terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2013 mês a mês

Janeiro
-a publicação do primeiro ensaio
-o último ensaio da faculdade
-começar a escrever a tese
-o carro novo

Fevereiro
-a primeira festa da Gigi
-comecei a trabalhar
-a Teresa e as Correntes d'Escritas
-o Carnaval e as Spice Girls

Março
-o Escrever nas Margens
-Paris e a Disney
-o Portugal Fashion

Abril
-a segunda festa da Gigi
-as jornadas de primavera e as literaturas africanas de língua portuguesa
-a peça do Tiago
-a fase de desespero da tese

Maio
-a morte do Marlon
-a cartola e o fim de um ciclo
-as dúvidas
-as peças do Nelson no São João

Junho
-o simpósio
-escrever a tese na praia
-o telemóvel novo e a entrada no mundo smartphónico
-o furo na orelha que andava para ser feito há meses
-cansaço

Julho
-23
-3 festas de aniversário
-noites de primos às segundas feiras
-a Isla Canela e o Algarve
-a praia

Agosto
-Feira Medieval
-Praia
-Escrever compulsivamente a tese
-despedidas

Setembro
-a conversa menos definitiva de sempre
-acabar e entregar a tese
-ter outro trabalho
-preparar um colóquio
-escrever sobre um dos meus poetas preferido
-perder pessoas (que já nem sequer fazem falta)

Outubro
-o III encontro do GEL
-hospitais e muito cansaço
-acabar uma história
-Portugal Fashion
-um casamento

Novembro
-defendi a tese rodeada de amigos
-o bairro (curu)pira
-o destino trocou-me as voltas e foi irónico
-tive uma desilusão enorme
-voltei ao ginásio
-decidi fazer o doutoramento

Dezembro
-o lanche Party People e o Mário a dormir
-regressos de Luanda
-Coimbra outra vez
-Natal
-o último lanche Party People
-ladies night no penúltimo dia do ano
-abri a lista de desejos para 2013 e percebi que a maioria se realizou e que 2 ou 3 foram parcialmente cumpridos

2013 não foi um ano fácil, nada mesmo.  Trouxe (mais) 9 meses de coisas boas que foram para o lixo num telefonema de 2 minutos. E isso trouxe-me a certeza do que quero, do tipo de pessoa(s) que quero por perto daqui em diante mesmo que agora tenha de me ver a braços com uma insegurança dos diabos que me faz perguntar coisas que nunca perguntaria. Trouxe-me o melhor e o pior aniversário de sempre, um "nunca mais" que se desfez inesperadamente. Também me trouxe dureza à carapaça, fez-me pensar em fugir para não enfrentar. Tive mais um ano com a Minnie, os laços ficaram mais fortes cá em casa. Os miúdos cresceram e agora falamos todos a mesma linguagem. Os "miúdos" agora estão na faculdade e vão a festas académicas. Foi o meu último ano académico e a minha Queima foi de luto.
Viajei para Paris e encantei-me com tudo, voltei a ter 5 anos quando entrei na Disney e resgatei a minha adoração por Minnies. Fiz listas e planeei dias até à exaustão e geralmente correu bem.
Trabalhei com mais de 60 putos diferentes e para alguns sou a professora preferida, voltei a falar francês e inglês quase todos os dias, dei muitas explicações, corrigi imensos trabalhos de casa e dei colo quando foi preciso. Senti-me culpada porque de outubro a dezembro não escrevi nenhum ensaio. Mas li o que quis e ao ritmo que quis. Comprei livros, bilhetes para concertos e andei maluca à procura de uma agenda. Passei noites a ler poesia na internet. Perdi a conta aos livros que li o ano inteiro.
Perdi a conta aos gins tónicos e aos martinis que bebi, às vezes que me ri e sorri. Chorei menos, mas quando chorei doeu mais.
Senti-me grande e tive medo. Saí da minha zona de conforto e dei com a cabeça na parede. E voltei a ter medo.
Voltei atrás, fiz o que pude para manter amigos por perto, mas se calhar não era amizade que existia do outro lado.
Escrevi uma tese e alcancei outro grau académico: entusiasmei-me, tive medo de escrever, fiquei semanas sem escrever uma linha, escrevi páginas e páginas em pouco tempo, tive os horários mais alucinados de sempre, levei livros e computador quando fui de férias, escrevi a tese em agosto. Achava que não ia conseguir e consegui.
E reparei que não escrevi porque eles são uma parte grande de mim: durante todos estas semanas, na minha agenda havia sempre "jantar/almoço/lanche/café/botta shake" Party People e mesmo que agora sejamos aborrecidos (adultos, será?) continuamos juntos para o que der e vier. Levámos todos uma facada e reagimos a rir (para não chorar - não somos assim tão aborrecidos).
Vi mais filmes na primeira metade do ano do que na segunda e agora tenho demasiadas coisas para pôr em dia. Delirei com o The Following e dei por mim a chorar a ver Anatomia de Grey. Notei que acompanho mais de 10 séries.
Montei estantes com o meu pai e também aprendi a pôr ar nos pneus; entretanto destruí um retrovisor e não me enervei. Fiz arrumações centenas de vezes.
Continuei a comprar sapatos, fui de salto alto para os paralelos do Porto (e doeram-me os pés), fui a muitas festas, conheci muita gente. E mais importante, mantive quem queria por perto, mesmo que isso queira dizer Luanda, Ulm ou Aalst.
Foi instável, desesperante, mas foi um ano em grande.

Que venha 2014 e que seja um ano feliz.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Isto começa a chegar ao Natal e este pessoal deve andar a mandar ácidos. É que não há outra explicação para as coisas que me andam a acontecer. Aguenta.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Fim de semana

Se eu já estava doente, estou pior. Domingo de cama, vontade de comer = zero, pouco sono, muitas séries. Mas amanhã há tanto que fazer e ainda vou ao ginásio e depois na terça tenho mais 350 coisas para fazer e 2 reuniões para marcar e um artigo para escrever. Mas o que interessa é que o sábado foi bem bom com o aniversário do Mário. Só ele para se lembrar de levar uma polaroid e tirar fotos para oferecer aos amigos. É uma coisa tão simples e tão original. Já tenho a foto (a que se pode mostrar) no quadro de cortiça e a outra (a precisar de censura) na agenda, na semana dele. 

Espero é que esta semana passe depressinha! 

sábado, 23 de novembro de 2013

Dieta report

A parte boa das dietas é descobrir receitas novas. Todo um mundo a descobrir no blog As Delícias das Guerreiras. Quero experimentar imensa coisa que isto de comer bifes desenxabidos já me está a dar nos nervos e preciso de variações na cena. A única coisa que me desagrada aqui é consumir tanto ovo. 2 por semana pra mim está muito bom que mais do que isso não há-de fazer bem. É que isto resulta mesmo!!! De segunda até hoje já se foram 2kg, caraças. Mas hoje tenho de desabafar: tenho fome, porra! Agora a ver as séries comia tanto um milka. Aiiiiiii! (Em vez disso...2 fatias de fiambre de peru e já é uma sorte!!!) E hoje os miúdos com suminhos e croissants e bolachinhas das boas e eu a olhar pra minha gelatina de 10 calorias. Yey. Valha-me a cola zero que é a única coisa que me alegra os dias. Isso e o pãozinho do pequeno almoço! Ahahahah

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Das decisões de hoje:

a inscrição no ginásio está feita. Tão bom regressar. (Pior coisinha: avaliação física na segunda feira. Ah ah!)

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Um iogurte = felicidade

Estava aqui a pensar no que raio havia de comer porque a dieta não permite coisinhas boas e que sabem bem no inverno tipo uma torradinha com manteiga e estava a rever mentalmente tudo o que comi hoje e a passar a pente fino a lista dos alimentos que posso ingerir, "ah..nem tive tempo pra lanchar...devo ter um...IOGURTE!! na carteira!". E assim foi, um iogurte magro de pêssego fez a minha felicidade hoje para não ir dormir com o estômago a roncar. Bahhhh! E por falar em felicidade, hoje já decidi em que ginásio me vou inscrever. Que saudades das aulas de localizada! Yupiii!! 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Das dietas

Caraças pá, só me apetece comer um raio de uma bolacha, mas não posso. Nada de hidratos. Espera-me um chá bem desconsolado. c@49&&("T&#&)=Bwhd

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Estou praticamente afónica. F*d*-se. Eu bem que pedi "estejam sossegados", "estejam calados", mas nada. Passei a manhã a chamar os miúdos a atenção: não baloices a cadeira, vira-te pra frente, olha a conversa, faz a ficha, está calado. Resultado? Amanhã vão ter uma professora muda.  
Ah! E no meio de tanta coisa, diz que já defendi a tese e me saí bem. Foi um dia de nervos, mas já está e agora *só* tenho de ir pedir papéis... Ah...maravilha! A versão definitiva está entregue, já está tudo despachadinho, já houve um convite bem bom e surpreendente (e aceite, claro!) e diz que no próximo ano letivo vamos ver o que acontece.

