sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

And so it is...2010

Já passou? Voou. Tão complicado, 2010. Tanta perda, tanto golpe. Tantas noites em branco, 2010. Tanto trabalho tão bom. Um amor desencontrado (íssimo, íssimo). Tantas noites, 2010. De tudo. Noites e uma tarde. Tantos (des)afectos. No próximo ano quero que os lábios saibam menos a sal. E que as viagens continuem. E os amigos que se mantenham. E a irmã se recupere.
Um dia tudo volta, não é, 2010? O frio das tardes de Dezembro trouxe esse pedacinho de passado.
Um dia tudo muda, não é, 2010? Nem se sabe quando nem porquê. Tanto remar contra a corrente.
Um presente tão inesperado no aniversário. Presentes todos os dias pelos amigos que estão comigo, pela família que está cá pra não deixar cair.
Tão pouca escrita, 2010. Tão pouca. Vês o que fizeste às minhas palavras e às minhas veias?
Tantas realizações profissionais.
Tantos risos pela cidade. Tantos ecos da cidade.
Tantos dias de verão. Tantos bronzeado, calor.
Tanto frio no calor.
Tanta música na rádio, 2010? Podias ter ajudado e não ter passado duas vezes seguidas a mesma hoje.
Tantas noites por aí, tantas amizades solidificadas e outras que se quebram.
Tantas ausências e presenças.
Tantos presentes novos.
Tantos concertos e conversas.
Tantas saudades.
Pois é, 2010, parece que vou ter de te deixar pra trás. E lembrar-me amanhã de ti como algo remoto.
Tão difícil, tão complicado, mauzinho até. Tão sofrido, tão surpreendente.
Mas sim...gostei (muito) de ti.
And so it is
no love, no glory
no hero in the her sky.
Agora sim...
(a palavra de que eu não gosto)
Adeus.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A Minnie

e não é que a bicha veio cá ao quarto chamar-me, a reclamar mimo e atenção e agora está sentada no meu colo enquanto eu continuo "o parto"?

30 de Dezembro de 2010

e eu a fazer um trabalho que gira à volta de greve de sexo.
E sim, está a ser um parto muito difícil. Esperam-se horas de sofrimento até eu acabar isto. *suspiro*

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Odeio sonhos...

que parecem realidade. Nem a dormir há sossego. Só as palavras frias e a tristeza (do costume).
Nem em sonhos essa *coisinha* me deixa em paz.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Do Natal

O Natal do ano passado foi tão diferente deste. Sem comparação. E só serviu para mostrar que há coisas que têm de ser e que mais vale cortar o mal pela raiz do que tratar plantas doentes. E também pra trazer um travo amargo a tanto açúcar metido em bolos. E um bocadinho de sal pra encher os olhos. Não era nada de novo e, mesmo assim, é um Natal feliz...até porque, quando nos atiram das muralhas pra não nos deixarem entrar, há sempre outros castelos.

Feliz Natal a todos (:

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Assim muito louca a cantar ''Não fale desse jeito", de Ana Carolina

(...)
Esse calor que sai de você embaçou o meu retrovisor
você não quer que eu olhe pra trás
e diz que o passado já passou
esse calor que sai do cigarro que você fuma falando de amor
não fale mais
o futuro é a arma da ilusão que foi você que carregou
(...)

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Esta é uma das razões pelas quais eu adoro as minhas amigas

"Depois de ter tido um que disse que ia morrer por me levar pra cama, outro que nem me deixou acabar de comer a massa, um que tem a outra mas que também não a tem e não me tem a mim porque quer recuperar o namoro, resta-me o meu primeiro namorado, que ia entrar para o corpo de intervenção e foi por isso que não se quis apaixonar por mim. Basicamente é o causador desta merda toda que vai na minha cabeça. Pronto, vou deixar a faculdade, ficar a full time, juntar as trouxas e ficar com um gajo que escreve sensura."

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Não passei tempo nenhum em casa.
Andei o dia todo a passear.
Ri-me a tarde toda.
Jantei em boa companhia.
E mesmo assim...I'm not happy.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

É impressão minha ou hoje a vida trocou-me as voltas todas?
O mundo está ao contrário. E eu devia começar a interiorizar a música do Caetano e cantarolar:

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Quando tu se esfuma no ar e escorrega por entre os dedos, dá-se a passagem de outros a amigos.
Curioso. É também por estas coisas que eu nunca hei-de entender o paradoxo contínuo que é a minha vida.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O meu dia começou às 6.45 a.m.

e acabou às 3.46 a.m.












Vou cair na cama que amanhã começa às 8.30 e vai acabar sei lá eu quando.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Neste blog também se fala de açúcar

Chego eu ao Msn e pisca a janela do Abcinto: Voluptiaaaaaaaaaa, preciso de ti!
Eu, na minha boa fé: Que foi, Abcinto? Que se passa? (já a pensar que era desta que ele me ia mandar a tese pra eu dar uma vista de olhos)
Abcinto: Preciso que me mexas o café com o dedo, já que és tão doce.
Insónias e muitos nervos. Eu já estava na cama e voltei à net porque apaguei um email importante. Mas recuperei-o.
Tenho de acordar (pra isso preciso primeiro de dormir, certo) daqui a duas horas e pouco pra me trancar a estudar mais um bocadinho para Literatura Grega. Tenho a sensação que me esqueci de tudo e que não sei nada. Até parece que nunca fiz um teste na vida. E estou a pensar no que ainda tenho que fazer. O teste de Estruturas deixa-me em pânico, ainda me falta organizar os tópicos pra sexta de tarde e o *teste/trabalho* de Romantismo também me enerva.

São dois Xanax pr'aqui 'faxabor'.
P.S.: e o relatório! ainda falta o relatório!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Das palavras

Descobri ontem qual é a palavra que mais mexe comigo, a palavra que eu mais detesto neste mundo, a que mais me irrita, a que mais me tira do sério. É 'adeus'.

sábado, 11 de dezembro de 2010

"(...)Um supremíssimo cansaço...íssimo,íssimo, íssimo..."

Hoje estou muito cansada. Dormi 5 horas nos últimos 2 dias, não me faltou que fazer e momentos para desligar a ficha não houve.
Depois de 3 semanas de isolamento do mundo, achei por bem dar o ar da minha graça na última festa da faculdade (e vir pra casa cedo!) - tudo isto depois de um dia de aulas non stop e que incluíu horas extra na biblioteca e no bar a estudar. Hoje: duas reuniões e depois compras! Pois bem, estive na Exponor (Stockmarket) e tenho a dizer, infelizmente, que a roupa de mulher que lá está é medonha e só se safam os sapatinhos e as botas, os perfumes e um ou outro casaco. Desiludida, rumei ao Mar Shopping (que é giro, giro, giro) e comprei um vestidinho. Há-que fazer qualquer coisa pra me animar e distrair nestas horas em que a tendência pra pensar no que não devo ataca [se bem que cada vez menos e surge apenas materializada num suspiro mais profundo].
Chegada a casa, foi ver-me a enviar emails, a organizar tudo e mais alguma coisa, a pensar ininterruptamente no que ainda há a fazer. E dou por mim tão cansada que não consigo dormir.
Vale a companhia quentinha e reconfortante de todos os dias desde há duas semanas: o chá vermelho (que provei e 'entranhei' nesse mesmo instante).
Sweet dreams, guys!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Papai Noel?

Descobri recentemente que o que quero receber no Natal é mesmo um globo de neve (com um bonequinho bonito) para eu abanar e ver a 'neve' a cair.
Contudo, não deixo de deitar o olho a isto (ainda que a colecção da Zara esteja medonha e só se safem umas coisinhas):














Key.words

Vitaminas - Jornais - Sono - Bibliografia - verbetes - Novas Cartas - Adília Lopes - Apontamentos - Biblioteca (ai o raio da biblioteca!) - chegar tarde - sair cedo - almoçar em 10 minutos - jantar em 15 minutos.

Tudo isso, mas ainda deu tempo, no sábado passado, de comprar dois pares de botas giros, giros, giros!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Sabe a Dezembro...

...e a sal.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O culminar de um dia de greve, que originou uma faculdade deserta e um título para um colóquio, é, de facto, chegar às onze horas, ter o cinto da saia no chão, não reparar que a fivela está pra cima, pisar aquilo e ficar com um buraco no pé.Niiiiiiiceeeee.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

379 jornais depois, uma enxaqueca, uma noite sui generis e um banho que me soube pela vida, eis que ainda falta tirar o verniz das unhas e dedicar-me a abrir livros de poesia a ver se encontro um título para O colóquio.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Por aqui,a patinha está ligada e pousar o pé no chão é um 'ai socorro que isto dói'. Andar é uma tarefa que se oferece dolorosa e então carregar na embraiagem nem falo. E ainda pra mais com a minha sorte está sempre trânsito e não passo da 1ª, 2ª ou do ponto morto. Quase que fiz 30km aos guinchos hoje de cada vez que tinha de lá meter o pé.
Desgraças fora, estou estranha. Nem eu sei definir como nem quando isto aconteceu, o que despoletou, o que me fez ver outras coisas, o que me fez querer andar pra frente (sempre dando baby steps pra trás ou pro lado como boa carangueja que sou) e ao mesmo tempo a vontade enorme de arriscar uma última vez, mandar todas as opiniões pro alto, não pensar na altura da queda. Entretanto lembro-me do PP e da alegoria da vida. As metáforas do tiro de caçadeira e do ácido sulfúrico. Entre um e outro, oh Jesus, calharam-me os dois. Haveis de experimentar, queridos, levar um tirito sem darem conta e andarem por aí a ser corroídos por causa do ácido.

sábado, 13 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Estou aqui







(foto daqui)

É de mim

ou 3ª e 5ª na faculdade foram *só* dias de lixo?
Safa-se o churrasco em Arquitectura. (Nunca vi Faculdade a organizar festas destas tão bem. Aprende, FLUP.) E é só.



