terça-feira, 15 de junho de 2010
Então é assim...
7 horas e 2997 palavras depois, decidi que é melhor ir dormir um bocado. Estou com uma p*** de uma enxaqueca? Estou. Mas ainda tenho 3 páginas para enquadrar em frases bonitas, uma conclusão e mais um trabalho para fazer. E estudar para 2 exames medonhos. Por agora cama que daqui a umas horas também é dia. Bom dia!
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segunda-feira, 14 de junho de 2010
Say what?!
Praia, sol, cocktails, esplanadas, mariscadas, arrasar com o Ferdinand, o príncipe muito honesto de uma peça de Shakespeare, gozar com a franja da J. ou com a Miss Bright Side, principalmente com "já usavas um avental verde alface" ou "olha tu de azul celeste ou rosa choque", praia, a praia e a areia e o mar e as ruas do Porto à noite, as esplanadas do Cais, as francesinhas, o Tropical.
Em vez disso fui parar a uma rua duvidosa, cheia de medo de levar uma navalhada ou duas e ficar pr'ali a esvair-me em sangue. Ah e Barroco. É isso e estatuária barroca. Em espanhol.
sábado, 12 de junho de 2010
O casal da Casal
Muito honestamente, não gosto de grandes cenas na rua. Entenda-se a dita como shoppings, esplanadas, cafés, discotecas, etc. Grandes cenas entenda-se por filmes quase porno. Ontem fomos à Feira do Livro (meus queridos Nuno Júdice e Anaïs Nin) e depois, como é hábito, à Casal. Bolinho de noz, suminhos naturais e café à parte, ao lado da nossa mesa, já não se entendia se aquilo era bacalhau com todos, passe a expressão, se era moqueca... E só dizia o C. "Bem, está na hora de irmos embora que já chega de comer"; dizia a Miss Bright Side "Eu tenho pais! E eles não são assim!". Eu fazia o meu ar de não estou a ver nada, mas por favor tirem-me estes dois daqui.
De repente, tentando concentrar-nos na conversa que estávamos a ter, o que era praticamente impossível tendo em conta a performance do casal (que já não ia pra novo!), assustámo-nos: então não é que aquilo já ia no mete a mão aqui, mete a mão ali e juro, mais um bocadinho e tínhamos visto as cuecas da senhora.
Isto tudo pra dizer que um bocadinho de contenção e discrição nunca fez mal a ninguém.
Isto tudo pra dizer que um bocadinho de contenção e discrição nunca fez mal a ninguém.
Sabemos que somos as pessoas com quem a vida mais gosta de brincar...
quando desmaiamos em igrejas a meio da missa e quando vemos a nossa vida a andar para trás porque o mestrado que queremos já se foi e que o que sobrou dele não tem grande interesse.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Sextas à noite, neste blog, são noites de poesia #5
Floriram por engano as rosas bravas
Floriram por engano as rosas bravas
No Inverno: veio o vento desfolhá-las...
Em que cismas, meu bem? Porque me calas
As vozes com que há pouco me enganavas?
Castelos doidos! Tão cedo caístes!...
Onde vamos, alheio o pensamento,
De mãos dadas? Teus olhos, que um momento
Perscrutaram nos meus, como vão tristes!
E sobre nós cai nupcial a neve,
Surda, em triunfo, pétalas, de leve
Juncando o chão, na acrópole de gelos...
Em redor do teu vulto é como um véu!
Quem as esparze – quanta flor! – do céu,
Sobre nós dois, sobre os nossos cabelos?
Camilo Pessanha (in Clepsydra)
Floriram por engano as rosas bravas
No Inverno: veio o vento desfolhá-las...
Em que cismas, meu bem? Porque me calas
As vozes com que há pouco me enganavas?
Castelos doidos! Tão cedo caístes!...
Onde vamos, alheio o pensamento,
De mãos dadas? Teus olhos, que um momento
Perscrutaram nos meus, como vão tristes!
E sobre nós cai nupcial a neve,
Surda, em triunfo, pétalas, de leve
Juncando o chão, na acrópole de gelos...
Em redor do teu vulto é como um véu!
Quem as esparze – quanta flor! – do céu,
Sobre nós dois, sobre os nossos cabelos?