(e presentinhos que eu também mereço!)

É pros apanhados, não é?

É que só pode ser. Estou à espera que ainda me apareçam um senhor com uma câmara de filmar e um apresentador qualquer e que me digam "respire, menina, que isto é pros apanhados". É que não sendo...eu é que já nem sei.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

E depois a vida dá cada chapada...

E uma pessoa ri-se, pois, não há mais nada a fazer. Tanto trabalho com pontos finais e de exclamação e afinal está tudo no mesmo barco. Ou parecido, vá. E na mesma vida, em modo ciclo, em modo coincidências-isto-tem-graça-porque-não-tem-graça-nenhuma, é demasiada coisa irónica e curiosa. Este mundo é bué cenas, como diria o outro.

sábado, 9 de novembro de 2013

Dos amigos

Depois de um dia cheio de trabalho - por causa da greve, tive a sala com 20 miúdos hoje de manhã e mais 20 e tal de tarde - de "Senta-te, Vasco", "Diogo, fala baixo", "Sim, podes ir à casa de banho", "Já vou corrigir", "Vasco, faz os trabalhos", "Diogo, deixa o teu irmão", "Bernardo, já corrijo as contas" (e etc etc), cheguei a casa e passou-me tudo. E isto porque os meus amigos são seguramente os mais divertidos (e não aborrecidos, ok, Hugo?). A conversa de hoje era esta:


A- É mais uma das pessoas da minha vida que desaparece sem explicação.
B - É a vida, gente. As pessoas vão e vêm.
A - Pois, que esta vida é uma filha da p*t*!
B - É como um rio que não para de correr.

Uma maré inconstante xD
C - Ahahahahah!
B-Uma montanha russa de altos e baixos...com bilhete grátis e vómitos no fim.



São tão loucos. Adoro-os.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

I'm back #4 - ou as saudades e o coração

Já foi há mais de um mês e a verdade é que hoje foi o dia pior. Não fiquei destroçada na altura, fiquei dececionada e triste com aquela atitude tão infantil e tão idiota, com o ultimato e a agressividade; fiquei enervada com o que ouvi há 15 dias, o tom descontraído como se não tivesse acontecido nada. Hoje foi um dia diferente. É verdade que os últimos dois meses têm sido vividos sempre a correr, há sempre coisas a fazer e pouco descanso e o tempo passou depressa e absorveu-me de tal forma que não tive um minuto sem nada que exigisse atenção. Só hoje é que parei para pensar, na meia hora do seca-estica-penteia o cabelo e tive saudades dele. Apesar de tudo. Depois senti-me culpada e estúpida por ter saudades, por saber que ele não merecia que eu as sentisse. Não podia admitir que ele continuasse a destratar-me, era ponto assente; mas hoje tive todas as saudades que cabem num ano de beijos e beijinhos, de xi-corações, de abraços, festinhas e colo, de risos e sorrisos. E elas doeram e fizeram-me chorar - eu que achava que se tivesse de chorar já tinha sido tempo. Vai passar, claro, mas até tive saudades de o ouvir dizer que estava cansado, de o ver transformar-se quando falava na profissão (que exige disciplina, dedicação e paciência) que o faz feliz., de reclamar por eu estar acelerada, de encostar a cabeça no meu ombro. Podia ter corrido tão bem, mas correu mal. Amanhã é um novo dia e há que levantar a cabeça.


I'm back #3 - o emprego

Começar a trabalhar custa, principalmente quando há três manhãs em que tenho de me levantar às 7h. Não estou biologicamente preparada para isso (ahahah) e o mês de adaptação custou um bocado, mas tudo se arranja. Não é um emprego de sonho, é dentro da minha área (o que não é nada mau) e servirá para não começar a bater com a cabeça nas paredes enquanto faço uma pausa - a bem dizer, isto passa num instante e já estamos em novembro e é bom que eu volte a trabalhar na investigação - para o projeto maior do próximo ano letivo. Um dia de cada vez é o lema de agora. Mas estou a gostar, os miúdos são uns queridos - principalmente os mais pequenitos. Até me trazem prendinhas tipo rebuçados, desenhos e um cromo do Garay (ao menos escolheu-me um jogador giro, porém do SLB) e não custa nada preparar-lhes fichas e explicar-lhes com uma infinita paciência (que juro que não sei onde vou buscar) os verbos em francês, em português e inglês, os nomes comuns, as funções sintáticas, os sons do francês ou até como surgiu o universo e coisas giras da físico-química que eu ainda vou dominando com a ajuda daquele objeto indispensável que é o manual. Balanço positivo para já.
Paralelamente continuo com as outras coisas: o grupo de investigação e as atividades, estudar para a defesa da dissertação (é quarta!!! Nem sei como é que ainda não entrei em pânico), ler para preparar os próximos artigos (em stand-by ainda, como seria de esperar). Mas isto é das poucas coisas em que acredito: trabalhar para conseguir atingir os objetivos. E o futuro...é esperar e ver.

Só fiquei mesmo mesmo revoltada com o resultado de uma bolsa. Mal vi o resultado percebi que era um concurso feito. O que me enerva mesmo é depois receber emails e ver por aí tomadas de posição públicas contra "o sistema"  quando, na verdade, são os primeiros a contribuir para que esteja tudo viciado. Uma palhaçada, portanto.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

I'm back #2

Do que houve desde dia 5 até agora em fotos:
                                                                 1 colóquio de literatura

 
Uma ida ao Zenith


O aniversário da Rita

A despedida de solteira da Tânia


O casamento da Tânia

O Portugal Fashion


Carlos Couto SS14


O aniversário do André

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

I'm back #1

A coisa mais importante de outubro e do início de novembro: defesa da tese. Diz que na quarta feira lá vou estar eu com um camadão de nervos a dizer de minha justiça. E para isso...de volta aos livros. Let's go. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Ah finalmente!!! 1,2, 3, experiência

A minha ausência nas lides blogueiras tem exclusivamente a ver com o facto de ter o dashboard cheio de publicidade e não conseguir sequer editar uma mensagem. Ora desde o último post até agora, já me aconteceu tanta coisa que nem sei por onde começar. Mas aqui vai tudo daqui a nada. Ou amanhã.

sábado, 5 de outubro de 2013

Do que se tem que resolver

Eu sabia que quando arrumasse o assunto tese e voltasse a ter tempo para pensar no que queria, o assunto-relação-vamos-definir-isto ia voltar. No fundo não esperava grande coisa a não ser o respeito que um ano merece. Mas não: só agressividade só "porque apetece", ultimatos e a revelação de alguém que decididamente não quero ter ao lado. Tenho memórias de bons momentos, mas não era mais o que eu queria e se assim é, há que colocar um ponto final e seguir em frente. E neste momento há tantas coisas boas e tão melhores na minha vida que isto é só uma pequenina coisa má que o tempo vai tratar. 

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Nível de cansaço ou este post chama-se mesmo "F*d*-s*, estou cheia de m*rd*s pra fazer"

chamar "carrinhos de condução" aos carrinhos do supermercado, achar que foi magia ter aparecido um cacho de uvas na mão da minha mãe, dizer coisas sem sentido, olhar para as pessoas que correm ao fim do dia e pensar que se der mais um passo caio pro lado. Entretanto aqui acorda-se todos os dias às 7h pra ir trabalhar - e os horários estão uma confusão - , a tese já acabou e levou com uma revisão de 3 horas que me deixou os olhos em bico, falta escrever um texto de 10 páginas, ler umas 30, entregar livros, redigir documentos, acabar o programa, esperar emails, arranjar capas. Eu ...eu...não tarda desfaleço. E só daqui a 15 minutos é que posso ir dormir e já sei que vai ser o forrobodó dos últimos dias: os nervos que me levam a um nível de excitação/agitação horroroso não me deixam dormir. (mais a alegria idiota que assoma quando um certo moço bem jeitoso e de quem já tenho algumas saudades me surge no pensamento, confesso).Já disse que às 7h acordo, não já? 