Merda do teste de Estruturas!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Então é assim:

dormi mal como tudo. Culpa de quem? Minha, pois claro. O sono era tanto que adormeci em cima de almofadas todas em má posição. Quem sofre? As costas.
Para ajudar, adormeci com o portátil em cima da cama com a cara da Dra. Yang a olhar pra mim. Podia ter parado no McDreamy, mas não. Fora isso, ainda não tirei o pijama e já queimei neurónios a estudar árvores. Não, a miúda não mudou para Jardinagem. Diz que na Sintaxe há diagramas em árvore. E funções sintácticas. E verbos para tudo e mais alguma coisa. Por agora, ocorre-me analisar a seguinte frase como exercício para o teste:

O FCP esmagou o Benfica.

Ora bem:
O FCP= SN=SU - agente
esmagou o Benfica =SV= PRED
o Benfica= SN=OD - tema
Esquema relacional: SU V OD = verbo transitivo

Testes para identificação de SU:
1- Ele esmagou o Benfica.
2-O Benfica foi esmagado pelo FCP.
3-Foi o FCP que esmagou o Benfica.
4-Quem esmagou o Benfica foi o FCP.
5-Quem esmagou o Benfica?
O FCP.

domingo, 31 de outubro de 2010

Assim se resume um sábado

Deitar às 7 e pouco e acordar automaticamente com uma cãibra que por pouco não me pôs aos berros.
Voltar a adormecer e voltar a acordar. Passar e enviar fotografias. Estar sozinha em casa e bater com a coxa na esquina de um móvel e ganhar uma nódoa negra de brinde. Ficar sem luz e arrumar o quarto (ora, o que é que eu havia de fazer?). Passar apontamentos, responder a mensagens, ver e actualizar o facebook. Falar com a M., a J., o M., o T., o R., a C., o P., o H.
E voltar a dormir. Não de cansaço.Só mesmo porque o Barthes me avariou o sistema com aquela obra e mais vale ir dormir. Ou isso ou porque a J. diz que depois das duas da manhã não devemos tomar decisões.

sábado, 30 de outubro de 2010

É (também) por isto que R. Barthes me mata por dentro

VAGABUNDAGEM. Ainda que todo o amor seja vivido como único e que o sujeito rejeite a ideia de mais tarde o repetir, o apaixonado surpreende por vezes em si uma espécie de difusão do desejo de amor; compreende então que está condenado a errar até à morte, de amor em amor.
1. Como acaba um amor? - O quê, então ele acaba? Em suma, ninguém - a não ser os outros - sabe disso; uma espécie de inocência mascara o termo desta coisa concedida, afirmada, vivida segundo a eternidade. Suceda o que suceder ao objecto amado - quer desapareça quer passe ao mundo da Amizade - , nunca o vejo desvancer-se: o amor que acaba afasta-se para um outro mundo, à maneira de uma nave espacial que deixa de cintilar: o ser amado ecoava como uma vozearia, ei-lo subitamente inaudível (o outro nunca desaparece quando e como se espera).


Roland Barthes, Fragmentos de um discurso amoroso (p.252)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Já se sabe que eu gosto de romãs. Aliás, adoro. Mas só há no Outono. Ou melhor, há durante todo o ano, mas só em Outubro e Novembro é que elas são uma delícia. Durante o resto do ano não as como. Só mesmo nesta altura.
Gosto.
Mais: adoro.
...Mas não me fazem falta.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"Qualquer dia sai-te na sopa"

A sério que das duas últimas vezes que eu fui levantar dinheiro aquele raio daquele anúncio apareceu?
A sério que até na m**** de um texto de apoio de Romantismo, num mísera nota de rodapé, tinha de lá estar aquela palavrinha?

sábado, 23 de outubro de 2010

"mesmo antes de ter chegado...devasso a noite"

Ele: Nunca viste o Rei Leão?Mas o que é que estás a fazer neste mundo? Sinceramente...Mata-te, pá! :p
Ela: Eu ver vi, mas nunca vi todo! Não me mato porque pronto...vi a Cinderela e a Branca de Neve umas quantas vezes :D E sei a música do "hakuna matata". ahahah
Ele: Branca de Neve e Cinderela só vi uma vez...acho. Mas o Rei Leão foi pr'aí o primeiro filme que fui ver ao cinema... :D

terça-feira, 19 de outubro de 2010

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

E hoje a menina do Só Visto lá na sua reportagem sobre a estreia do Filme do Desassossego (em Lisboa, obviamente) que diz:
-Bernardo SANTOS, um dos semi-heterónimos de Fernando Pessoa. ?

(É Soares, senhora, é Soares.)

A minha cabeça está a funcionar à velocidade da luz

*Romantismo*Da evolução literária*A arte como processo*Folhas Caídas*A voz do profeta*Teoria do Método Formal*Viagens na minha terra*Heródoto*Helena*Paideia*História da Literatura Grega*Gramática da Língua Portuguesa*Poética Ocidental*Teoria da Literatura*Diderot*Voltaire*Platão*Aristóteles*Santo Agostinho*Almeida Garrett*Alexandre Herculano*Formalismo russo*Esquemas relacionais*Verbos copulativos*A filologia do gosto literário*Flores sem fruto*A arte de morrer longe*O Banquete*Odisseia*Ilíada*Poesia Arcaica* Ciclo Épico* Alceu e Safo*Fragmentos de um discurso amoroso*Hesíodo*Novas Cartas Portuguesas*Fernando Namora*Anacreonte*Estética*Baquílides*Schiller*Kant*Eça de Queirós*Contos*Arrábida*Fernando Guimarães*Octavio Paz*Teoria do Gosto Literário*Estruturas Sintácticas e Semânticas*Teoria da Literatura*Literatura Portuguesa do Romantismo ao Naturalismo*Literatura Grega*

E tempo, manda-se fazer?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

-É um vai que não vai, um vai que vai e vai na volta...!Oh M., tu és a puta menos puta de sempre.
-Verdade.
-Até pra ser puta é preciso ter sorte.

Museu d'Avó

(Tirei daqui.)

Museu d'Avó: descobri este cantinho há duas semanas e tenho a dizer que é uma delícia. Desengane-se quem acha que vai ver uma partida do FCP ou do SLB para lá porque não há televisão. Não é que seja nada de mais, mas é um espaço para amigos. Vela acesa na mesa, petiscos a sair a cada 5 minutos. E uma delícia, por sinal. É um espaço de convívio puro. Pena ser na rua do 77, que, para além de estar sempre cheia, é demasiado duvidosa pra meu gosto. Vale muito a pena comentar a decoração! Descubro sempre um objecto novo e que de contemporâneo não tem nada: desde a caixa de correio (que se vê ali ao fundo) ao volante, passando pelo carrinho de bebé estilo anos 50 pendurado no tecto e ainda pela máquina registadora antiga, é tudo giro! Apetece-me levar tudo pra casa!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh

Eu já falei disto aqui, mas hoje a situação repetiu-se. Lá vou acompanhada pela Dona Avó apanhar a vacina do tétano. Até aí era só uma ideia que me pairava na mente, mais uma daquelas coisas marcadas na agenda. Mas depois entrei no Centro de Saúde e, mal senti o cheiro,perdi logo a cor. Sentei-me no banco sempre acompanhada pela Dona Avó -que disse logo que ia não fosse eu cair pro lado. Estava um velhinho lá que me viu tão branca e com os olhos tão esbugalhados que me perguntou o que eu estava ali a fazer. Depois de saber o que era, o senhor (fofo, fofo, fofo) decidiu dizer-me - A MIM, PESSOA QUE TEM PÂNICO DE AGULHAS - que depois de levar a primeira picadela até ia pedir a segunda porque ia gostar. Ora se eu já não tinha cor, então fiquei sem pinga de sangue e a pensar "oh senhor fofo, a sério que me está a dizer isso?". Lá entrei, a custo e quase a fugir dali, as enfermeiras a olhar pra mim e a dizerem logo de seguida "a menina não gosta de agulhas. Nota-se logo. Até lhe vou ligar a ventoinha para apanhar um bocadinho de ar". Lá fizeram o que tinham a fazer, eu muda e lívida a dizer mal da minha vida e a rezar para sair dali rápido, não sem antes ter - e este sim - um verdadeiro momento *chapadas nas bochechas* para ganhar cor, segundo a enfermeira.
E pronto, depois aproveitei pra fazer beicinho com a Dona Avó e a Dona Mãe.

domingo, 3 de outubro de 2010

Memórias de um sábado à noite


Sai uma miúda de casa toda bem arranjada com a sua calça azul escura gira, gira, gira, mais o casaquinho vermelho e a mala. Unhas pintadas depois de duas semanas sem o poder fazer. Paragem rápida para ir buscar o M. e depois o caos do estacionamento. Esta cidade está um inferno. Para qualquer lado que se vá não há sítio para deixar o carro. Avenida da Boavista cheia, Casa da Música, Bom Sucesso e Galiza idem. Entretanto começa a chover, mas a chover mesmo. Pronto, vamos ao cinema em último caso. Eu já tinha ouvido falar do livro e não o li. Vi o filme. A historinha é engraçada? É. Mas aquilo nunca mais acaba- duas horas e tal de filme. Eu adormeci duas vezes e não perdi nada. O R. também desligou e a última meia-hora não existiu para o H. Deu pra rir com algumas cenas, emocionarmo-nos q.b. com outras e comentar tudo e tudo e tudo. (E destaca-se o facto de o guarda-roupa da Julia Roberts ser simplesmente pavoroso, à excepção do outfit da festa nas primeiras cenas). Os contornos são sempre os mesmos: um quer, o outro tem medo de.Separam-se. Um vai ter com X, que lhe fala das verdades universais do mundo e afinal já quer e vai a correr a casa do outro, que não está. E deixa o bilhete e encontram-se no sítio deles. E no final correm um pros braços do outro, partindo sem destino para encontrar o amor.
E pronto, inspirados pela parte italiana do filme, sentámo-nos do sítio de sempre a comer massa e a conversar, não esquecendo o facto de o T. ter vindo à chuva e ter aparecido encharcado.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Em tom queridinho e fofinho, vim aqui fazer beicinho e dizer que não posso pousar a 'patinha' no chão. Dói, dói, dói e não pára.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

sábado, 11 de setembro de 2010




sexta-feira, 10 de setembro de 2010

É o que eu quiser

Lembrei-me agora da Carol no Algarve com sintomas de gripe e a dizer Não fico doente porque é o que eu quiser. Agora é a minha vez de dizer que não há dor de garganta nenhuma nem frio nenhum (ainda que pareça um urso polar enrolado numa manta da Kitty) que me estrague o fim-de-semana - que vai ser uma delícia - porque é o que eu quiser. Far away from here.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

