Acordei tarde, atrasadíssima pro senhor PT me medir a massa gorda (e me dar uma tampa porque trocou de horário), estou a 2 metros da porta do ginásio e passo por uma miúda de ano e meio, loirinha e de olhos claros. Mal chego ao pé dela, oiço um "olá" super simpático. Parei, sorri à bebé e disse-lhe olá de volta. E ela, fofa fofa fofa, ri-se outra vez pra mim e diz "GIIIIIIIRAAAAAAA". Derreti. ( e comecei bem o dia)
quarta-feira, 30 de julho de 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
julho
Julho é o meu mês e estava ansiosa que ele chegasse. Com julho chega o verão em força e chega o fim de um ciclo e o início de outro. Julho é um mês um bocadinho mais meu porque é o mês que me faz mais feliz até agora. O quanto eu esperei este julho, dia 1, o segundo semestre do ano, uma nova possibilidade de recomeço, de mudança, de coisas boas. Estes seis meses foram um terror, já aqui fui escrevendo sobre eles. Continuo a dizer que não sei como raios me seguro em pé, como continuo a rir e a sorrir. Se calhar estou a ficar uma mulher crescida, se calhar.
Julho é um bocadinho mais meu porque traz de volta quem teve que ir para longe; traz dias longos de praia com a família, com os amigos, só com os primos, só com as amigas. Julho traz mariscadas, finos, caracóis, bolas de berlim, óculos de sol e calções, vestidos curtos e o bronzeado.
Julho é um bocadinho mais meu pelas velas que vou soprar daqui a dezasseis dias; é um bocadinho mais meu pelo que me faz pensar e repensar e sentir. E pela esperança de dias melhores que eu não sei como mas ainda acredito que virão.
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Este post é um pedido de desculpas
Dizem as leis da irmandade das gajas que temos de ser umas pras outras. O caraças. Seguindo este pressuposto universal, sempre que vemos uma mana em apuros é nosso dever de boas samaritanas alertá-la para o facto. O tanas.
Serve este post de pedido de desculpas à moça atualmente iludida pelo meu ex, porque efetivamente se vai lixar. Daqui a um mês ou um ano, esta moça vai-se lixar e vai acabar com o coração partido. Been there, done that. E eu sei disto tudo porque conheço a peça bem demais: não muda, não vai mudar; é como uma borracha que podemos apertar e muda de forma, mas que quando largamos volta ao mesmo. E eu tenho pena da moça porque nenhuma mana merece isto; aliás, ela está em apuros e não sabe, porque pra ela aquilo é a melhor companhia de todo o sempre, tanta felicidade, ai que eu sou a gaja que mudou o cabrão. O caraças. Isso não acontece. Mais: eu não sigo a lei da irmandade das gajas por um motivo óbvio: seria eu a passar por recalcada ou por ressabiada porque eu é que não fiquei com ele. Isto de as gajas serem umas pras outras é muito lindo, porque quando chegam estas horas as gajas viram-se contra as gajas porque as gajas são umas filhas da mãe.
Portanto, amiga, desculpa lá eu saber de antemão que estás a andar de bicicleta sem mãos e que vais cair e não te dizer nada. Entre meter-me numa confusão e ser alguém que não corresponde a quem eu sou, olha, aguenta quando isso der merda que eu também aguentei e estou viva e bem, que um homem desses nem pra pano de chão serve. Entretanto, muito boa sorte. Vais precisar.
sábado, 21 de junho de 2014
Quando...
não há palavras, ou melhor, quando continua a não haver palavras. Há pessoas que realmente não têm noção do que dizem e muito menos do que fazem. Como é que é possível? Não entendo, nunca vou entender e nem quero entender.
(Que raiva.Que raiva, Que raiva. Mas vai passar; tudo passa.)