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sabe-se que a coisa não vai pra fácil quando... #1

...quando ele é a única pessoa que realmente me pode mexer no cabelo de todas as formas e feitios e eu deixo e gosto.F*d*-s*.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Paradoxo

Eu juro que quero terminar - voltei àquela coisa do "o pior é começar" - mas a verdade é que me custa largar esta coisa que dá pelo nome de tese. E só falta acabar a introdução, mandar-me à conclusão, ao resumo e aos agradecimentos. Tudo o resto está prontinho. Ai que medo. 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

3 capítulos prontos. Amanhã introdução e conclusão e...finito. Já estou com uma sensação de 80% feito. Aiiiiii!!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Depois do stress e da tensão de hoje, ainda bem que o meu já tão longo dia acabou com ele, no meio de beijinhos, de abraços fortes e seguros, de olhares, sorrisos e brincadeiras. Está longe de ser tudo perfeito, muito longe e há dias em que questiono tudo e mais alguma coisa, mas por momentos como o de hoje vale tanto a pena.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sem querer extinguir o que já sabia ou ice queen is back


Eu a esconder-me do que não se dizia
Afinal quebramos os dois.

E quando se percebe que não há nada a fazer, que afinal que há coisas que estão no vazio e desprendidas, que escolher uma coisa é perder outra, que a janelinha que ainda se tentou deixar aberta foi fechada, acaba-se uma conversa banal com uma desculpa nitidamente esfarrapada. E não, não fui eu.  

domingo, 25 de agosto de 2013

Planos de domingo à noite:

Acabar o 3.2 e deixar os tópicos do 3.3 prontos. Ai vida, já lá vão 69 páginas. Mais 3 para hoje e siga a ver se esta querida tese acaba de vez. 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Descoberta do dia:

Andei anos a usar a copa de soutien errada.

...

...

...


Coisas boas

*A relação dele com botões. Ahahah é lindo ver a luta do homem com peças de roupa com botões. Não atina. Depois ri-se, reclama, eu olho pra ele, rio-me também e acabo por o desenrascar.

*Gozar com ele porque está (ainda mais) giro ao sábado à noite, com a camisa branca (que lhe fica a matar), vesti-la e dizer-lhe "olha o meu novo vestido.". (sorriso)

*Quando ele encosta a cabeça no meu ombro e eu no dele e ficamos os dois assim sem dizer nada. 


(Ele afinal faz-me bem.)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Aquele momento em que a tua tese te lixa


O tempo não dá tréguas

Na verdade, o que deveria estar na minha cabeça dá-se pelo nome de tese. E está: todos os dias, mais do que 10 vezes por dia, fora quando sonho com ela, quando tenho medo que fique uma merda, quando acordo sobressaltada porque devia estar a trabalhar, mas o cansaço vence-me porque ninguém aguenta tardes de praia sem chegar à noite a gritar pela cama. Adiante. Tinha então decidido que até à entrega, este seria o único assunto a povoar-me a mente e a roubar-me energias; a verdade é que não deu. O tempo não para, não dá um descanso e vai daí que uma decisão que eu só deveria tomar no final de setembro - porque o meu plano era ir andando, ir vendo, não ligar muito e foi por água abaixo - se precipitou. E agora pr'além do néon gigantesco que se acende frequentemente com as letras T-E-S-E, ainda tenho mais outro formado por cinco letras que precisa de solução quase imediata. Podia descer o deus da sabedoria, da eloquência e da tranquilidade em mim a ver se a coisa vai lá. E isto pra não falar de outro néon que já estava apagado mas que achou boa ideia vir piscar pros meus lados só pra apalpar terreno. A sério...eu mereço?!?!?!? 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Ando a dormir tão mal, mas tão mal, um sono leve que não deixa descansar e me faz acordar mais cansada do que me deitei. Parece que nem dormi, acordo de cada vez que me mexo e só depois do despertador tocar é que durmo mesmo bem. E só durante 2 horas. Whyyyyyy? 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Das amigas #2

As minhas são as melhores, as mais engraçadas e giras e com o melhor sentido de humor:


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Homens #13

E depois as gajas é que estão sempre preocupadas com o peso...

Há três semanas depois das férias dele:
Eu - Ai estás mais gordo...
Ele - Estou...engordei pr'aí 3kg...
Eu - Pois, só bebes cerveja. Olha pra essa barriga!!

Hoje, depois das minhas férias, do nada, puxa a t-shirt pra cima, estica-se todo e diz todo contente:
-Vês? Estou mais magro!
Eu, a gozar: -Estás...mas a pança da cerveja continua. Olha pra isso!!
-Oh! É só um bocadinho!!


AHAHAHAH. Acho que o pus esta catrefada de dias preocupado com a balança. Ooooops!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Então a música começa a tocar na rádio, eu começo a cantar, vem-me à cabeça um "ai, mas isto lembra-me de alguma coisa...mas o quê?", passa mais um minuto, a música entra na parte final e só aí é que se faz uma luz nesta cabeça e se percebe que era a música e que ela passou a ser só uma música. 
Eu, grande lontra, confesso que durante 10 dias tive pouco cuidado com o que comi. Durante esse tempo comi bolas de berlim, gelados, tortilhas, pizzas, bebi cocktails calóricos, gins, finos e tintos de verano, as tapas foram acompanhadas de hidratos, o pão alentejano vai muito bem com molho... Pensava que me ia desgraçar toda, subi à balança a pensar "ela vai gritar, ai meu deus que já acumulei pr'aí 3kg". E então, calmamente, subi pra cima da dita, abri os olhos e olhei pra baixo: o mesmo peso. Já me safei desta. 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Homens #12

O homem tem sentido de humor. Mal soube que eu vim de férias pra Espanha sai-se com isto:
-O quê? Atenção aos espanhóis! É tuuuuuuuudo meu, ouviste?


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Vacaciones

Assim muito de repente, malas feitas com vestidos fresquinhos, bikinis, óculos de sol e saltos altos. Diz que vou descansar, que vou a banhos em água quente, termómetro a mais de 30º e bolas de berlim. Levo comigo o computador que a tese tem de ser concluída e quando voltar, pra próxima semana, quero ter o capítulo pronto. E vai ser mesmo um lusco-fusco de Porto que um dia e meio depois de voltar já vou outra vez, agora com os loucos e lançados dos meus amigos pra mojitos, piadas, muitas fotos e praia. Hasta, chicos!





[E continuar a pôr a cabeça no sítio. Quanto mais tempo, mais distância - felizmente; quanto mais tempo mais vontade de distância. E que assim seja daqui para a frente. Cada vez mais.]

quinta-feira, 18 de julho de 2013

All I know since yesterday is everything has changed

Sempre pensei que o post de aniversário que ia fazer neste espaço que já tem tanto tempo fosse uma espécie de update da lista que fiz há um mês. Eu bem que já andava a sentir que alguma coisa ia acontecer e que me ia alterar os planos; andava já desde segunda com aquela sensaçãozinha de que uma coisa qualquer com a qual não contasse me ia aterrar no colo. Não estava enganada. Por isso, das poucas coisas que me apetece dizer este ano é que é incrível como de um momento para o outro tudo mudou e como a pessoa que sempre quisemos por perto agora é aquela de quem mais queremos distância, mas distância a sério, do tipo não querer saber de nada de nada, nem que seja pra dizer "está sol" ou "está chuva". 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Dos ciclos, dos recomeços, das mudanças