6.35

Isto é que é uma p*** de uma máquina que mesmo estraçalhada não pára de bater.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Nós, as gajas - III

Eu gosto de ler a Cidália e arranco a última página da NS de sábado para guardar as crónicas dela. Não é que tenham uma qualidade a que possamos chamar literária; na verdade, não passam de banalidades. Mas as banalidades que dão gosto ler. E isto porque nos revemos numa outra palavra ou situação.
Nós, as gajas, gostamos de palavreado. Então se for escrito ainda melhor. Porque nós, as gajas, gostamos de ter algo a que nos agarrar...mesmo que seja um bocado de papel com 2 ou 3 colunas de banalidades sobre relações. Nós, as gajas, no que toca a relações, somos umas idiotas chapadas... a partir do momento em que o factor gostar se infiltra na equação. Se não fosse isso, o mundo das gajas era uma delícia: cordeirinhos amansados, cãezinhos amestrados, homens dóceis, homens a implorar para que, por uns míseros 10 segundos, olhássemos para eles. Mas nós, as gajas, nãooooo! É começar a meter tudo o que pudermos lá naquela trapalhada de números e emoções e vamos lá ver o que isto dá. Nós, as gajas, sabemos logo o que vai dar e o que não vai. As ideias só se nos confundem quando a situação é preclitante e estamos ali no vai, não vai, no agora vai, mas já não foi, no chega pra cá, agora vai pra lá. Metemo-nos em joguinhos a que estamos habituadas, com as nossas regras (pensamos nós, as gajas). Se isto fosse o Monopólio, nós, as gajas, gostávamos mesmo era de estar sempre a cair no Estacionamento Livre que era da maneira que açambarcávamos a dinheirama toda que lá estava. Mas 3 ou 4 voltas depois, nós, as gajas, deixamo-nos cair na prisão. Que é como quem diz, nós, as gajas, apaixonamo-nos. E a partir daí, não há cartão de "Você está livre da prisão" ou double que nos safe.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Hoje

choveu.
apareceu o arco-íris.
carros derraparam com as primeiras chuvas.
vesti um casaco.
desliguei o telemóvel.
desliguei tudo o que havia para desligar.
adormeci.
comi um gelado.
ouvi música.
desliguei a televisão e fiquei às escuras.
choveu.
apareceu o arco-íris.
E é só.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

" 'What' and 'if' - two words as nonthreatening as words come.But put them together side-by-side and they have the power to haunt you for the rest of your life: 'What if?...'
I don't know how your story ended. But I know that if what you felt then was love -true love - then it's never too late. If it was true then it why wouldn't it be true now? You need only the courage to follow your heart... I don't know what a love like that feels like...a love to leave loved ones for, a love to cross oceans for...but I'd like to believe if I ever felt it. I'd have the courage to seize it. I hope you had the courage to seize it, Claire. And if you didn't, I hope one day that you will."


Letters to Juliet

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Volta uma gaja de férias e tem de ler isto:

"Ola sera que me podes adicionar?sou argentino mais moro en portugal en smf FEIRA SIM fique pasado e olha que percibi quen tu es e que es e gosto mesmo de ti aserio mismo muito, mais o facebook nao me deixa adicionarte se tu podes fazer fico grato PRINCESA! beijinhos entretanto, e gosto de ti sin mudar nada percebes? lol ok beijinhos 1.000"

Pablo, Pablito,

1-o meu facebook é tão bom que não te deixa adicionar-me; pontos pra ele;
2-Não, óbvio que não te posso adicionar;
3-Não é por usares letra maiúscula que me convences, muito menos nesse tipo de palavras (considerações tecidas aqui);
4-Não, não percebo. E também não entendo esse discurso sem nexo, sem pontuação e muito menos esse espanholês que está pr'aí. Ah e esse gosto instantâneo também não, oh Pablo. Então só lês(sabes ler, Pablo?) a minha descrição que até é catita e uma foto simplória em que nem a minha carinha se vê e quase me dizes que sou o amor da tua vida?
5-"beijinhos 1.000"? A sério que há pessoas que dizem isto?
6- Fui ver a tua foto: ar de bimbo e manga caviada. Preciso de dizer mais alguma coisa?

domingo, 15 de agosto de 2010

Fériaaaaaaaaaaaaaaas

Siga pra Portimão!!

domingo, 8 de agosto de 2010

Esta semana passou-se isto:

-Lambrusco branco doce com a S. e com a E.;
-Martini Bianco com a R. e a S.;
-muitas águas tónicas com a S.;
-muito tempo de esplanada e de sol;
-3 filmes saca...vistos: O Sexo e a Cidade, Sex and Breakfast (desilusão, fraquinho, fraquinho) e Valentine's Day;
-As vidas privadas de Pippa Lee para terminar, mais o brasileiro Trair e coçar é só começar, Backup plan e 9 songs para ver;
-Os Clandestinos (Fernando Namora) vão a meio. Ainda quero acabar O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde), ler Poética do Tempo Incomum (Natália Reis), Quantas madrugadas tem a noite (Ondjaki) e História da minha vida (Giacomo Casanova) - pelo menos;
-feira medieval com a S.,o E. e a E. e a descoberta dos números da personalidade e de previsões para o futuro;
-mais um kg perdido não sei como;
-uma crise de nervos;
-uma noite no Altar.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

sábado, 31 de julho de 2010

Uma questão de nervos

Não, não vamos falar desse filme, mas sim do filme que é quando eu me enervo. Podendo não parecer, eu sou uma pessoa nervosa e quando os nervos chegam ao ponto de saturação nem sei se diga venham cá ajudar ou saiam daqui. Então isto é assim: durante muitos anos foi o estômago. Vomitava que me fartava, tinha dores de madrugada e não dormia. Depois isto acalmou e o esquema mudou. Ataques de ansiedade. Ela treme, ela chora, ela fica com falta de ar. Ela mal consegue pensar. É terrível. Não se controla. Há dias em que acho que se alguém me visse me chamava doida. Pobre Miss Bright Side que ontem aturou uma coisa dessas.Mas este não foi grave, não cheguei a ficar com as mãos paralisadas (true story) nem a tremer por todos os lados. Só a dificuldade em respirar. E o choro. Se não me chateassem tanto o juizo...eu não me enervava tanto.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Dietas

Agora sim posso falar no assunto: dietas. Começou a 9 de Maio. No início de Junho já tinham ido 6 à vida. Em Julho outros 4. Balanço: menos 10 kg no corpinho, menos centímetros de cintura e anca, mantém-se o resto (obrigada, Altíssimo!!!). Não se passou fome, mas fechou-se a boca. Era lindo sair pelas ruas do Porto e ir parar ao Tropical às 5 da manhã e ouvi-los dizer
-Uma francesinha especial!
-Uma cola tropical e um pão de alho com queijo e bacon!
-Um crepe não-sei-quantas!
-Uma tosta mista com molho de francesinha e uma dose de batatas!
e eu era a única que dizia:
-Uma água sem gás fresca e uma salada de fruta tropical.
Fora isso, adeus chocolatinho (nham nham), cookies, fritos (já não sei o que são panados, juro!) e toda a panóplia de coisas que se alojam nas ancas. Olá iogurtes magros, gelatina 10 calorias, queijo fresco, pão integral,saladas, etc. etc.
Confesso que não custou! Aliás, a Dra. Fernanda dava-me sempre na cabeça pra eu fazer as refeições livres! Coma uma fatia de bolo, chocolate, o que quiser, dizia ela. Uma fofa! Dava-me sempre os parabéns de cada vez que eu lá ia e ainda me deu dicas pra saber o que comer. Vá, o único senão é começar a ver os rótulos das coisas no supermercado, mas, graças a isso, descobri umas bolachinhas da ProAlimentar bem boas e só com 29calorias. Mais as Marie Lu (que enganam a vontade de comer bolachas de chocolate) de 99calorias. E as barrinhas da Alpen! Mais o Compal Light e a água tónica da Frize.
(Só pela publicidade era já mandarem-me umas quantas caixas, pá!)
Não foi pelo Verão. Foi mesmo por mim.

terça-feira, 27 de julho de 2010

João Miguel,

mal vi o teu pedido de amizade no facebook soube que a coisa ia correr mal. Para começar tens a fotografia de um rato, coisa que eu detesto. E um homem com uma foto de um rato não deve ser boa peça. Pois bem, contrariando estes pré-conceitos instalados na minha mente lá te adicionei. Depois reparei que nasceste em 1991. Outro mau indício. Ainda assim relevei. 10 minutos depois falaste comigo no chat. Olá! Tudo bem? - até aí não estavas a ir mal, filhote. Mas depois escorregaste na casca da banana. QUE FAXEX?, perguntaste tu. Como se não bastasse este erro crasso ainda te enterraste mais. Perguntaste Donde teclas?. E um gajo que me pergunta essas coisas e dessa maneira não serve para amigo do facebook. Então, com dois cliques - um na tua página e outro no 'remover da lista de amigos' - acabou a nossa amizade. Rápido e indolor. Felicidades com os teus X e K e o diabo a quatro.

