d*-se que estava difícil este chato do caraças desamparar-me a loja. Não bastaram as respostas secas e lacónicas, os monossílabos, não; vamos lá pedir o número de telefone, levar um 'mensagem visualizada' e ainda insistir na conversa. Entretanto fez-se luz naquela cabeça e percebeu que eu não tenho interesse rigorosamente nenhum naquela conversa de merda que ele tem, mas à qual a seu tempo - e assumo sem problema nenhum - dei corda intencionalmente porque, f*d*-se, depois do que ele me fez há anos  foi o que mereceu. E quando tipos destes voltam, é isto que merecem. Karma is a bitch. Ou então sou só eu. 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Momento fofo do dia

Acordei tarde, atrasadíssima pro senhor PT me medir a massa gorda (e me dar uma tampa porque trocou de horário), estou a 2 metros da porta do ginásio e passo por uma miúda de ano e meio, loirinha e de olhos claros. Mal chego ao pé dela, oiço um "olá" super simpático. Parei, sorri à bebé e disse-lhe olá de volta. E ela, fofa fofa fofa, ri-se outra vez pra mim e diz "GIIIIIIIRAAAAAAA". Derreti. ( e comecei bem o dia)

terça-feira, 1 de julho de 2014

julho


Julho é o meu mês e estava ansiosa que ele chegasse. Com julho chega o verão em força e chega o fim de um ciclo e o início de outro. Julho é um mês um bocadinho mais meu porque é o mês que me faz mais feliz até agora. O quanto eu esperei este julho, dia 1, o segundo semestre do ano, uma nova possibilidade de recomeço, de mudança, de coisas boas. Estes seis meses foram um terror, já aqui fui escrevendo sobre eles. Continuo a dizer que não sei como raios me seguro em pé, como continuo a rir e a sorrir. Se calhar estou a ficar uma mulher crescida, se calhar.
Julho é um bocadinho mais meu porque traz de volta quem teve que ir para longe; traz dias longos de praia com a família, com os amigos, só com os primos, só com as amigas. Julho traz  mariscadas, finos, caracóis, bolas de berlim, óculos de sol e calções, vestidos curtos e o bronzeado. 

Julho é um bocadinho mais meu pelas velas que vou soprar daqui a dezasseis dias; é um bocadinho mais meu pelo que me faz pensar e repensar e sentir. E pela esperança de dias melhores que eu não sei como mas ainda acredito que virão. 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Este post é um pedido de desculpas

Dizem as leis da irmandade das gajas que temos de ser umas pras outras. O caraças. Seguindo este pressuposto universal, sempre que vemos uma mana em apuros é nosso dever de boas samaritanas alertá-la para o facto. O tanas. 
Serve este post de pedido de desculpas à moça atualmente iludida pelo meu ex, porque efetivamente se vai lixar. Daqui a um mês ou um ano, esta moça vai-se lixar e vai acabar com o coração partido. Been there, done that. E eu sei disto tudo porque conheço a peça bem demais: não muda, não vai mudar; é como uma borracha que podemos apertar e muda de forma, mas que quando largamos volta ao mesmo. E eu tenho pena da moça porque nenhuma mana merece isto; aliás, ela está em apuros e não sabe, porque pra ela aquilo é a melhor companhia de todo o sempre, tanta felicidade, ai que eu sou a gaja que mudou o cabrão. O caraças. Isso não acontece. Mais: eu não sigo a lei da irmandade das gajas por um motivo óbvio: seria eu a passar por recalcada ou por ressabiada porque eu é que não fiquei com ele. Isto de as gajas serem umas pras outras é muito lindo, porque quando chegam estas horas as gajas viram-se contra as gajas porque as gajas são umas filhas da mãe.  
Portanto, amiga, desculpa lá eu saber de antemão que estás a andar de bicicleta sem mãos e que vais cair e não te dizer nada. Entre meter-me numa confusão e ser alguém que não corresponde a quem eu sou, olha, aguenta quando isso der merda que eu também aguentei e estou viva e bem, que um homem desses nem pra pano de chão serve. Entretanto, muito boa sorte. Vais precisar. 

sábado, 21 de junho de 2014

Fazer das tripas coração

Hoje foi o dia.

Quando...

não há palavras, ou melhor, quando continua a não haver palavras. Há pessoas que realmente não têm noção do que dizem e muito menos do que fazem. Como é que é possível? Não entendo, nunca vou entender e nem quero entender.




















(Que raiva.Que raiva, Que raiva. Mas vai passar; tudo passa.)

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Das palavras

Isto anda parado. Ando sem paciência para palavras, a verdade é essa. Quando eu digo que realmente não sei como raio ainda estou de pé, é a mais pura das verdades. O que aconteceu foi só a pior experiência que alguma vez tive com um ser humano (se é que a expressão se pode aplicar...) e há dias em que me custa acreditar que haja gente capaz de ser tão reles. Dizia o poeta que "já gastámos as palavras", mas o que eu sei é que as pessoas abusam das palavras, do significado e do impacto que elas podem ter. O que aconteceu podia ter sido coisa para me arrastar para uma cama durante dias, para me deixar infeliz, para me roubar o pouco que eu ainda vou acreditando nas pessoas. Serviu para isso tudo, para eu perceber que afinal ainda sei chorar como uma criança pequena. Serviu para me incutir uma dose extra de medo de me dar aos outros, serviu para me abrir os olhos. Serviu para ter colo dos amigos - dos poucos que souberam - e para me mostrar que cresci e que afinal sei lidar com coisas. Não vou mentir: tenho um pedaço de coração arrancado e há coisas que já não posso mais ser e não consigo nem posso mais acreditar. Mas tenho um sorriso que não sabia que tinha pra me levantar todos os dias, para deitar a cabeça na almofada e dormir de consciência tranquila, de estar em paz. Tenho um pedaço de coração a menos e uma ferida feia ainda por cicatrizar, mas tenho a certeza que sei cuidar de mim. E tudo vai ficar bem.