Sempre disse que julho, setembro e a passagem de ano eram, para mim, alturas de balanços e mudanças. Eu bem que andava com a sensação que este aniversário me ia trazer alguma coisa, que ia provocar uma mudança e não estava errada. Não foram precisas muitas horas depois da meia noite para confirmar o que eu já suspeitava, o que já me tinha entrado na cabeça, o que eu andava há meses a meter na cabeça porque, mais cedo ou mais tarde, se eu tinha seguido em frente, ele ia ter de seguir também. Pensei que o ano passado tinha sido o último ano de lágrimas, mas enganei-me. Estas doeram quando não as consegui controlar, não as queria, mas não as consegui engolir. Mas também sei que, pela primeira vez em anos, são as mais saudáveis, porque marcam um fim definitivo e um recomeço. Mas arde, arde-me o coração. Já não dói porque já não batia da mesma maneira há muito tempo. Mas arde daquela maneira aguda, está em ferida. Mas desta vez eu sei que é pele que vai voltar a nascer e não vai romper mais. São só e serão sempre daqui em diante memórias. Só não me peçam que veja, que assista, que fique feliz, porque não fico.Não me peçam para estar por perto porque não quero, não consigo, ia doer ver o meu fracasso diante de mim todos os dias. Acho que tenho o direito de não querer isso para mim. Fico contente por ele, por ver que superou, que finalmente também superou. Eu já tinha 99% de superação, só tinha a dúvida de 1% que agora já não existe. Foi como se me desligasse um interruptor, como se já não ligasse - na verdade já há dias que eu não sentia nada, nem quando pensava e me perguntava "mas como é que foi tudo embora?". mas materializar a coisa é diferente. Torna-se real, como está agora. Se antes era como se fosse um velório sem corpo, sem nada, agora tem tudo. É um luto breve - porque já tem sido de anos - e é uma libertação. Finalmente, de tudo. As coisas más conseguem tornar-se boas e ainda bem. Apesar das lágrimas, da última dor aguda, de um coração que precisou de ajuda pra continuar a bater de noite, já está tudo sereno. E agora vamos a uma nova vida que eu não tenho feitio nem tempo para moer mais isto. Ao verão, a mim e aos momentos felizes (aos do passado e aos que virão). E uns 23 de deixar qualquer um de boca aberta. 

terça-feira, 16 de julho de 2013

Coisas que me acontecem:

a 1 dia de me cair mais um ano em cima e de supostamente começar a ser uma pessoa adulta e responsável, acho que é giro apagar a luz, deixar a porta do armário escancarada e ir pelo corredor como se não houvesse obstáculo. Resultado? Esbardalhanço na porta do armário, lesão no cotovelo e na bochecha. Isto filmado havia de ser giro. Há coisas que nunca vão mudar com a idade e esta é uma delas. (faxabor de não me aparecer nenhuma nódoa negra)

sábado, 13 de julho de 2013

Dicas da dieta

*cumprir o 1.5l de água/dia.
*comer hidratos ao almoço e deixar os legumes para o jantar.
*se forem como eu - que adoro bolachas! - então comecem a comer as Maria Choc da Triunfo. Cada uma tem 35 calorias (o que é muito pouco comparado com as outras, são pra lá de boas e são de...chocolate!)

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Aquele momento...

...em que estão dois capítulos escritos. 54 páginas; faltam 35 (25+ 5 + 5). Está quase!!!

O verão e as dietas

Vai daí que eu achei que estava gorda e que precisava de perder peso (toda a gente disse que não, que estava muito bem e o catano, mas não me convenceram); vai daí que me pus a experimentar a dieta dos 31 dias que agora é supeeeeer famosa. Vai daí que a adaptei, que 15 dias sem comer fruta e sopa é coisa pra me deixar paranóica. A minha primeira fase durou 1 semana, a segunda 1 e agora vou para a terceira que também vai durar 1 semana. Depois, manutenção. Então e resultados: menos 4 kg e menos volume de cinta e anca. Acho que está bem, se conseguir manter isto o resto do ano sou uma pessoa feliz. 

Coisas boas da dieta: carne, peixe e ovos continuam (porque é uma dieta à base de proteínas) e marisco (que delícia de ameijoas à bulhão pato...!). O que eu me fartei de comer fiambre de peru (que até prefiro). Legumes? Check. Cenoura até prefiro crua que cozida, espinafres adoro, saladas já faziam parte. Ah! E descobrir os queijinhos da Vaca que Ri! Beber cola zero (obrigada, senhores da Coca Cola, por terem feito esta pequena maravilha diet friendly). Cozinhar e inventar para a comida continuar a ter sabor.

Coisas assim-assim: os iogurtes. Escolhi os naturais, que não sabem a nada, mas era uma felicidade quando comia um iogurte. Gelatinas: não sou propriamente fã, mas a de ananás de 10 calorias da Royal é espetacular.

Coisas más: café e chá sem açúcar - horrível. Leite? Não bebi que não consigo bebê-lo sem açúcar ou adoçante e sem chocolate ou café. Não ia ser giro beber leite simples, já que ia vomitar a seguir. Fruta controlada e pouca variedade: a banana eu entendo que seja proibida, mas só 1 maçã ou 1 pera ou 2 tangerinas ou etc? Nãaaaaa. Ainda pra mais agora que há melão e meloa e eu sou uma grande fã deles. Nada disso. Isto teve de levar adaptações que não interferiram em nada. 


Isto para dizer que não custou por aí além e ainda meteu uma facadinha na sexta feira por causa de um aniversário e uma bola de berlim no domingo porque o senhor passou e gritou as palavras mágicas; lá tive de ceder à tentação e inaugurar a época da bolinha de berlim. Mas de resto portei-me bem: recusei gelados e gofres, comi a quantidade de hidratos permitida (o pãozinho do pequeno-almoço), exceto em 2 noites que uma pessoa tem de trabalhar na escrita e começa a dar a fome, principalmente noite dentro. 
E pronto, se alguém quiser seguir uma coisa destas, está mais que aconselhado, desde que haja bom senso e se seja capaz de adaptar. Há coisas que nem sequer cabem no dia a dia para poderem ser feitas. 

Ah! E agora ouve-se assim "ai come que qualquer dia ficas transparente" - é tão exagerada esta minha família! Na cabeça deles, eu deixei de comer, mas isso não é verdade, pessoas, não é até porque eu sou um bom garfo e sem comer isto não vai lá. 



quinta-feira, 27 de junho de 2013

E aquela parte em que era suposto eu estar no sossego dos dias sem pensar em nada? Pois, não aconteceu. Vá-se entender a cabeça dos homens e vá-se entender a minha. Isto é com cada filme que eu fazia bem era em transformar estas coisas todas em livro. Haja paciência.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Tópicos da semana

*Já está!!! O capítulo demoníaco está pronto!!! Quer dizer, ainda vai levar com correções em cima, mas o que me interessava está: a estrutura. Yeeeey!! Agora é avançar pro segundo que aposto que escrevo num instante!

*A saga dos telemóveis parece não ter fim: depois do 'avaria telemóvel-perde números' e da demora do cartão novo, eis que o cartão velho, a manter por umas semanas, decide deixar de dar. Lá vou eu pra operadora trocar o cartão (culpa minha, já o devia ter feito há mais tempo).

*Descobri que perdi a minha pen de trabalho. Provavelmente em casa, já que a usei ontem à noite. Já revirei tudo e não está. Outros sítios prováveis: café e trabalho. Espero bem encontrá-la... Não é que não tivesse cópias, mas... baaaahhhhhh Nem quero pensar.

*Por falar em telemóveis, o meu deveria tocar e nada. Diz que alguém foi ao mar e perdeu o lugar. Oooooohhhhh que pena.

*Descobri que The Borgias vai acabar na 3ª temporada. Whyyyyyy? Eu gosto tanto daquilo, a série tem tanto pano pra mangas. Parece que me resta começar a ver Scandal, Bates Motel, Suits e Mad Men - isto eu quero mesmo ver. Como é que vou ter tempo? Não sei. 

*Finalmente as vitaminas estão a fazer efeito e já não me dão sono. Agora dão-me fome. Sinto que todo um caminho para me tornar uma lontra está aberto. 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

E agora reparei que exatamente daqui a um mês vou estar a soprar duas velas: um 2 e um 3.
Que no próximo mês é suposto ter a tese escrita e pronta para correções.
Que há 3 festas de aniversário para celebrar os 23.
Que não sei o que fazer da vida.
Que nunca pensei chegar aos 23 e sentir-me tão instável.
Que os 22 foram bem bons.
Que vem aí a praia e há-que rezar aos santinhos para vir bom tempo.
Que vêm aí os saldos.
Que preciso de perder 3kg e ver se começo a ter tino nos hábitos saudáveis (mentira, isto só vai ser em condições quando eu acabar de escrever a tese e me passar os stress todo que ela me provoca).
Que sempre tive planos a médio prazo e que o meu plano mais longo é até setembro, quando a tese estiver entregue. O que é que eu vou fazer da minha vida? Não era suposto ter de decidir já. Vou tanto ficar deprimida, meu deus.