Summer time































quinta-feira, 22 de julho de 2010

Nós, as gajas - parte II

Nós, as gajas, temos sempre a tendência para escolher mal. É certo que nós, as gajas, temos uma grande parte de culpa no que toca o correr mal. E isto porque, ainda que não gostemos de banho-maria, tentamos armar-nos em gajos e tentar fazer o mesmo, só que não dá resultado. Isto é mulherio e já se sabe que não há cá controlo de temperatura. Se o caldo tiver de entornar entorna e alguém há-de limpar. Diz que há esfregonas e panos pra isso mesmo. Ora, tudo entornado, é coisa pra nunca mais ficar em ponto rebuçado... que de doce, meus queridos, já não tem nada.
Pois bem, lá escolhemos nós, as gajas, mal e porcamente. E tal e coisa corre mal e coisa e tal não há volta a dar. Enquanto nada é tal nem coisa, há o outro que ronda. O bonzinho. Aquele que saca do lenço para nos dar, gajas, quando nos lamentamos infinitamente Ai que eu gosto tanto do X. Ai que não entendo o X! O X não veio ter comigo porque queria que o canário fizesse malabarismo! Ai tu vê lá, coitadinho! Tanta paciência que ele tem pro bicho! E lá está o bonzinho, de manhoso! Ah grande sacana! Lá vem o bonzinho com o discurso (idioto-)platónico do Por quem sois, minha senhora, estarei sempre por perto para vos amparar! Lá vem o bonzinho avançar no terreno. E ataca. E vai na volta nós, as gajas, estamos vulneráveis e sensíveis e toldadas pela paixão impossível ou apenas simplesmente fodida por circunstâncias várias da vida, e quando damos conta quase temos o bonzinho em cima de nós. (Não literalmente...mas a tender para!) Bonzinho confortavelmente instalado no sofá que era do X, quiçá nós, as gajas, ainda lhe mudamos o canal da televisão lá do cantinho pra Sport TV que vai começar o Benfica e o importante é agradar. Só que, de repente, todo um bonzinho se transforma em cafajeste. E depois o que acontece connosco, as gajas? É simples, pá! Voltem ao início do texto que não vou escrever o mesmo outra vez!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Nós, as gajas

Nós, as gajas, gostamos é dos gajos complicados. Dos que têm mil e um problemas. Então se for um que inventa mil e um problemas, é fazer o favor de mandar que a gente aceita. E quase a agradecer aos céus por tal dádiva. Nós, as gajas, não queremos saber do todo querido e fofo que nos pede uma oportunidade, que é carinhoso tempos infinitos e que não desiste de nós. Não! Nós gostamos mesmo daqueles que já ligaram e que não ligam, dos que fazem gato-sapato. Nós, as gajas, gostamos é de dar voltas à cabeça a tentar perceber esses seres acometidos de ataques de pânico porque reparam que afinal até gostam de nós, as gajas. Ou então porque já não gostam e se armam em idiotas com teorias ainda mais absurdas de afastamento. E nós, as gajas, começamos a reparar nestas coisas. Menos uma hora a conversar, ai-que-estou-atrasado-pra-sair, ai-hoje-não-posso-estar-contigo, ai-que-o-meu-gato-está-a-falar, ai-que-o-Bobby-acabou de-parir-um-cisne; ou se antes era Vais pra casa sozinha a esta hora a conduzir? Quando chegares liga para saber que está tudo bem! isso passa a Vais pra casa sozinha a esta hora a conduzir? E então?Qual é o problema? Até parece que não está habituada, a besta!. E isto se não for estou-me a lixar pra ti, grande lapa que já foi a mqt! Ainda não percebeste que me quero livrar de ti?Se fosses contar os paralelos do Porto é que era! Já não pode um gajo estar aqui a beber umas Mines e a comer uns tremoços à vontade que lá vem ela perguntar se está tudo bem comigo. Claro que está, parva! Se me acontecer alguma coisa alguém há-de saber.
Nós, as gajas, gostamos de coisas arrumadas no sítio. Não nos venham cá com as merdas do vamos ver. E isto porque nós, as tais gajas, não gostamos de vamos ver. É mais vemos e vamos, percebem? Isto tem de implicar movimentação que isto é gente frenética nestas coisas das relações e não gosta nada de banho-maria.

domingo, 18 de julho de 2010

Ontem chegaram os 20

e, se forem como os 19, no mínimo, serão inesquecíveis.
Parabéns a mim.


Caxias 68

Luz recortada nesta manhã fria
Muros e portões chave após chave
O meu amor por ti é fundo e grave
Confirmado nas grades deste dia


Sophia de Mello Breyner Andresen in Dual


sábado, 10 de julho de 2010

Mudou (tanto) tudo (tudo) tanto.

Mas afinal andamos a enganar quem?! Só se for a nós próprios. É um que anda com todas porque no fundo, no fundo tem medo de ficar sozinho. Ou que quer uma e que, mesmo querendo que ela seja feliz, está a torcer para que tudo corra mal com o outro porque a quer para ele. É o outro que gosta das duas, que não sabe de qual gosta mais, de qual gosta menos. É o mesmo que se faz de desentendido quando ela decide pôr um ponto final naquilo mesmo não querendo. É o mesmo que continua a perguntar-lhe religiosamente todos os dias como ela está. É esse mesmo, o que não a está a ajudar, que a elogia constantemente, que tem presentes pra ela. É ainda outro que já gostou dela, mas que já não gosta e, na verdade, sabem os dois do mesmo,mas disfarçam. Ou se calhar gostam do disfarce e um do outro, mas tudo (tanto) mudou (tudo) tanto. São os 2+2 que sabem o que querem e só de se olhar sabem que vão ficar juntos. É a outra que vai embora e não quer começar nada. São os outros que disputam a mesma pessoa. É um de tantos que está acomodado e que não acaba porque afinal mais vale ter um pássaro na mão que dois a voar. É a outra que morde o lábio quando desconfia. É a amiga da outra que ergue a sobrancelha quando percebe que o outro não a larga e que não a deixa esquecê-lo. É outra ainda que está na zona de conforto, como ela diz. E é a amiga que a puxa para o jogo constante que ela não quer jogar. E afinal aparece logo um que acha que 3 ou 4 palavras são ataques. Mas não. É uma questão de interpretação. É a outra que foi traída, mas continua apaixonada. A outra que está sozinha e deseja ardentemente apaixonar-se. A outra que quer esquecer o grande amor e não quer começar nada com ninguém. E é o outro que a pressiona sem se aperceber que já a perdeu. A outra que se reconciliou com o outro. A outra que está feliz com um há um ano. O outro que diz que não tem animação na vida.
É a outra que se lembra dos meses a passar, dos dias a correr. E que se lembra de fazer contas. As horas são sempre a somar,mais um dia, mais uma semana, mais um mês, mais meio ano. E, afinal, vai sempre mudando (tanto) tudo (tudo) tanto.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Closer

Alice: I would have loved you… forever. Now, please go.
Dan: Don’t do this, Alice. Please, talk to me.
Alice: I am talking. Fuck off.
Dan: I’m sorry. You misunderstand! I didn’t mean to.
Alice: Yes you did.
Dan: I love you!
Alice: Show me! Where is this love? I can’t see it, I can’t touch it. I can’t feel it. I can hear it. I can hear some words, but I can’t do anything with your easy words. Whatever you say is too late.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Logo é isto:

Foto daqui



Foto daqui



Foto daqui

Shall we dance?*

Quem me conhece sabe que eu agulhas somos arqui-inimigas desde a minha existência. Eu fazia os meus pais passar vergonhas porque queria sempre fugir, até ao dia em que eles perceberam que o melhor era agarrar-me e manter-me quietinha pra tortura.
Os anos passam e isto não melhora. É ver-me a ficar de todas as cores, suores frios, tensão baixa, olhos arregalados e aquela sensação de vá-vou-só-embora-e-ninguém-dá-por-mim.
Ora hoje foi dia de tirar sangue para fazer análises que isto de uma pessoa emagrecer muito num mês e meio tem que se lhe diga. Eu, que nem gosto de acordar cedo, fui tão boa menina que segui o conselho da mamã:

Vai cedinho pra cama pra não ficares cansada. Estás fraquinha, é melhor dormires.
Acordei cheia de vontade, mas não me queriam deixar ir. Vai daí vi dois episódios de Flashpoint. Toda eu cheia de fome, de sede e sem poder fazer nada. Finalmente lá chegou a hora. A menina, uma simpatia, lá me agarrou o esquerdo (já eu pálida de ver a agulha), espetou, agulha pra cima, agulha pra baixo e eu branca como os calções que tinha vestidos. Nada. Agulha pra esquerda, agulha pra direita. Nada. As suas veias estão a castigá-la. Esta era melhorzinha e fugiu. Muda de braço. Espeta a agulha outra vez (continuei branca). Fiquei muito contente quando finalmente vi que ela me tinha apanhado a veia. Naquele momento pensei que ser toxicodependente não era pra mim.
Conclusão: tenho veias bailarinas, duas picadas de agulha e um braço a oscilar entre o roxo e o verde. Ah...e pegar na carteira foi tarefa para esquecer. Logo eu que só consigo pegar nela com a esquerda.
*E não, o título não tem (quase) nada a ver com o post.