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Das palavras
Isto anda parado. Ando sem paciência para palavras, a verdade é essa. Quando eu digo que realmente não sei como raio ainda estou de pé, é a mais pura das verdades. O que aconteceu foi só a pior experiência que alguma vez tive com um ser humano (se é que a expressão se pode aplicar...) e há dias em que me custa acreditar que haja gente capaz de ser tão reles. Dizia o poeta que "já gastámos as palavras", mas o que eu sei é que as pessoas abusam das palavras, do significado e do impacto que elas podem ter. O que aconteceu podia ter sido coisa para me arrastar para uma cama durante dias, para me deixar infeliz, para me roubar o pouco que eu ainda vou acreditando nas pessoas. Serviu para isso tudo, para eu perceber que afinal ainda sei chorar como uma criança pequena. Serviu para me incutir uma dose extra de medo de me dar aos outros, serviu para me abrir os olhos. Serviu para ter colo dos amigos - dos poucos que souberam - e para me mostrar que cresci e que afinal sei lidar com coisas. Não vou mentir: tenho um pedaço de coração arrancado e há coisas que já não posso mais ser e não consigo nem posso mais acreditar. Mas tenho um sorriso que não sabia que tinha pra me levantar todos os dias, para deitar a cabeça na almofada e dormir de consciência tranquila, de estar em paz. Tenho um pedaço de coração a menos e uma ferida feia ainda por cicatrizar, mas tenho a certeza que sei cuidar de mim. E tudo vai ficar bem.
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Das definições que se encontram sem querer
"Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa."
(No quartinho dos fundos, na caixa mais escondida para não se ver, mas sem expulsar de casa.)
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sexta-feira, 23 de maio de 2014
Das constatações
Um ano não chegava para contar tudo o que me aconteceu no último mês e meio. Estou viva não sei bem como, já que andei a fugir de balas que me chegaram de todos os lados. Este 2014 anda-me a trocar demasiado as voltas. Eu bem digo que detesto anos pares.
2014 - coisas a acontecer
Resultado positivo, papelada tratada. Agora é oficial. Que friozinho na barriga.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Dos sonhos
Odeio sonhar com o *****, principalmente depois de o ter encontrado completamente por acaso e ter ficado com as pernas bambas do susto, do choque, do que quer que seja. É facto que foi difícil tirá-lo da cabeça nos dias seguintes, passei horas inquieta - e estando de férias ainda pior porque sobra tempo para ter a cabeça desocupada. Lá passou mas...volta e meia lá me aparece aquele sorrisão na memória. Eu sei, eu sei, já repeti 500 mil vezes que não, não e não e eu sei que não vou fazer nada e nem sequer dirigir-lhe um 'olá', mas caraças afinal sinto falta dele.
Tem caroço nesse angu
Bom, bom é uma pessoa dar corda, ir dando corda sabendo nitidamente que tudo não passa de letra, que debaixo de tanta banalidade há ali alguma coisa - que não me está a escapar. Bom, bom é uma gaja fingir-se de otária porque na verdade não está pra se chatear.
Ou como diria a minha amiga S.: "isso é uma perda de tempo."
segunda-feira, 14 de abril de 2014
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Ultimamente ando a raciocinar com base em letras de músicas. Não umas quaisquer, obviamente, mas músicas que me lembram de coisas e de pessoas como se tivessem lá definições, coisas guardadas. Tenho pensado muito - já deu pra ver que eu penso demasiado na vida - mas de maneira diferente. Se há um mês me dissessem que ia estar neste ponto agora, eu não tinha acreditado. Não é que tenha mudado muita coisa. Eu é que me apercebi de como mudaram as coisas. Não é mau, aliás, não é nada mau. Sinto-me desprendida, sem receio de magoar X ao fazer alguma coisa. Sinto-me endurecida de tantas semanas de vulnerabilidade.
Tenho pensado muito numa metáfora em concreto, de cacos espalhados. Meia dúzia de palavras quebraram o encantamento e espalharam-se os vidrinhos, mil vidrinhos estraçalhados. Como não gosto de deitar fora, varri tudo - o que sobrou... - e arrumei num canto sem mexer e sem a preocupação de colar, de reconstruir, de dar uma forma ao conjunto de cacos desencantados que sobrou. E foi isso que me trouxe essa sensação agridoce de desprendimento, como se fosse uma vida nova a começar - de tantas que já recomecei este ano.
De março a abril em jeito de resumo
Uma canseira, portanto. Concerto da Beyoncé, trabalho, jantar na tia para esticar o cabelo, casamento em Braga, Portugal Fashion, concerto dos Silence4. E foi bem bom.