Mixed twisted feelings

Isto de se estar sozinho faz com que se tenha muito tempo para pensar. E geralmente é no que não se deve. É o que me tem acontecido nas últimas semanas e não tem ajudado porque a verdade é que eu não sei de nada. Sempre tive medo de uma coisa: histórias mal resolvidas que voltassem para me atormentar. E tenho uma - pelo menos para mim. Sempre tive medo de não conseguir fechar o capítulo. E parece que às vezes lá caio na tentação de ir atrás ler, reler, ver se dá pra mudar o final. Não dá, não dá, não dá. Foi isto que eu andei a meter na cabeça 24/7. Mas foi um encaixe forçado, há sempre um espacinho de sobra e é disso que eu tenho mesmo medo. E se eu nunca mais avanço a sério? (Porque às vezes parece que não saí do sítio e só me fui distraindo. Como se quisesse uns Louboutin, mas pra já só dá pra comprar sapatos da Zara. Não é o mesmo, mas dá pro gasto. A questão aqui é que não é suposto "dar para". Tem é de ser, alterar as preferências de marcas dos sapatos. Tive azar, é certo. O que parecia uma bóia de salvação estava mais furado que um passador. Ou quase. Ou se calhar porque eu também não quis saber, não estava para aturar. Se bem que contas feitas e eu não merecia. Adiante, os sapatos, os Louboutin são para esquecer (e porquê que eu às vezes tenho a certeza convicta que há ali qualquer coisa por trás do que é suposto dizer-se, que há muito mais nas (entre)linhas?!), mas no fundo sempre foram esses que eu quis. Pelo conforto, pela estabilidade, pela confiança, porque ao vê-los de cada vez seria sempre como se fosse a primeira, porque subir no salto seria sentir-me a mais tudo, como só os Loubis sabem fazer uma gaja sentir-se.
Preciso de não pensar. Pareceu-me que estar sozinha fosse boa opção, mas lá está, sinto-me...sozinha. Acho que estou a ficar sem opções: com os sapatos da Zara não demora muito até cair, com os Louboutin...infelizmente já é mais uma memória que outra coisa. E não era suposto ser isto. 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Há dias em que não posso ver a tese à frente. E não faço nada. Fico horas a pensar no que escrever, como escrever, a pilha de bibliografia volta a assustar-me. Put@ da tese, às vezes apetece-me deitá-la ao lixo, às vezes apetece-me ir para outra área qualquer que não me obrigue a isto. Mas depois penso que estou no sítio certo e que a vou escrever nem que me custe horrores e que em setembro ela está revista, imprimida, entregue e eu vou estar à espera de provas. Entretanto não sei o que fazer da vida depois disto. Mas isso agora não interessa nada que eu tenho mesmo de acabar este capítulo dos diabos, put@ que pariu os capítulos teóricos, só me apetece deitar esta merd@ ao lixo e ter uma profissão que não me faça pensar nem usar as capacidades intelectuais. 

terça-feira, 11 de junho de 2013

Há vidas que podiam dar menos que fazer no que toca a odisseias com telemóveis. O meu disse adeus à vida: não liga, não nada. Tinha o cartão cheio de números...e outros na memória do telefone. O que é que aconteceu? 80 % foi à vida, não há forma de recuperar. É tãoooooooo giro responder às pessoas e não se saber quem elas efetivamente são. E então quando se recebe uma mensagem que tem mesmo ar de ser de X  (consequentemente, não é pra responder), mas não tenho o número na cabeça e vai daí é melhor dar uma resposta não comprometedora. (Perguntar quem era estava fora de questão.)

Estado: espero que o meu telefone novo chegue amanhã antes que eu me desespere. 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Já estáaaaaa!


Eu já andava pra fazer o segundo furo em abril do ano passado. Já tinha falado disso em fevereiro do ano passado. Mas só hoje é que me enchi de coragem e lá fui. É uma coisinha de nada, é verdade, mas eu e a dor não nos damos bem, a minha resistência é a ela é quase nula. O senhor que mo fez deve ter percebido o meu ar de pânico já que me disse "sente-se direitinha, respire fundo". Pronto, está giro e eu gosto. (Obrigada, Hugo, por teres ido segurar-me na mãozinha...ou quase. :p )

quarta-feira, 5 de junho de 2013

E nos próximos 30 dias

depois das noites acordada a escrever
depois dos pensamentos trocados
do sono inquieto (tenho dormido tão mal, sonhado tão mal que ainda me canso mais)
das aulas para preparar
da tese para esquematizar (ela está toda na minha cabeça)

...

vida saudável
vitaminas (que já chegaram e dizem "1 comprimido antes do pequeno almoço...)
corridinhas à beira-mar
esplanadas
horários de sono decentes
poucos sonhos maus (que isto nem a dormir está bom).

terça-feira, 4 de junho de 2013


















Pra mim ela vai ter sempre 1 ano, mas a verdade é que já são quase 10.

Como se já não me bastasse tudo o que tenho pra fazer...



...depois há um moço que tem assim uma panca mais ou menos por mim que me abre o chat e diz:

"Como vai a mulher da minha vida?" 


e a minha vontade é pregar-lhe dois pares de estalos (mesmo que virtuais).


How I feel: 


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Os dias correm à velocidade de sempre, estou cansada - exausta, pra ser sincera - e ainda falta tanto para fazer. As vitaminas ainda não chegaram, adio a escrita porque, no fundo, tenho um bocado de medo de escrever uma merda, de ser posta à prova. Escolhi um caminho difícil: o trabalho nunca acaba e, se parece que acaba, arranjo sempre mais uma coisa para fazer e assim prolongo o efeito bola de neve. Mas, por outro lado, é bom quando os itens são riscados da lista e as coisas estão feitas e têm sucesso. 
Já reescrevi uma parte de ontem, completei outra, esquematizei a que supostamente já devia ter escrito. Vá, são duas páginas e meia - sim, porque eu sou uma rapariga que divide e organiza as coisas - e amanhã era escrever a parte da poesia e as conclusões e terça, quarta e quinta o 1.2 da tese. Sim, estou fora do tempo que defini, mas não atrasada. Já disse que sou resistente, demasiado. Não sei se já disse que sou exigente comigo, demasiado. E exigente com os outros. E por isso é que não me serve qualquer pessoa para se tornar uma amiga, qualquer homem para se tornar um amor. Claro que esta merda de ser resistente, exigente e às vezes obstinada é complicada por uma simples razão: pressão. Lidar com a pressão é das piores coisas que me acontecem. Trabalho bem com e sem ela. Mas preciso de reiniciar o sistema se a pressão não é no trabalho, mas em mim. Isto faz-se, vai-se fazendo. Há-que dividir o tempo. Que saudades dos exames, quando era tudo simples: trabalhar durante o semestre, ler, resumir, estudar, relacionar. Aqui é tudo em grandes proporções: 25 páginas, 30 páginas, 30 páginas, introdução, conclusão, bibiliografia, agradecimentos. Queria tanto não ter nada para me preocupar. Já não me bastava o trabalho todo e agora mais um problema. Andei o fim de semana preocupada, a torcer para que corra tudo pelo melhor, para que o miúdo se aguente e que o coração não lhe falhe. Ficar sem chão é tão fácil. E não acontece só aos outros.

domingo, 2 de junho de 2013

E depois há aqueles textos que uma pessoa demora a conseguir começar e afinal é um dos que dá mais prazer escrever. Parte 1 de 4 escrita, amanhã seria tão bom escrever o restinho (de 8 ou 9 páginas!!)... Ai a preguiça, estou a precisar tanto de tomar umas vitaminas, 'balha-me' Deus, que é uma soneira que se apossa de mim... A parte boa é que veio o calor e não me custa nada pegar no portátil, besuntar-me de protetor solar e pôr-me a escrever numa esplanada. Há-que trabalhar: pra escrita e pro bronze. 


Meanwhile...o resto da vidinha está em segundo plano. Por tempo indefinido

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Correndo o risco de me tornar repetitiva:

Já disse que odeio começar a escrever textos, não já?

quinta-feira, 30 de maio de 2013

O Grito, Rui Nunes

 - Chora-se por alguém, chora-se, embora eu chore a olhar para mim a chorar, chora-se para que nos digam: não chores, ou para que nos oiçam, mas este choro não ouvido, este choro não visto, anónimo, só um corpo a chorar sem remédio, o choro omitido das desatenções, o choro esquecido no choro, nos seus meandros, mudez e surdez, este choro, sem lugar de choro, é a palavra última, apaga-se nela, este choro é a palavra que se apaga. (...)