sábado, 26 de junho de 2010

I know I'll be fine

[Yeah, I'm fine. And that's not a lie.]
Sempre soube. Sempre.
Há dias falávamos de histórias. Uma recusava-se a admitir que tinha uma relação, por mais que já fosse evidente. Casmurra. E sempre a levar com a minha dose de realidade em cima. E também com a minha dose de 'vai lá pra isso, vais-te lixar à grande, mas anda lá que ainda só tens (quase) 20 anos e se te estampares, paciência. E nós estamos aqui pra ti'. Outra dizia que recusava terminantemente apaixonar-se, mas que gostava de acordar de manhã e começar logo a sorrir ou de se ir deitar e saber que ia ter um beijinho de boa noite [dele]. Uma outra dizia que gostava de se apaixonar, porque é bom, porque queria ter uma cena fixe, estabilidade. Tanto queria que acabou a atirar uma flor ao ar a ver se a sorte lhe sorria. Uma delas está e estará feliz. Deve ser a amiga mais feliz nesse campo. Ou uma das. Outra ainda sofria com os problemas com o prince charming, com os obstáculos, com a injustiça e infantilidade dele. E dizia que não ia deitar tudo fora, que já era muito tempo a dois, que não queria saber do que o mundo pensava. Mas que tinha medo de o perder.
Todas nós sabemos quando o perdemos. Eu sempre soube; o momento sabe ao mesmo - a consciência terrível, a percepção drástica da ruptura que se sente na dinâmica do par, uma sensação de abstracção do mundo e uma espiral que vai dos pés à cabeça, de cima pra baixo. Corte feito, bisturi em punho: a partir daí é pôr remendos nas ligações, sempre com o risco elevado de, a qualquer momento, aquilo rebentar. Ou ir rebentando. Primeiro aqui, depois ali. Traduzindo: a chamada que não vem, a mensagem que não chega; o beijinho de bom dia que demora, a secura das palavras. E isto até se ouvir o som contínuo de um motor que já não dá impulso a nada. Mas há as tentativas. As tentativas manhosas de pôr tudo a funcionar, mas já não fica nada como era antes. Lembro-me de dizer a uma delas que se ia voltar para aquilo não se devia esquecer que eles os dois iam carregar o passado deles com eles e que, à menor fragilidade da corda, corriam o risco de cair. Eu disse e esqueci-me disso para mim. É por estas e por outras que sou espectacular a resolver a vida dos outros. Pois. Voltando às tentativas, a hipótese de voltar a dar certo é pouca, mas está lá. Só que implica esforço, dedicação e uma vontade enorme de make it work - um bocadinho hoje, outro amanhã, so on and on and on. E isso é raro de encontrar hoje em dia. É por isso que me lembro sempre do texto do MEC ou então do poema "É urgente o amor", de António Ramos Rosa. É tudo tão confortável, é tudo tão fácil, cómodo, à mão. E quando não é desiste-se ou, depois de tanta tentativa de conquista, deixa-se desvanecer, como se fosse tudo um cubo de gelo ao sol.
Falei delas. E eu? Eu continuo a injectar-me diariamente com doses de realidade e crueza com uma pequena percentagem de crença honesta no amor. Também atirei uma flor ao ar, mas não para me apaixonar. Não tenho mensagens de bom dia nem de boa noite, não estou tão feliz nesse campo como a minha amiga mais feliz (ou uma das), não tenho nenhuma relação e não sou casmurra como a outra. Não estou vazia, não estou infeliz. Nem conformada nem inconformada. Não estou deprimida nem depressiva. Só com um olhar diferente sobre as coisas - My name is Pearl and I love[d] you the best way I know how.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

FÉRIAS

Para já tudo feito (só esperar que o mail esteja cheio de classificações finais e notas lançadas!). Tenho 15 dias para aproveitar.
Ontem foi noite de S. João e, para ser honesta, nunca tinha passado uma noite destas com um sentido tão popular, num local emblemático do Porto. Sardinhas, caldo verde, pimentos, broa, bifanas, fogo de artifício, música. Por outro lado, o concerto dos Buraka na Foz e o amanhecer na praia. Só faltou mesmo a fogueira.
Começaram agora e são até Setembro. Pra já há que organizar estes livros, estes apontamentos e estes sapatos (sim, tenho de da uma arrumação urgente a isto!). Depois cinema (Sex and the City II - shame on me que ainda não fui ver!!!!) e séries (acabar de ver Grey's Anatomy e começar uma das outras todas que para aqui andam!). E seguem-se os livros. Pelo menos 12 que eu queria ter lido e não li. E nos entretantos o trabalho. E a praia. Claro, a praia e os bikinis. E o bronze!
E pausa para trabalho. O Marés Vivas, o concerto da Adriana, talvez o concerto do Caetano.
E o Jardim Botânico, a Quinta das Lágrimas, Lisboa, o Algarve, o fim-de-semana do S. Paio.
Diz que vai ser um Verão em grande!

terça-feira, 22 de junho de 2010

(Mãe, hoje podes vir aqui)




A menina está a menos de um mês de fazer 20 anos.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Então é assim:

como é que uma pessoa que está morta de dores de cabeça* vai estudar Fonética, Fonologia e Morfologia?
Não sei, mas não me adianta de nada ripostar. Adeus, mundo! Daqui a umas horas espero continuar a ter sanidade mental.
*As dores de cabeça vêm do sonho estúpido, estúpido, estúpido que eu tive. Já não bastava a vida real...agora até nos sonhos as questões e as pessoas são as mesmas! Não há pachorra!

Cada coisa no seu lugar

Há uma parte de mim que gosta de se convencer que tem jeito para trabalhos manuais. Sendo eu uma das pessoas mais desastradas que conheço, geralmente há sempre quem tenha medo de me delegar estas tarefas. Para a semana vou perder uma tardezinha a ouvir MPB (música popular brasileira: tanta musiquinha nova de Maria Rita, Chico Buarque, Djavan, Caetano e companhia!) e a forrar caixas. Tem dias em que funciona como um exercício anti-stress, noutros é apenas o gosto por arrumação e por ter as coisinhas bonitinhas. (A juntar à minha mais recente panca por decoração, mas adiante.)

Outra das tarefas será organizar os apontamentos dos 2 anos de Faculdade. Percebi que tentar meter tudo dentro de uma capa não funciona, que já não tenho espaço onde pôr tanto livro, tanta capa, tanto papel e que o melhor é começar a colocar tudo em ordem para saber onde está o quê, se mais tarde precisar.


Fora isso, espera-se o S.João, o maldito exame de Estruturas Fonológicas e Morfológicas do Português. Estudei a parte da Fonologia e já me senti menos burra do que há 5 horas atrás. Espera-se também a Antologia do Fado de Coimbra, o Marés Vivas em pleno aniversário da menina, Lisboa, o Algarve e sabe-se lá que mais.

domingo, 20 de junho de 2010

Sextas à noite, neste blog, são noites de poesia #6

O que desejei às vezes

O que desejei às vezes
Diante do teu olhar,
Diante da tua boca!

Quase que choro de pena
Medindo aquela ansiedade
Pela de hoje - que é tão pouca!

Tão pouca que nem existe!

De tudo quanto nós fomos,
Apenas sei que sou triste.

António Botto
Aves de Um Parque Real
As Canções de António Botto
Editorial Presença
1999
Estou a uma escassa meia hora de terminar um dos trabalhos mais horrorosos que já fiz na Faculdade e de entrar no modo só-me-falta-um-exame e estou de férias. Férias que é como quem diz! Entre reuniões, aulas para preparar, actividades para preparar e Novas Cartas Portuguesas para trabalhar não vai sobrar muito tempo.
Eu já cá venho actualizar as Sextas de Poesia...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ainda estou pra saber como é que finalmente apago a luz às 2.48h e acordo às 6 da manhã sem sono. Ia ter de me levantar uma hora depois. Ficar a olhar pro tecto não era solução. Dar voltas à cabeça também não. Então vi as televendas e fiquei maravilhada com um aparelho muito engraçado que cozinha tudo o que se quiser, é só temperar e meter tudo lá dentro. Até podem ser coisas congeladas. E tinha um livro de receitas a acompanhar. E custava 99euros. E dava pra levar pra mesa.
Depois de sete horas numa faculdade não espelunca como a FLUP (ai que instalações...até o tecto cai, os azulejos quase dão pra fazer puzzles e as cadeiras do bar devem ter vindo do fim do mundo), ainda que labiríntica - a FPCEUP é enorme e eu juro que se não fosse a MJ não sabia sair de lá, estava mais que cansada. Mal pus o pezinho em casa dormi em tudo o que era sítio, não jantei; entretanto acordei e achei por bem comer alguma coisa. Enviei o último trabalho obrigatório, respondi a emails e a notificações do facebook. E fui ficando enjoada e maldisposta depois de tanta hora sem comer. E já li duas peças de teatro pro exame de sexta. Sono claro que não há. Pelo menos estou melhor. Mas há uma música hoje e faz todo o sentido.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Então é assim...

7 horas e 2997 palavras depois, decidi que é melhor ir dormir um bocado. Estou com uma p*** de uma enxaqueca? Estou. Mas ainda tenho 3 páginas para enquadrar em frases bonitas, uma conclusão e mais um trabalho para fazer. E estudar para 2 exames medonhos. Por agora cama que daqui a umas horas também é dia. Bom dia!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Say what?!

Praia, sol, cocktails, esplanadas, mariscadas, arrasar com o Ferdinand, o príncipe muito honesto de uma peça de Shakespeare, gozar com a franja da J. ou com a Miss Bright Side, principalmente com "já usavas um avental verde alface" ou "olha tu de azul celeste ou rosa choque", praia, a praia e a areia e o mar e as ruas do Porto à noite, as esplanadas do Cais, as francesinhas, o Tropical.
Em vez disso fui parar a uma rua duvidosa, cheia de medo de levar uma navalhada ou duas e ficar pr'ali a esvair-me em sangue. Ah e Barroco. É isso e estatuária barroca. Em espanhol.

sábado, 12 de junho de 2010

O casal da Casal

Muito honestamente, não gosto de grandes cenas na rua. Entenda-se a dita como shoppings, esplanadas, cafés, discotecas, etc. Grandes cenas entenda-se por filmes quase porno. Ontem fomos à Feira do Livro (meus queridos Nuno Júdice e Anaïs Nin) e depois, como é hábito, à Casal. Bolinho de noz, suminhos naturais e café à parte, ao lado da nossa mesa, já não se entendia se aquilo era bacalhau com todos, passe a expressão, se era moqueca... E só dizia o C. "Bem, está na hora de irmos embora que já chega de comer"; dizia a Miss Bright Side "Eu tenho pais! E eles não são assim!". Eu fazia o meu ar de não estou a ver nada, mas por favor tirem-me estes dois daqui.
De repente, tentando concentrar-nos na conversa que estávamos a ter, o que era praticamente impossível tendo em conta a performance do casal (que já não ia pra novo!), assustámo-nos: então não é que aquilo já ia no mete a mão aqui, mete a mão ali e juro, mais um bocadinho e tínhamos visto as cuecas da senhora.
Isto tudo pra dizer que um bocadinho de contenção e discrição nunca fez mal a ninguém.