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sexta-feira, 21 de março de 2014
Não é fácil ser gaja, muito menos uma gaja distraída - só as gajas vão entender
Guilty. Até hoje só me esqueci disto duas vezes. Da primeira o falecido andou com aquilo dias e dias guardado mas devolveu-mo, desta...bem, foi mesmo a pressa de fazer o saco e sair de casa pra ir ao ginásio. Esta alminha foi malhar a sério, foi ao banho e estava-se a vestir quando notou que faltava alguma coisa: o soutien. Pois. Voltar a casa estava fora de questão. Bora lá então e já que há um shopping ao pé do trabalho, fica tudo a caminho. Pensava eu que me ia safar na nova Primark - que supostamente abriu sábado - e dei com a cara na porta. Bonito. Onde é que eu me vou safar com precisamente 30 minutos pra comprar isto e sem dar os olhos da cara por um? Em lado nenhum. Aqueles de que gostei...copas pequenas - a Oysho e a Women's secrets são lojas para esquecer. Ainda pensei que a minha sempre querida e fiel H&M me safasse como sempre...mas é das poucas lojas neste raio desta cidade que não tem a parte de lingerie. Resultado? Um dia inteirinho free as a bird e a pensar "está toda a gente a olhar pra mim". Nunca mais me apanham noutra destas!
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terça-feira, 18 de março de 2014
E pra começar a semana em beleza...
toma lá um rim minado e os moços que fizeram merda contigo a vir pedir-te desculpa.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Ok, respira. Acho que é o que me tenho dito nos últimos tempos e 'por últimos tempos' leia-se meses. Olhando pra trás, a verdade é que não tenho ideia de como sobrevivi a esta catrefada de coisas que me aconteceu. Antes era fácil: chorava que nem uma Madalena e passava. Agora não consigo; é como se tivesse perdido essa capacidade. Era natural chorar 3 ou 4 vezes por semana e bem longe vão os tempos em que todas as noites chorava (tal como longe já vai essa pessoa e ainda não sei se tenho saudades de quem eu era), mas o motivo era o de sempre, era uma "dor localizada". Agora parece que alguma coisa em mim se transformou, que endureceu, como se tivesse passado por uma espécie de filtro, de cabine transformadora. Se antes fazia questão de dizer que X me incomodava, agora estou numa de 'faz o que quiseres, deixa andar'; não é que não me importe, mas não mostro que me importo. À conta dessa dureza de carapaça, mal me sinto atingida contra-ataco. Normal, normalíssimo; não vou voltar a passar pelo mesmo over and over again. Não é bom, não. Tem sido dia a dia, sem grandes planos, sem grandes esperanças, sem grande rumo; poucas coisas definidas. Pelo menos as semanas estão a correr melhor porque não me sinto tão down e consegui fazer das tripas coração e ser genuinamente a pessoa mais bem disposta do mundo depois de levar mais uma patada que doeu. Com o tempo aprende-se a saber quando as coisas são ditas de propósito para magoar. O problema é quando se acha que o propósito de magoar não justifica o que se disse e não se mostra que se quer saber.
terça-feira, 11 de março de 2014
Sorry seems to be the hardest word
E eis que pumba, fiz merda. Já admiti, já pedi desculpa. Nada mais a fazer a não ser esperar sinceramente que passe. Foi feio? Foi. Fui estúpida? Mil vezes. Uma mensagem mal interpretada levou a mais mensagens mal interpretadas e está o caos instalado. Sei lá, pareceu-me mesmo aquilo que achei na altura, pareceram-me palavras feias e ofensas, pareceu-me gozo e tendo em conta o meu ano só horroroso...não era coisa que fosse permitir outra vez. Às vezes uma pessoa protege-se tanto que acaba é a fazer asneira. Foi o que me aconteceu. Não deviam pagar uns pelos outros, é um facto. Foi a primeira vez que o fiz e correu mal. Foi errado, mas se não tivesse doído eu não tinha "contra-atacado" que era o que naquelas circunstâncias fazia sentido.
Desculpa. Outra vez e mais uma vez.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Resumo da semana:
A sério, eu ultimamente ando com uma sorte...! Só no fim de semana foi um que nem comigo nem sem mim, um mirone que por esta altura deve estar a precisar de um colete cervical, um armado em John Lennon e em modo stalker e outro com a mania que é a última coca cola do deserto que faz o gosto ao 'block' das redes sociais. Haja paciência.
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