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Das coisas mais acertadas que eu algum dia disse:

"É, varrer o lixo para debaixo do tapete não quer dizer que ele não existe; só que não se vê."



Acho que finalmente chegou o dia de limpezas e arrumações. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Prémio Camões 2013: Mia Couto

Solidão

Aproximo-me da noite 
o silêncio abre os seus panos escuros 
e as coisas escorrem 
por óleo frio e espesso 

Esta deveria ser a hora 
em que me recolheria 
como um poente 
no bater do teu peito 
mas a solidão 
entra pelos meus vidros 
e nas suas enlutadas mãos 
solto o meu delírio 

É então que surges 
com teus passos de menina 
os teus sonhos arrumados 
como duas tranças nas tuas costas 
guiando-me por corredores infinitos 
e regressando aos espelhos 
onde a vida te encarou 

Mas os ruídos da noite 
trazem a sua esponja silenciosa 
e sem luz e sem tinta 
o meu sonho resigna 

Longe 
os homens afundam-se 
com o caju que fermenta 
e a onda da madrugada 
demora-se de encontro 
às rochas do tempo 


Raíz de Orvalho e Outros Poemas

segunda-feira, 27 de maio de 2013

domingo, 26 de maio de 2013

Do (querer) estar sozinho

Acho que finalmente está feito, concluído com sucesso. Isto de mandar pedras às pessoas tem o seu quê de complicado, mas às vezes tem de ser. Não por mim, mas por elas. E agora sim, está tudo a zeros. Já era tempo. A ver se é desta que eu finalmente começo a respirar. 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Hoje foi noite de teatro

A propósito das comemorações do ano do Brasil em Portugal, o Teatro Nacional São João tem um ciclo delicioso de peças de teatro do Nelson Rodrigues. Sendo um nome desconhecido pelo senso comum - o que é absolutamente normal -, Nelson foi um grande cronista e jornalista brasileiro, mas principalmente dramaturgo. Tem imensas peças teatrais que causaram polémica aquando da encenação - isto nos anos 40 do século XX - e é um dos meus autores de teatro preferidos. É o Nelson: e isto quer dizer quotidiano, tragédias cariocas, faits divers, dia a dia, pessoas simples, linguagem simples (mas não simplista). Os textos são fortíssimos; o que aparentemente é uma coisinha light para entreter, transforma-se em algo maior, que atemoriza e deixa a pensar. Das quatro peças em cena, infelizmente só consegui ir ver Toda Nudez Será Castigada (já estiveram em cena Valsa nº 6, Otto Lara Resende ou Bonitinha Mas Ordinária e ainda A Mulher Sem Pecado). Gostei muito - principalmente porque já não ia ao teatro há muito tempo (espaço físico, claro, que ainda o mês passado o meu amigo Tiago estreou-se como encenador/autor e lá estivemos todos a apoiá-lo) e é sempre bom voltar ao São João, um espaço tão bonito e tão cheio. 
No geral, a peça foi boa; no entanto, estava com uma tendência de fazer do teatro do Nelson popular, de fazer das personagens caricaturas, como bem comentou o Paulo,  ou de fazer rir em cenas e circunstâncias que pouco têm de cómico - e estas características não são rodrigueanas. A cenografia é brutal, os atores são muito bons. Há coisas que podiam ter sido evitadas, outras que estiveram excelentes. Foi uma noite bem passada e em boa companhia. 

E o texto do Nelson - que eu não conhecia; só conhecia o enredo da peça - é fabuloso. Mais informações aqui.

terça-feira, 21 de maio de 2013

maio

Este coiso anda parado, é certo. Aconteceu tanta coisa desde o início deste mês que eu nem sei bem como processar as coisas. No fundo maio foi e está a ser um mês de avanços e retrocessos. Ora eu sei uma coisa, ora já não sei mais nada, ora é uma coisa, ora já é outra totalmente diferente. Já não me sentia assim tão instável há muito tempo. Quer dizer, balançar as estruturas é bom, é positivo...mas não ter sítio onde meter o pé já não. E valha-me o Santo António que eu não faço ideia de onde meter o meu pé, onde me segurar. Adiante.
 Parece que em maio toda a gente se lembrou de mim e eu queria era que me deixassem sossegada, que não me metessem coisas na cabeça. Parece que maio foi o mês de fechar um ciclo com uma cartola, uma bengala e uma roseta. Parece que maio foi altura de receber um pedido de desculpas e apaziguar, mas isso também trouxe desconfiança e muros cá pra cima outra vez. Parece que maio foi altura de um encontro inesperado e de em menos de 24 horas se me mudar a perspetiva toda outra vez.
Tenho-me perguntado o que é que eu quero quase todos os dias - a bem dizer, quase todas as noites, para ser mais sincera. E o que eu quero (quis) não pode ser, por isso é que, há uns longos meses, redefini um novo querer e o tentei encaixar na vidinha de todos os dias. E consegui. A 99%. O que quer dizer que há ainda o 1% que sobra. Adiante, 99 é melhor que nada.
Parece que em maio o meu querer quase imposto começou a mudar. Esse ângulo novo que apareceu à minha vista está-me a fazer pôr tudo - que por si só não é muito - em causa. Maio está a ser um mês de pensar em mim, de resistir não sei a quê, a quem e como. Mas a resistir. (E um dos meus grandes defeitos é ser demasiado resistente. Adiante.)
E de escrever. A tese está-me a sair do lombo e custa imenso, ah se custa. Ainda para mais este primeiro capítulo que é muito cansativo - porque teórico. Mas já faltou mais. Escrevo com regularidade, não me permito deixar o texto para segundo plano, o que já é uma grande coisa.
E maio também está a ser um mês de afastamentos, cada vez mais. Talvez seja do trabalho, da tese, das coisas que todos temos para fazer, dos horários incompatíveis... Mas de afastamentos. E porque bater no ceguinho cansa - neste caso, na ceguinha. Não ando com a mínima pachorra para os .(pseudo) "arrasos" do costume. É deixá-los pensar que eu não acompanho quando, na verdade, eu já estou é noutra frequência. Não há pachorra mesmo. É preciso saber parar senão qualquer dia vai-se a ver e.. Maio, não me quero distrair.
Maio trouxe um trabalho novo e que foge àquilo que eu faço. Mas é na minha segunda área de eleição e é bom, é giro, tem a ver comigo.
Acho que é o primeiro ano que não gosto nada de maio - e sempre foi um dos meus meses preferidos. Talvez seja pelo calor que falta, pela chuva que aparece, pelos acontecimentos maus, pela instabilidade... Que junho venha é depressa que melhor que este há-de ser com certeza. 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Rodeios? O que é isso?

Hoje um moço que já não sabe nada de mim há meses sai-se com isto mal me abre o chat:
-Oi. Já te separaste?



SAY WHAT?!?!?!?!

domingo, 5 de maio de 2013

Serena(ta)

Foi um dia triste, muito muito triste mesmo. Foi uma serenata muito emotiva, mas a mais triste dos últimos 5 anos. Não há palavras suficientes para exprimir a revolta pelo que aconteceu na sexta-feira, não há direito de tirar uma vida assim. Se já é chocante para quem não conhece, então para quem conhece, para quem tem laços, para os amigos, para a família, para os pais...é uma dor indescritível. Esta semana de Queima das Fitas está manchada - não há disposição sequer. Mas há que continuar e acreditar que esses seres vão ser descobertos e postos no lugar certo. Há que continuar. Ou pelo menos tentar.



«Mas aquilo que nunca esquecemos
deixa de pertencer-nos e nem notamos
Estamos sós com a noite
para salvar um coração»

José Tolentino Mendonça

sábado, 4 de maio de 2013

Roubar a vida.

O sábado já não é feliz. Não pode ser, não depois do crime horroroso que aconteceu esta madrugada no Queimódromo. Hoje eu - e acredito que os estudantes todos estejam - estou de luto pelo Marlon, com que falei há dois dias precisamente sobre a Queima e o trabalho dele na FAP, e com quem ia falar e estar esta semana . Nunca achei que a próxima vez que ouvisse falar dele fosse através de uma notícia de jornal que informa que foi baleado e morreu porque 4 idiotas sem escrúpulos assaltaram as instalações da FAP no Queimódromo. Ainda não parece real, é difícil aceitar. Foi injusto, foi cruel. Não há palavras para tanta tristeza. Resta a recordação do sorrisão, da simpatia e da boa disposição contagiante. Descansa em paz.