Sabemos que somos as pessoas com quem a vida mais gosta de brincar...

quando desmaiamos em igrejas a meio da missa e quando vemos a nossa vida a andar para trás porque o mestrado que queremos já se foi e que o que sobrou dele não tem grande interesse.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Sextas à noite, neste blog, são noites de poesia #5

Floriram por engano as rosas bravas


Floriram por engano as rosas bravas
No Inverno: veio o vento desfolhá-las...
Em que cismas, meu bem? Porque me calas
As vozes com que há pouco me enganavas?

Castelos doidos! Tão cedo caístes!...
Onde vamos, alheio o pensamento,
De mãos dadas? Teus olhos, que um momento
Perscrutaram nos meus, como vão tristes!

E sobre nós cai nupcial a neve,
Surda, em triunfo, pétalas, de leve
Juncando o chão, na acrópole de gelos...

Em redor do teu vulto é como um véu!
Quem as esparze – quanta flor! – do céu,
Sobre nós dois, sobre os nossos cabelos?

Camilo Pessanha (in Clepsydra)

Sextas à noite, neste blog, são noites de poesia #4

Euforia


cai neve no cérebro vivo do imaculado - dizem
que este milagres só são possíveis com rosas e
enganos - precisamente no segundo em que a insónia
transmuda os metais diurnos em estrume do coração

dizem também
que um duende dança na erecção do enforcado - o fulgor
dos sémenes venenosos alastra no brilho dos olhos e
um sussurro de tinta preta aflora os lábios
fere a mão de gelo que se aproxima da boca

o vómito da luz ergue-se
das palavras ditas em surdina

a seguir vem o sono
e o miraculado entra no voo dos cisnes
o dia cansa-sena brutalidade com que a voz se atira contra as paredes
abrindo fendas em toda a extensão das veias e dos tendões

quando desperta com o crepúsculo
o miraculado olha-nos fixamente e sorri
dá-nos uma rosa em forma de estilete - fechamos os olhos
sabendo que este é o maior engano
da eternidade


Al-Berto (in Horto de Incêndio)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

11 de saudade

Correram, assim, na calma do tempo. Não fiz as contas para saber quantos dias são, mas são muitos a sentir a tua falta. Nunca te quis deixar ir, até que inevitavelmente percebi que seria melhor deixar-te descansar e manter-te vivo dentro de mim. As lágrimas de dor por já não te ter aqui há tanto tempo transformam-se num sorriso sereno de lembrança ainda que, de vez em quando, uma dorzinha mais aguda atravesse o coração. Já não me viste chorar pelo primeiro desgosto de amor. Não estavas quando me magoei a sério no joelho. Não estavas quando contei que tinha um namorado, quando chorei dias a fio porque o perdi. Não estavas no primeiro dia em que entrei na faculdade no 1º ano nem no 2º. Não estavas quando um a um todos eles também foram embora, quando chorámos as três entregues a nós próprias e umas às outras, como sempre nos ensinaste. Não estavas quando me desiludi com uma das grande amigas. Não estavas na festa surpresa dos meus quinze anos. Não estavas quando discuti com ele da 1ª nem da 2ª nem da 3ª vez, quando ficámos dois meses sem falar. Não estavas quando cheguei a casa às 4 da manhã da primeira vez que fui a uma discoteca ou quando cheguei às 9h quando sair já se tinha tornado um hábito. Não me viste na primeira vez que trajei nem quando subi ao palco para ir receber aqueles prémios todos dos quais sei que te orgulhas. Engraçado, estiveste sempre lá. Sempre.
Elas dizem e assustam-se com os gestos que faço. Estou a vê-lo agora. Ele fazia esse gesto exactamente assim. É um bocadinho físico de ti que fica em mim.
Os bilhetes nos aniversários religiosamente seguindo o mesmo esquema: um acróstico com o meu nome e as tuas palavras. A colecção infindável de moedas e de porta-chaves. E os isqueiros encontrados na garagem! Foste sempre uma caixinha de surpresas.
Os álbuns de fotografias cheios e rigorosamente ordenados por datas e locais. Os desenhos dos barcos a tinta azul. Não tinhas jeito nenhum para desenhar, mas eu insistia sempre e tu fazias. As férias no Algarve a comer bolas de berlim, as tardes de Inverno a comer Cheetos e batatas fritas. O chocolate branco Galaak e os ursinhos do Tuli-creme. As viagens para o Algarve e a minha implicância com o cheiro a ovos cozidos. Ainda hoje sinto esse cheiro e lembro-me sempre de ti.
Não vais estar cá quando eu me formar, quando eu tiver os meus filhos, quando conseguir o primeiro emprego, quando eu casar, quando eu chegar depois de partir, quando me tornar independente, quando tiver a minha casa. Mas estarás sempre. Sempre. Como estás hoje.
Há tanto de ti em mim, tanto.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A ver se este mulherio abre os olhos

Quando ele não:
a)liga
b)manda mensagem
c)responde à mensagem
d)fala


não arranjem desculpas. É mesmo porque não quer.



Abébias:

1) Pode perder o telemóvel. Pode, mas não perde todos os dias.
2)Pode não ter mensagens. Pode, mas arranja maneira.
3)Pode estar ocupado. Pode, mas não está 24horas ocupado. Não come? Não bebe? Pois, bem me parecia.
4)Pode ter-se esquecido. Pode, isso pode, mas aposto que não abre a caixa de entrada uma vez ao dia.
5)Pode ter partido os dedos das mãos. Pode, mas parti-los todos ao mesmo tempo só se for ao estilo recado da Máfia.
Pra mim a questão coloca-se geralmente assim. Deve ser por isso que o P. diz que eu penso como um homem e que a Mé diz que não gosta da minha objectividade. Ups!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Vá, agora a sério

Depois da saga dos sonhos com gravidez, veio a saga dos sonhos com casamentos. Pior que isso é perguntarem-me duas vezes no espaço de duas semanas se sou CASADA. Mas eu por acaso tenho ar de mulher casada, tenho?! Ainda tentei argumentar com "só tenho 19 anos, não há cá casamentos", mas ouvi "há pessoas mais novas que já se enforcaram", achando por bem terminar por ali a breve conversa.
Qualquer dia em vez de me oferecerem sapatos oferecem-me uma batedeira ou uma máquina de café! Quer dizer, pensando bem, já me ofereceram um conjunto de panelas, bem ao estilo do "é pro ENXOVAL" e sou herdeira legítima de uma infinidade de colchas de crochet, de toalhas, de panos e paninhos. I'm sorry to disappoint you...mas eu cá não gosto dessas coisas. Deixem-me lá entregue aos sapatinhos, vestidinhos, bikinis, maquilhagem, etc., etc. e esqueçam lá o trém de cozinha, a Bimby, a esfregona e a varinha mágica.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Madrugadas

Eram 5 da manhã e eu estava esfomeada. O Ferdinand disse que ia comer pão com manteiga e eu fiquei-me pela meloa.
Eram 6 da manhã e finalmente apaguei a luz. Foram os textos para ler, foi o MSN e o facebook. Foram os dois episódios de CSI, foi a agenda por actualizar e os dias a andar pra trás no calendário.
Eram 8 da manhã e eu acordei, sobressaltada com o despertador. Adormeci, voltou a tocar. E eu, feita estúpida, comecei-me a rir por nada, sozinha, completamente sozinha, às 8 da manhã.
Eram 10 da manhã e estava na faculdade,no bar de sempre, agora com cada vez menos gente, a ouvir as novidades das amigas e a aparvalhar.
Eram 11 da manhã e estava com o meu ar intelectual a falar da virgindade dos cavaleiros. Eram 11 da manhã e o professor disse "Perceval era um bom rapaz! Andava lá com o dardo a caçar pássaros".
Era meio-dia e estavava a vir para casa com os phones nos ouvidos e nenhuma vontade de ouvir música.
Eram 2 da tarde e acabei de almoçar.
Eram 2.30 da tarde e eu reparei que estava feliz.
O meu fim-de-semana passou entre sapatos, Djavan e dilemas.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Relatório da vida quotidiana da dona do blog. Essa, a desaparecida.

Por estas bandas o trabalho é mais que muito - já se sabe que o raio da miúda está sempre afogada em papel, canetas e livros - mas arranja-se sempre um tempinho para dar um salto a uma festarola. Depois de dias de publicidade, sms a anunciá-la, eis que chegou a Barracada. Pareceu-me que era uma amostra de Queima (fraquinha) no atrium da muy nobre Faculdade de Letras, com meia dúzia de barracas da Sagres, música que não se ouvia em lado nenhum e pães com chouriço. Eram 3 da manhã e já as luzes se apagavam numa ou duas delas. Basicamente foi uma espelunca e diz que Arquitectura é que é e eu acho que me vou render aos comentários da Joana, do SuperM e do Ferdinand e vou-me mudar pra rua de baixo que vai ser uma maravilha.
Mudando de assunto, bom bom era eu conseguir fazer tudo o que tenho pra fazer, porque não se admite perder uma noite nas Galerias Lumière pra ficar em casa de vestido-azul-que-ainda-tem-outro-perfume a ler sobre o Pe. Vieira, tendo na estante à nossa frente pequenas facadas literárias que por acaso só se chamam História do Porto e Quantas madrugadas tem a noite (Ondjaki).
Bem, mas nem tudo está perdido: comprei dois pares de sapatos. Humpf.

domingo, 30 de maio de 2010

Pedido (quase) desesperado aos homens deste país

Eh pá, expressões como "olá, lindona" não são abordagens giras. Fazerem sempre as mesmas perguntas e responderem com as mesmas palavras só nos fazem pensar "ai que grande chato/besta/cromo/idiota/estúpido". A título exemplificativo:
-E então, tens namorado?
-Não.
-Ai não acredito...uma mulher tão bonita sem namorado./ O que se passa com os homens? Estão cegos?
Por favor, variem. Não perguntem "Então, que gostas de fazer nos tempos livres?". Nós não vamos dar respostas muito diferentes porque as pessoas fazem quase todas as mesmas coisas. A não ser que estejam a falar com alguém que pratique jardinagem, que se dedique à pesca ou faça crochet.
Mas pronto, isto ainda se engole,ainda que um bocado a custo. Mas o que me deixa doente são mesmo os "Olá, gata", "Olá, lindona", "Então, jóia?" ou "Oi, fofa". NÃO. MIL VEZES NÃO, principalmente se não nos conhecerem de lado nenhum.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sextas à noite, neste blog, são noites de poesia #3

Os acrobatas


Subamos!Subamos acima
Subamos além, subamos
Acima do além, subamos!
Com a posse física dos braços
Inelutavelmente galgaremos
O grande mar de estrelas
Através de milênios de luz.