Das definições que se encontram sem querer


"Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa." 

(No quartinho dos fundos, na caixa mais escondida para não se ver, mas sem expulsar de casa.)

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Das constatações

Um ano não chegava para contar tudo o que me aconteceu no último mês e meio. Estou viva não sei bem como, já que andei a fugir de balas que me chegaram de todos os lados. Este 2014 anda-me a trocar demasiado as voltas. Eu bem digo que detesto anos pares. 

2014 - coisas a acontecer

Resultado positivo, papelada tratada. Agora é oficial. Que friozinho na barriga.


quarta-feira, 30 de abril de 2014

2014 - coisas a acontecer

Agora é esperar uns dias e saber o resultado. Cross your fingers!!!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Dos sonhos

Odeio sonhar com o *****, principalmente depois de o ter encontrado completamente por acaso e ter ficado com as pernas bambas do susto, do choque, do que quer que seja. É facto que foi difícil tirá-lo da cabeça nos dias seguintes, passei horas inquieta - e estando de férias ainda pior porque sobra tempo para ter a cabeça desocupada. Lá passou mas...volta e meia lá me aparece aquele sorrisão na memória. Eu sei, eu sei, já repeti 500 mil vezes que não, não e não e eu sei que não vou fazer nada e nem sequer dirigir-lhe um 'olá', mas caraças afinal sinto falta dele. 

Tem caroço nesse angu

Bom, bom é uma pessoa dar corda, ir dando corda sabendo nitidamente que tudo não passa de letra, que debaixo de tanta banalidade há ali alguma coisa - que não me está a escapar. Bom, bom é uma gaja fingir-se de otária porque na verdade não está pra se chatear. 


Ou como diria a minha amiga S.: "isso é uma perda de tempo."

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Do que ficou mal resolvido ou de quem não se espera encontrar:


Não se aprende nada aqui nesta minha vidinha complicada.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Ultimamente ando a raciocinar com base em letras de músicas. Não umas quaisquer, obviamente, mas músicas que me lembram de coisas e de pessoas como se tivessem lá definições, coisas guardadas. Tenho pensado muito - já deu pra ver que eu penso demasiado na vida - mas de maneira diferente. Se há um mês me dissessem que ia estar neste ponto agora, eu não tinha acreditado. Não é que tenha mudado muita coisa. Eu é que me apercebi de como mudaram as coisas. Não é mau, aliás, não é nada mau. Sinto-me desprendida, sem receio de magoar X ao fazer alguma coisa. Sinto-me endurecida de tantas semanas de vulnerabilidade. 
Tenho pensado muito numa metáfora em concreto, de cacos espalhados. Meia dúzia de palavras quebraram o encantamento e espalharam-se os vidrinhos, mil vidrinhos estraçalhados. Como não gosto de deitar fora, varri tudo - o que sobrou... - e arrumei num canto sem mexer e sem a preocupação de colar, de reconstruir, de dar uma forma ao conjunto de cacos desencantados que sobrou. E foi isso que me trouxe essa sensação agridoce de desprendimento, como se fosse uma vida nova a começar - de tantas que já recomecei este ano. 

De março a abril em jeito de resumo








Uma canseira, portanto. Concerto da Beyoncé, trabalho, jantar na tia para esticar o cabelo, casamento em Braga, Portugal Fashion, concerto dos Silence4. E foi bem bom. 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Não é fácil ser gaja, muito menos uma gaja distraída - só as gajas vão entender

Guilty. Até hoje só me esqueci disto duas vezes. Da primeira o falecido andou com aquilo dias e dias guardado mas devolveu-mo, desta...bem, foi mesmo a pressa de fazer o saco e sair de casa pra ir ao ginásio. Esta alminha foi malhar a sério, foi ao banho e estava-se a vestir quando notou que faltava alguma coisa: o soutien. Pois. Voltar a casa estava fora de questão. Bora lá então e já que há um shopping ao pé do trabalho, fica tudo a caminho. Pensava eu que me ia safar na nova Primark - que supostamente abriu sábado - e dei com a cara na porta. Bonito. Onde é que eu me vou safar com precisamente 30 minutos pra comprar isto e sem dar os olhos da cara por um? Em lado nenhum. Aqueles de que gostei...copas pequenas - a Oysho e a Women's secrets são lojas para esquecer. Ainda pensei que a minha sempre querida e fiel H&M me safasse como sempre...mas é das poucas lojas neste raio desta cidade que não tem a parte de lingerie. Resultado? Um dia inteirinho free as a bird e a pensar "está toda a gente a olhar pra mim". Nunca mais me apanham noutra destas!