A vida é uma merda.

Sábados

Sábados são sempre dias de exfoliação, de arranjar sobrancelhas, as unhas, depilação. Sábados são sempre dias de rituais de beleza, de poder ficar com a cara vermelha à vontade.

Sábados de manhã são dias de trabalho, de português e de francês. Já não são sinónimo de dormir.

Sábados à noite são dias de sair, de dançar, de beber um copo, de rir desgraçadamente com a família que se escolhe. E hoje vai ser um sábado daqueles. 

Vai haver trabalho de manhã, rituais de beleza de tarde. E vai haver jantar de Serenata. E beijinhos, abraços, tecido preto a rasgar e fado nos Aliados. E fitas a abanar, agora escritas. E, só de me lembrar do que me escreveram nelas, já me caem lágrimas. E amanhã vai ser pior. E domingo outra vez. Já se passaram 5 anos e isto está a chegar ao fim. 

Aquela faculdade é uma espelunca, mas trouxe-me as melhores coisas que já me aconteceram na vida. 

terça-feira, 30 de abril de 2013

Esta semana é de:

muito trabalho.



















*mas é bom que assim nem sequer penso no que não devo. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Decisão difícil:

vou dormir - que estou a cair de sono - e amanhã acordo cedinho pra escrever mais um bocado ou fico acordada a escrever?

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Thanks, mum, pelos presentinhos.

domingo.

sábado, 20 de abril de 2013


Os novos moradores cá de casa:




Desligar a ficha

E depois descobre-se que já não dá mais e desliga-se a ficha. Se as oportunidades não se aproveitam, então  para a frente é que é caminho. Sem olhar para trás. Foi bom, fez bem, trouxe coisas boas, mas já não traz mais, já é uma coisa sem contornos, confusa, e disso eu sei que não preciso, não agora, não mais. 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Fase 2: o desespero

Eu não acreditava que era possível e achava um exagero quando as pessoas que estavam a escrever uma tese me diziam que choravam, que ficavam desesperadas com a jornada que tinham pela frente...até hoje. Depois da fase de leituras, segue-se a organização da bibliografia e o esquema ainda mais detalhado de escrita de cada capítulo. É como se fosse um puzzle de 1000 peças pequeninas que é preciso encaixar. É assim que eu vejo a minha tese, é o meu puzzle. E hoje fiquei desesperada e chorei porque é o tempo, são os nervos, são as peças que podem encaixar em muitos sítios, é o que eu quero dizer e não sei bem como porque é diferente, no fundo, de escrever um ensaio. E desesperei-me imenso e chorei e tive medo de falhar, muito medo mesmo, e entretanto fiquei emocionada quando abri o word e escrevi "Capítulo I" com o título logo a seguir, centrado, a negrito e pensei "you can do it, girl". E entretanto o primeiro parágrafo está escrito e, curiosamente ao contrário do que eu sempre disse sobre os primeiros parágrafos de textos, este foi o que me custou menos a escrever, o que me saiu naturalmente (isto, claro, até levar com as correções das orientadoras! ahah).

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Mas estás nervosa?, perguntava-me a Joana há dias

E eu, na minha descontração habitual, disse-lhe que achava que não, não me sentia nervosa, agitada, tudo estava na paz do Senhor. Esta noite deitei-me mais cedo que o habitual, adormeci 20 minutos depois e dormi um bocado. Só que...a noite foi uma animação. Então não é que o meu sintoma de nervos extremos voltou? Dores horríveis de estômago. Só dói que se farta, não fico enjoada, não vomito. Nada para além das dores contínuas e agudas bem no meio do estômago. Eu acordei às 5, às 6, às 7, às 8, às 8.56h. E foi aí a última vez que me doeu. E nervos porquê? Fácil: o meu primeiro pensamento quando acordei a estas horas todas foi: AI MEU DEUS A MINHA TESE. Eu estou dentro do tempo, mas afinal estou nervosa. Oh sorte. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Sexto sentido?

Uma pessoa sabe. Quando começa/está para/vai correr mal. Eu - pessimista que só eu - acho que vai sempre correr mal e desde a minha última queda em altura (ou o vulgo coração partido) acho que é melhor não ter expectativas em relação às coisas e às pessoas neste campo muito particular. Eu entendo fases difíceis, aquelas em que não se quer ver ninguém, eu dou uma segunda oportunidade, eu estou lá de pedra e cal pro que der e vier, pro que for preciso, mas quando se sabe/sente/intui que vai correr mal, não há disponibilidade e coração aberto para acolher/abrigar/mimar/apoiar nenhuns que safem a coisa. Vamos indo e vamos vendo, sem esperar nada. Um dia de cada vez.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Parece que a primavera e o sol se instalaram definitivamente. Uh uh!! Já não era sem tempo. Só que isto quer dizer...dieta. Pois, no inverno consigo não engordar porque tenho, efetivamente, fome. E se tenho fome...como. Não há pachorra pra comer saladas frias quando há frango assado na mesa, ou cozido à portuguesa, ou panados com arroz de feijão, ou bacalhau com natas. Não há pachorra pra beber uma limonada quando se pode beber chocolate quente. Isto pra dizer que entrei hoje em contenção de comida que ainda há 3kg ou 4 pra perder, mas que não me custa nada - até gosto! - comer saladas ao almoço, coisas grelhadas com salada ao jantar, não comer chocolate. No verão há pouca fome: tirando as bolas de berlim da praia e o marisco com torradinhas e cerveja, não estou a ver nada que me apeteça assim muito comer. Não sou propriamente fã de gelados, safo-me bem com aquelas misturas espetaculares de iogurte, cereais e fruta...nhamy! Portanto, aqui vou euuuuuuuuuuu! (Ah! não prometo não meter o dente numa chips ahoy ou numa chipmix, quiçá numa bolachinha de côco ou numa waffer de limão...!)

Coisas de estar a escrever uma tese

As pessoas que fazem teses ou que já fizeram precisam de aprender uma coisa: cada um tem a sua forma de gerir o tempo, o seu método. Cada um está - ou deveria estar - ciente das suas responsabilidades, isto é, se fizer o trabalho que lhe compete, entrega uma boa tese a tempo e horas; senão ou não entrega e fica mais um ano ou entrega uma tese de merda. Só que isso é inteiramente da responsabilidade de quem a está a escrever porque, contas feitas, o raio da tese vai sair do lombo dessa pessoa. Isto tudo para dizer, almas apoquentadas, não me façam o olhar de pena/complacência/olhar de merda e de quem precisa de duas chapadas na tromba quando eu digo que ainda não a comecei a escrever ou quando digo "nem uma linha tenho" e faço um sorrisão. Isto para dizer que a minha tese - cujas leituras terminaram há meia hora - vai bem e recomenda-se. Começar a escrever agora está muito bom porque, ao contrário da piada dos meus queridos amigos, eu ainda tenho uma vida. E isto quer dizer, entre outros, moda & compras, saídas, teatros, cafés, cinemas, o sushi, as séries, os filmes, passear, viajar, a família, dormir. O que for. No final, ela vai estar pronta como as outras e eu vou olhar pra trás e não me vou lembrar de 1 ano de desespero e a contar dias porque "hoje é cedo pra começar a escrever", mas "amanhã, ai meu deus, já é muito tarde, já devia ter 30 páginas". Calma... que quem escreve 5 trabalhos de 10 páginas cada em 3 semanas, escreve perfeitamente uma tese de máximo 100 em 2 meses e meio. Sim, migas da jornada entesiante, porque eu ainda pretendo ter férias - apesar de saber que me vou atrasar porque vou empancar e tal e coiso, mas isso agora não interessa nada.

domingo, 14 de abril de 2013

Nota 'blogueira'

O que se escreve aqui é uma parte, não o todo. Antes que se comecem a fazer suposições, que se interpretem mal as coisas, o blog é uma pequeníssima parte da minha vida.  O que aparece aqui, principalmente conversas, poderá vir descontextualizado, levou cortes, levou a minha "censura". Portanto, sempre que for pra ler alguma coisa, cuidadinho com as ilações que se tiram daqui, faxabor. :)

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Homens #11


O "meu" (o possessivo leva muitas aspas) é parecido com o Eric Dane, aka Mark Sloan aka McSteamy. Com menos 20 anos, é certo, e muito muito parecido. Essa foi uma das primeiras coisas que eu lhe disse. A resposta foi: "Quem? Quem é esse?".