Subamos!
Como dois atletas
O rosto petrificado
No pálido sorriso do esforço
Subamos acima
Com a posse física dos braços
E os músculos desmesuradosN
a calma convulsa da ascensão.

Oh, acima
Mais longe que tudo
Além, mais longe que acima do além!
Como dois acrobatas
Subamos, lentíssimos
Lá onde o infinito
De tão infinito
Nem mais nome tem
Subamos!

Tensos
Pela corda luminosa
Que pende invisível
E cujos nós são astros
Queimando nas mãos
Subamos à tona
Do grande mar de estrelas
Onde dorme a noite
Subamos!

Tu e eu, herméticos
As nádegas duras
A carótida nodosa
Na fibra do pescoço
Os pés agudos em ponta.

Como no espasmo.

E quando
Lá, acima
Além, mais longe que acima do além
Adiante do véu de
Betelgeuse
Depois do país de Altair
Sobre o cérebro de Deus

Num último impulso
Libertados do espírito
Despojados da carne
Nós nos possuiremos.
E morreremos
Morreremos alto, imensamente
IMENSAMENTE ALTO.

Vinicius de Moraes (in Poemas, sonetos e baladas)
E quando ficamos super felizes por alguém, mas simultaneamente tristes de morte porque não vamos poder partilhar esse momento?

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A lista

O M. diz que temos de fazer uma lista para o Verão de 2010 com 10 coisas que amigos (ou outros) concretizem. Confesso que ao mesmo tempo que gosto de listas também tenho pânico delas, por ver itens que não são riscados. Contudo, contrariando este espírito pessimista, aqui estão os 10 tópicos que constam da minha lista:

1- Passar um fim-de-semana qualquer num sítio calmo e isolado.
2-Sair da praia quando o sol se puser.
3-Sair o máximo de noites possível em boa companhia.
4-Começar o dia com um sorriso motivado por um 'bom dia' especial e deitar-me com o mesmo sorriso.
5-Passar uma noite em ruas que não conheço,numa cidade que não é minha.
6- Ir aquela semaninha para o Algarve e aproveitar ao máximo!
7-Viver um amor de Verão e não o enterrar na areia.
8-Fazer uma jantarada com os amigos.
9- Ir beber uns copos ao fim da tarde, depois da praia, numa esplanada com vista pro mar num dia de calor.
10-Repor os jantares, cafés, lanches, almoços, passeios e etc. em falta.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Eu sei que já postei imenso hoje, que não é hábito. Até para mim é estranho porque quero escrever, preciso de. Não consigo adormecer, estou eléctrica, estou a oscilar demasiado, até para mim. E também me apetece escrever, começo e tenho vontade de parar. Acho que me partiram em peças e voltaram a pôr tudo para parecer direitinho, mas nenhuma ficou no sítio. As músicas na minha cabeça vão da Alicia Keys à Ivete Sangalo, do Michael Bublé ao Glee. A vontade de ler poesia confunde-se com a vontade de ler as crónicas de Vinicius e de descobrir as de Nélson. Apetece-me pegar no carro e ir sem destino, apetece-me ficar na cama enrolada a olhar pro escuro. Quero dormir a manhã toda, ficar acordada a noite toda para ir para as aulas. Quero faltar às aulas, quero fazer os trabalhos, não quero ler nada para os trabalhos. Quero ir para o Algarve, quero ir (de vez) para o Brasil, quero praia, quero botas, não quero calor, quero calor, quero vestir-me como um urso polar cheia de roupa e cachecóis. Quero sapatos de salto alto por vaidade e gosto, sapatilhas pelo conforto e pelo comodismo. Quero o rádio do carro nas alturas, quero-o a tocar baixinho, a embalar a noite.
Quero as facas de Melo Neto, a confusão de Pessoa, o meu estimado Álvaro de Campos, a singularidade do meu tão amado Pessanha, a crítica acutilante e os enredos do Eça. Quero o rigor de Camões e o olhar desenganado, quero o tempo do Barroco, não quero o tempo. Apetece-me rir para acabar a chorar quando sentir o olhar modificar-se, as linhas do rosto menos contraídas, aquela dorzinha aguda que antecede o resvalar da lágrima. Quero aquela dor que arde e que pesa e que me acompanha o dia todo; quero o tempo ocupado para não pensar, quero arrancar histórias, viver novas histórias, voltar para velhas histórias. Rever amigos, cortar laços com (des)amigos, quero o jantar em casa do Pedro, não quero o jantar em casa do Pedro. Decididamente, não quero o jantar em casa do Pedro. Ou se calhar quero. Quero o Douro e as águas paradas, o S. João; não quero o S. João porque odeio alho-porro. Quero vestidos e sandálias. Quero sair de calças de ganga e não levar carteira. Quero ter bolsos suficientes para guardar a tralha toda que anda sempre comigo. Quero usar este anel até ao último dia da minha vida. Quero atirar este anel para o chão.
Estou tão paradoxal. Demasiado, até para mim. Parece que já não encaixo dentro de mim, que me saem letras dos dedos sem pensar. Quero frio, cobertores. Quero passear na Baixa, quero ir à praia sozinha quando não estiver ninguém. Quero ver o mar. Não sinto o mar da mesma maneira no Verão. Toda a gente o invade e traz ruído ao meu silêncio. Gosto da praia quando está vazia. Gosto da praia quando está cheia. Quero beber vinho. Não quero álcool. Enjoei álcool. Apetece-me encher o quarto de flores, de todas as flores. Quero chá. Está um calor de morte e só me apetece chá. Quero água tónica gelada. Quero esplanada. Quero um lounge. Quero um bar de praia.
A única coisa que não me apetece é pensar. E é a única que teima em acontecer.
De facto, a única coisa que me apetece mesmo é ir embora daqui.
Cortar ou pausar laços, não deixar endereço, desligar o telemóvel, esquecer-me de blog, msn ou facebook. Sumir para ninguém me encontrar, perder-me no mundo sem ninguém a ver, a pôr a mão, a torcer para que tudo corra mal.
Há dias em que me apetece ser só mais uma, uma estranha que ninguém conhece, ninguém vê, a quem ninguém liga.
[Depois de um dia tão alegre não entendo esta súbita vontade de evasão.]

domingo, 23 de maio de 2010

Summer Nights



Gosto, quero mais. Gosto das conversas em sítios agradáveis, com pessoas ainda mais agradáveis. Bebidas de cores, amores a preto e branco. Ruas cheias de gente a ao mesmo tempo despidas.
É ocupar as horas para não pensar.

sábado, 22 de maio de 2010

Finally!

Dormi até ao fim da tarde que nem uma princesa. Os meus horários estão completamente trocados e claro que a meio do dia fico cheia de sono. Depois de uma maratona de testes, incluindo um HOJE de MANHÃ (ninguém merece...), eis que pude finalmente descansar.
A grande novidade da semana está quase quase a tornar-se realidade e sem dúvida que será algo inesquecível (yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii) - é a ver a animação do P. a actualizar o estado das coisas. Adoro!!!!
Ultimamente ando cheia de vontade de pegar no bikiki, num livro, no protector solar, na toalha e de me enfiar na praia o dia todo a apanhar sol, a beber caipirinhas ou sumos naturais bem ao estilo do dolce fare niente. E logo agora que tenho um bikini giríssimo, não pequenino às bolinhas amarelas, mas às bolinhas brancas que necessita urgentemente de ser estreado.
Apetecem-me noites quentes de verão pelas ruas do Porto, não vestir o casaco, beber um cocktail e conversar horas e horas na Casal; sair de uma discoteca de manhã, ir para o Algarve e comer bolas de Berlim. Apetecem-me tops, sandálias, vestidos, mini-saias, padrões coloridos, florais. Apetecem-me as reflexões do Ferdinand, o geocaching, o sentido de humor do Super M., as conversas sobre relações com a Miss Bright Side; apetece-me dizer parvoíces o dia todo, rir o dia todo, almoçar com as outras 3, dizer estupidezes com a Mé, ter o momento diário de idiotice com a Carol.
Apetece-me perder-me em ruas que já conheço, que pisei, mas às quais não prestei atenção, apetecem-me outras cidades igualmente encantadoras, outros países, outra região.
Apetece-me um tempo e um jogo novos, porque este...já acabou.

Sextas à noite, neste blog, são noites de poesia #2

OS SILÊNCIOS

Não entendo os silêncios
que tu fazes
nem aquilo que espreitas
só comigo

Se escondes a imagem
e a palavra
e adivinhas aquilo que não
digo

Se te calas
eu oiço e eu invento
Se tu foges
eu sei, não te persigo

Estendo-te as mãos
dou-te a minha alma
e continuo a querer
ficar contigo

PERGUNTA

Tão pouco te pergunto
meu amor:

Como responde o corpo
ao vazio dos lábios?