Homens #10

Ele fez asneira - que fez e aqueles dias na ignorância custaram-me - mas prometeu não voltar a fazer o mesmo. Desculpas aceites, pazes feitas. (E agora vamos indo e vamos vendo.)

sábado, 6 de abril de 2013

Falta de consideração e falta de respeito são duas coisas que me fazem saltar a tampa - e eu que nestas merdas costumo ser pacífica, estou realmente incomodada. É feio, não se faz. É infantil e imaturo. No fundo, é estúpido. As pessoas realmente complicam as coisas mais simples. Não era necessário. Nada mesmo. 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Ficar doente no dia a seguir à Páscoa não foi suficiente: pumba, toma lá uma constipação também. E febre. Basicamente de terça até hoje eu dormi. Porque estava cansada. E estou cansada. Tomar banho cansa, comer cansa, mudar de canal cansa. Hoje depois de almoço deitei-me quando cheguei a casa. Só arrebitei ao fim do dia, passou-me um bocado o cansaço (agora até me apetece citar o Álvaro de Campos). 
Na verdade, o cansaço não é só físico. Veio o resto, veio uma facada de um lado que eu não esperava que o fizesse. Que doeu e ainda dói - até a mim. Não é que passe os dias a chorar - que não passo; não é que passe os dias ansiosa - que não passo; não é que passe os dias triste - que não passo; não é que passe os dias chateada - que não passo; mas estou magoada, ferida. E desconfortável, traída até. Lucky me que tenho um coração revestido de pedra e só saíram (ainda) umas lascas (e que não saia mais nada senão eu nem sei). 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Weekending #4


(Verniz Maldivas, da Cliché)


Yey! Afinal havia um ovinho para mim!!

Das amigas #1

É um facto: tenho andado com uma disposição de rato de esgoto. Mal me apetece sair de casa, estive doente depois da Páscoa, o que significou hoje passar todo o dia de cama. E a juntar a isso há uma coisa a fazer-me espécie e a incomodar-me, coisa essa que eu tento ignorar, mas está lá. A minha amiga Joana diz que eu agora jogo à defesa e que esse é que é o problema, mas está-me a parecer que o mais certo é nem sequer ir a jogo. E basicamente andamos as duas a discutir isto: ela - uma otimista de todo o tamanho, que diz "vai, "amanda-te" que se correr mal a gente resolve como sempre"; eu - uma pessimista de todo o tamanho, com o "não faço, não digo, não falo, não pergunto, não mexo uma palha" na ponta da língua já em modo automático que isto de uma pessoa ter andado a levar pancada durante meses parecendo que não é coisa pra deixar mossa e para ter os pés demasiado presos ao chão. Foi nessa pessoa que eu me tornei, na que tem os pés tão no chão que qualquer tentativa de levantar voo é imediatamente frustrada.
E a minha amiga Joana, filha da mãe da Joana, a quilómetros de distância e a apanhar com a neve na Alemanha, é das minhas poucas amigas que me põe de uma forma muito subtil entre a espada e a parede e me obriga a fazer uma das coisas que me assustam mais, o "deita cá pra fora". E depois ainda me diz "AHAHAHAH EU SABIA!!!". A mulher mexe-me com o sistema, mete-me coisas na cabeça, aquelas cenas otimistas que as pessoas otimistas pensam e fazem - que é o caso dela. E depois eu fico com ideias. E  a filha da mãe da Joana que a quilómetros de distância me pergunta "estás bem?" e se eu disser "sim, muito trabalho" me responde imediato "oh...o que é que se passa? Já estás a evitar as coisas". E é também por isso que eu gosto da minha amiga Joana, a que passa a vida a tirar-me da minha zona de conforto. Porque isso sabe bem e é o oposto
de mim. E talvez me faça ir e ver o que é. Só que isso ainda não lhe disse.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Paris - VII

E pronto, depois das fotos, a opinião.

Coisas boas/mais ou menos/ más de Paris:
1- a cultura. Eles tratam mesmo bem do que é deles (e do que levaram aos outros povos. cof cof cof). Tudo muito bem estimado, há sempre exposições, concertos, espetáculos, museus e todo um mundo de coisas para ver. Bem sinalizado e acompanhado de mapas (que deram um jeitaço!)
2- jovens com menos de 26 anos não pagam em 95% de museus/casas/etc. E parecendo que não, poupa-se imenso dinheiro nisto. Só paguei para entrar na Ópera (e foram os 6 euros mais bem gastos de toda a minha vida) e para subir à Torre. De resto, tudo grátis. Ah! E em Versailles, ao domingo os áudioguias são grátis - ótimo para percorrer as salas, salinhas e salões e ouvir explicações (em português) sobre o que se está a ver.
3- A rede de metro. E só a rede. Basicamente vai-se a todo o lado e não é difícil entender onde fazer trocas. Mas...é um sítio sujo, cheira mal e perigoso. Foi o sítio onde me senti mais insegura. E assisti a duas tentativas de assalto. É preciso estar sempre com os olhos bem abertos e com a mão na carteira.
4- Comer em Paris é caro. Uma boa opção é ser-se parisiense e almoçar pela Rue Mouffetard. Come-se bem e pode-se provar comida de qualquer lado do mundo. Pena que não tive mais tempo senão bem que tinha ido provar outras comidinhas. É uma das grandes vantagens: há restaurantes de tudo e mais alguma coisa.
5- O café é horrível. Eu - que não sou propriamente grande apreciadora - quase chorei de tão horrível que o café é. Safa-se o McDonalds. Ah! Claro que o Starbucks é bom (mas mais caro do que nos outros sítios).
6- Souvenirs. Estava eu à espera de gastar fortunas, mas não. O único sítio onde as lembrancinhas são mais caras é na Disney.
7- Disney: mais vale reservar os bilhetes com 5 dias de antecedência que ficam mais baratos. E pode-se levar comida lá pra dentro que já não é proibido.
8-Os turistas japoneses/chenenses/de olhos em bico. Tiraram-me do sério. Eu entendo que lá donde eles vêm o património não seja como o que há na Europa, mas eles parecem pulgas a ver as coisas. Até o chão eles fotografam. E pior que ser japonês e parecer uma pulga aos saltos, é ser japonês e não saber falar inglês. Foi priceless o momento em que um japonês queria comprar medalhas de Versailles e só apontava pra elas com ar de palerma. A menina - coitada - bem lhe perguntava "which one?" e ele continuava a apontar.
9- Os seguranças/rececionistas/ pessoas que trabalham em museus e outros sítios de cultura + a burrice de alguns. Nós dizíamos que somos portuguesas e eles falavam em espanhol ou então elogiavam o nosso francês e, quando dizíamos de que país vínhamos, perguntavam se em Portugal se fala francês.
10- As francesas não se vestem bem. A capital da moda é definitivamente Milão. As francesas - para além de cheirarem mal como tudo - vestem-se mal. A moda é uma coisa que passou por elas e infelizmente não as atingiu. Era cada combinação...mon Dieu que quase me senti mal! Ahahahah

segunda-feira, 25 de março de 2013

Paris - VI

Paris, dia 6: Cemitério Père Lachaise (faltou ver o de Montparnasse!), Bastilha e Casa de Victor Hugo. E o regresso.




Túmulo de Oscar Wilde


Túmulo de Jim Morrison

Bastille

Place des Vosges



Paris - V

Paris, dia 5: começámos por ir ao Musée de l'armée a uma exposição sobre a Revolução Francesa e o domínio de Napoleão para depois irmos ver a tumba do mesmo. Seguiu-se a exposição de poetas e artistas portugueses do século XX na Fundação Calouste Gulbenkian (que é ali ao lado), a subida a Notredame e a visita à livraria do filme Midnight in Paris, que é uma das coisas mais amorosas de sempre. Paragem no Starbucks e siga arranjarmo-nos para jantar e bottar shake no Marais.

Les Invalides

Musée de l'armée. Este é o cavalo de Napoleão I. A resposta à pergunta "Qual é a cor do cavalo branco de  Napoleão?" é "bege".


Um dos quadros mais famosos de Almada Negreiros em exposição na delegação parisiense da Fundação Calouste Gulbenkian

Gárgulas e vista do cimo de Notredame

Livraria Shakespeare and Co. (a do Midnight in Paris, de Woody Allen)

~
Nomes do Starbucks. ahah

Jantar @ 4pat