Maria Teresa Horta in Só de Amor

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O senhor da Zon ou a vida a levar-me por caminhos "sui generis"

O senhor da Zon foi a casa da avó hoje. O senhor da Zon brincou com a Minnie, dizia-me "a menina isto, a menina aquilo". O Senhor da Zon, em 20 minutos, disse-nos, a mim e à avó, que esteve um ano no Brasil e que levou um tiro (Ao que ela diz horas mais tarde "deve ter sido na cabeça que ele era meio avariado"), que tem um irmão especializado em latim e grego, cujo curso foi tirado na Faculdade de Letras de Coimbra. Por esse motivo, o senhor da Zon disse-me que conheceu muito bem a vida académica em Coimbra. Ontem, na Faculdade, falava-se da Queima...de Coimbra e da abolição do colete no traje feminino e da posterior reivindicação das mulheres por lhes terem tirado o colete; e do traje com sabrinas e all star e do facto de os estudantes trajarem de propósito pra ir pra Queima (WTF?!?!?!). Voltando ao senhor da Zon, fiquei também a saber que tem um gato do tamanho da Minnie, que ouviu a música da Lady Gaga a dar no VH1 e que começou a cantar. Desculpem,mas nunca tive um senhor da Zon que instala a net a cantar Papparazzi.

Horas mais tarde...

Mãe chega a casa da avó. Avó imita senhor da Zon. Voluptia imita avó. Avó, em género de pay back, imita-me. Anda tudo numa onda de imitações nesta casa!

Voltando ao item a minha vida é um lixo...

Ontem adormeci, hoje adormeci de tarde e não estudei. Há teste amanhã. hey, hey. hey.
Contudo, antes de adormecer (ontem!), passeava eu pelo Sigarra a ver os mestrados e planos de estudos quando, de repente, CADÊ O MESTRADO EM LITERATURA BRASILEIRA? POR QUE RAIO HÁ SÓ EM LITERATURA PORTUGUESA? CADÊ O MESTRADO EM ESTUDOS FEMINISTAS?
Não há, o mestrado que eu quero esfumou-se. E agora adivinhem onde há o mestrado que eu quero (Oh sorte...) e onde também está a minha segunda hipótese de mestrado. Um doce (de maracujá ensinado pela Nigella...nhamyy) a quem descobrir.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A moda das relações instantâneas

É certo que cada um faz o que quer com a sua vidinha, com os relacionamentos que tem, com as decisões que toma. Mas nisto das relações há uma coisa que não me entra na cabeça: relações instantâneas. "Ai conhecemo-nos há dois dias e temos uma relação, ai que é tudo tão intenso"...errr...pois, desculpem-me mas esses esquemas não me convencem nem uma bocadinho. E também não me convencem exibicionismos baratos, como se estivessem a esfregar na cara das pessoas o "Olha pra nós!! Temos uma relação, não é meu cajuzinho, minha coisinha-mai-boa, meu ursinho de pelúcia, minha bolachinha Maria de chocolate?". Também não acho piada absolutamente nenhuma a exageros: ok, as pessoas estão "apaixonadas" e riem-se que nem hienas histéricas; quase as estou a ver a elogiar a pessoa amada, a exaltar qualidades "porque ele/a é que é! Temos a relação perfeita e ele/a chama-me Bela Adormecida/Prince Charming e "morzinho" (vómito) e andamos sempre na rua de mãos dadas, não nos largamos nem pra ir à casa-de-banho" (e penso eu "Pois, e empatam o trânsito, que uma pessoa quer passar e tem de levar com vocês ali a fazer barreira, a andar devagar e a comentar a beleza do dia de chuva que vos está a molhar todos, mas "ai que o amor é lindo e vamos levar com água na tromba e chegar ao destino encharcados porque namorar à chuva é romântico").
Estas relações, pra mim, são como os bolos instantâneos: comem-se, mas não sabem ao mesmo.

Obrigada, S. Pedro,

pelo solzinho que mandaste. Hoje já deu pra um sapatinho de cunha mais fresquinho (e alto!!), pra uma t-shirtzinha, pra uns óculos de sol, para conversas ao ar livre.
Fico sempre bem disposta em dias de sol. Adormeci de cansaço no sofá do *Paraíso* embalada por versos de Sophia, Cesariny, Carlos de Oliveira e Eugénio de Andrade. Vi fotos, imensas fotos, e recordei momentos maravilhosos. Nem dei pelo tempo passar e já são quase 20h. Não tarda vou comer a saladinha de atum (em água, que é mais saudável), ler um bocadinho, rir-me com os amigos, deitar-me, soltar as amarras do senhor coração e deixá-lo livre enquanto durmo, para ele pensar e sentir o que quiser; se quiser parar de fazer pressão e de me deixar um peso no peito eu agradeço. Amanhã é um novo dia de sol e eu com toda a certeza estarei tão bem disposta quanto hoje!

Yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!



Olá, eu sou a Voluptia e tinha o vício de roer as unhas. (Agora digam: Olá, Voluptia e quase parece que estamos num grupo de ajuda a viciados) Consegui superá-lo a muito custo e força de vontade; esqueçam lá os vernizes amargos e o piri-piri que não é isso que faz com que se deixe. Agora gosto muito de comprar vernizes e de ir à minha querida F. arranjar estas meninas que, espantem-se, depois de anos a serem estragadas, e ao contrário do que muita gente diz, crescem sempre fortes, saudáveis e raramente partem. Contudo, quando partem...partem, ou seja, é sempre a meio, o que me obriga a pô-las todas do mesmo tamanho. Assim sendo, esperei 3 longas semanas e mais alguns dias para que estivessem finalmente prontas a pintar. Até a G. notou que algo me faltava mal apareci na faculdade com as mãos deslavadas e tristíssima. Agora estão vermelhas, giríssimas e eu gosto.

domingo, 16 de maio de 2010

Noites sem sono

O Papa veio ao Porto e, por esse motivo, o meu fim-de-semana começou na terça-feira à noite. Até aí tudo bem. Quarta-feira: dormir (que bem estava a precisar), adiantar trabalho (o costume), Casal (obrigada A., J., Ferdinand e Miss bright side por terem comido aquele bolo de chocolate divinal à minha frente), Piolho e Altar. Até aí tudo óptimo.
Quinta-feira...mais tosse que a habitual. Estranho, mas pronto.
Sexta-feira: Voluptia morreu pro mundo. Sim, estou fechada em casa desde quinta-feira à noite, a tosse não pára (então de noite é o fim do mundo...), tonturas não me faltam, falta de apetite também tenho. Para ajudar disse-me a minha avozinha que estava "pálida, mesmo com ar de doente. Já viste como estão os teus olhos? Deixa cá ver se tens febre. Ah, que estranho! Não tens! Vai ver como tens os olhos!". Não, não tinha febre. Antes tivesse que era sinal que não andava movida a Nimed e chá e isto passava depressa.
O sono foi-se, mas pelo menos há uma tranquilidade em mim que já há muito tempo não sentia. Só me apetece ouvir Alicia Keys, ver Anatomia de Grey e dormir. Era bom, não era? Mas...não! Já li 10, sim 10, revistas Vértice, mais o Luandino com os amores do outro, e ainda o cancioneiro de Vinicius de Moraes e Tom Jobim e adorei ouvir de novo as músicas do Orfeu da Conceição. Ainda planifiquei um trabalho que, como já é hábito, vai dar ao sexo. Desta vez é mais à falta dele, já que se trata da virgindade do cavaleiro na Demanda do Santo Graal e no físico da obra O Físico Prodigioso, de Jorge de Sena. Até o trabalho da S. sobre os monstros na Eneida me parece melhor que fazer isto, mas lá terá de ser. Estava a desesperar por falta de ideias pra isto; menos um problema por resolver...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sextas à noite, neste blog, são noites de poesia #1

Flashback

Podia ser aí. Contigo. Com o teu corpo
ainda nu, ou vestido da luz que entra pelas
persianas velhas, trazendo a tremura
das folhas da trepadeira do quintal.

Podia ser de manhã, ou de madrugada,
sabendo que teria de te abraçar para que não
desses pelo frio, com o quarto ainda
húmido da noite, num fim de outono.

Podia não ter sido nunca, se não fossem
assim as coisas: a tua mão ao encontro da
minha, no tampo da mesa, como se fosse
aí que tudo se jogasse, entre duas mãos.



Ausência

Quero dizer-te uma coisa simples: a tua
ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
magoa, que se limita à alma: mas que não deixa,
por isso, de deixar alguns sinais - um peso
nos olhos, no lugar da tua imagem, e
um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
tivessem roubado o tacto. São estas as formas
do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
as coisas simples também podem ser
complicadas, quando nos damos conta da
diferença entre o sonho e a realidade. Porém,
é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidade aproxima-me de ti, agora que
os dias correm mais depressa, e as palavras
ficam presas numa refracção de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de
mim - e me faz responder-te uma coisa simples,
como dizer que a tua ausência dói.

Nuno Júdice (in Pedro lembrando Inês)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Leituras

Agora que findou a Semana da Queima, que festa, amigos e riso foram as palavras de ordem, agora que o negro acalmou, é altura de me (re)concentrar na Faculdade. Pois, e para quem lê este cantinho, já sabe que inevitavelmente vamos parar aos livros. E então, para esta semana, para além das peças de teatro de Plínio Marcos e Hilda Hilst, temos a Demanda do Santo Graal, o famoso romance arturiano, temos ainda João Vêncio: os seus amores, de Luandino Vieira e ainda, a título de deleite pessoal, Os Clandestinos, de Fernando Namora, ao qual pertence a passagem seguinte (p.17):





"...«Beija-me, querido», e enquanto o beijava e era beijada, enquanto lhe estorvava os resmungos e as perguntas com a boca ávida, que era uma espécie de mordaça aplicada sobre a sua, ia-se despindo, pondo em cada gesto a urgência e o frenesi de uma devastação. «Beija-me, querido, beija-me», já descalça, já nua, mas ainda a ondear pelo quarto, a excitar-se e a excitá-lo, remirando-se ao espelho..."