Camilo Pessanha (in Clepsydra)
Sextas à noite, neste blog, são noites de poesia #4
Euforia
cai neve no cérebro vivo do imaculado - dizem
que este milagres só são possíveis com rosas e
enganos - precisamente no segundo em que a insónia
transmuda os metais diurnos em estrume do coração
dizem também
que um duende dança na erecção do enforcado - o fulgor
dos sémenes venenosos alastra no brilho dos olhos e
um sussurro de tinta preta aflora os lábios
fere a mão de gelo que se aproxima da boca
o vómito da luz ergue-se
das palavras ditas em surdina
a seguir vem o sono
e o miraculado entra no voo dos cisnes
o dia cansa-sena brutalidade com que a voz se atira contra as paredes
abrindo fendas em toda a extensão das veias e dos tendões
quando desperta com o crepúsculo
o miraculado olha-nos fixamente e sorri
dá-nos uma rosa em forma de estilete - fechamos os olhos
sabendo que este é o maior engano
da eternidade
Al-Berto (in Horto de Incêndio)
cai neve no cérebro vivo do imaculado - dizem
que este milagres só são possíveis com rosas e
enganos - precisamente no segundo em que a insónia
transmuda os metais diurnos em estrume do coração
dizem também
que um duende dança na erecção do enforcado - o fulgor
dos sémenes venenosos alastra no brilho dos olhos e
um sussurro de tinta preta aflora os lábios
fere a mão de gelo que se aproxima da boca
o vómito da luz ergue-se
das palavras ditas em surdina
a seguir vem o sono
e o miraculado entra no voo dos cisnes
o dia cansa-sena brutalidade com que a voz se atira contra as paredes
abrindo fendas em toda a extensão das veias e dos tendões
quando desperta com o crepúsculo
o miraculado olha-nos fixamente e sorri
dá-nos uma rosa em forma de estilete - fechamos os olhos
sabendo que este é o maior engano
da eternidade
Al-Berto (in Horto de Incêndio)
quinta-feira, 10 de junho de 2010
11 de saudade
Correram, assim, na calma do tempo. Não fiz as contas para saber quantos dias são, mas são muitos a sentir a tua falta. Nunca te quis deixar ir, até que inevitavelmente percebi que seria melhor deixar-te descansar e manter-te vivo dentro de mim. As lágrimas de dor por já não te ter aqui há tanto tempo transformam-se num sorriso sereno de lembrança ainda que, de vez em quando, uma dorzinha mais aguda atravesse o coração. Já não me viste chorar pelo primeiro desgosto de amor. Não estavas quando me magoei a sério no joelho. Não estavas quando contei que tinha um namorado, quando chorei dias a fio porque o perdi. Não estavas no primeiro dia em que entrei na faculdade no 1º ano nem no 2º. Não estavas quando um a um todos eles também foram embora, quando chorámos as três entregues a nós próprias e umas às outras, como sempre nos ensinaste. Não estavas quando me desiludi com uma das grande amigas. Não estavas na festa surpresa dos meus quinze anos. Não estavas quando discuti com ele da 1ª nem da 2ª nem da 3ª vez, quando ficámos dois meses sem falar. Não estavas quando cheguei a casa às 4 da manhã da primeira vez que fui a uma discoteca ou quando cheguei às 9h quando sair já se tinha tornado um hábito. Não me viste na primeira vez que trajei nem quando subi ao palco para ir receber aqueles prémios todos dos quais sei que te orgulhas. Engraçado, estiveste sempre lá. Sempre.
Elas dizem e assustam-se com os gestos que faço. Estou a vê-lo agora. Ele fazia esse gesto exactamente assim. É um bocadinho físico de ti que fica em mim.
Os bilhetes nos aniversários religiosamente seguindo o mesmo esquema: um acróstico com o meu nome e as tuas palavras. A colecção infindável de moedas e de porta-chaves. E os isqueiros encontrados na garagem! Foste sempre uma caixinha de surpresas.
Os álbuns de fotografias cheios e rigorosamente ordenados por datas e locais. Os desenhos dos barcos a tinta azul. Não tinhas jeito nenhum para desenhar, mas eu insistia sempre e tu fazias. As férias no Algarve a comer bolas de berlim, as tardes de Inverno a comer Cheetos e batatas fritas. O chocolate branco Galaak e os ursinhos do Tuli-creme. As viagens para o Algarve e a minha implicância com o cheiro a ovos cozidos. Ainda hoje sinto esse cheiro e lembro-me sempre de ti.
Não vais estar cá quando eu me formar, quando eu tiver os meus filhos, quando conseguir o primeiro emprego, quando eu casar, quando eu chegar depois de partir, quando me tornar independente, quando tiver a minha casa. Mas estarás sempre. Sempre. Como estás hoje.
Há tanto de ti em mim, tanto.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
A ver se este mulherio abre os olhos
Quando ele não:
a)liga
b)manda mensagem
c)responde à mensagem
d)fala
não arranjem desculpas. É mesmo porque não quer.
Abébias:
a)liga
b)manda mensagem
c)responde à mensagem
d)fala
não arranjem desculpas. É mesmo porque não quer.
Abébias:
1) Pode perder o telemóvel. Pode, mas não perde todos os dias.
2)Pode não ter mensagens. Pode, mas arranja maneira.
3)Pode estar ocupado. Pode, mas não está 24horas ocupado. Não come? Não bebe? Pois, bem me parecia.
4)Pode ter-se esquecido. Pode, isso pode, mas aposto que não abre a caixa de entrada uma vez ao dia.
5)Pode ter partido os dedos das mãos. Pode, mas parti-los todos ao mesmo tempo só se for ao estilo recado da Máfia.
5)Pode ter partido os dedos das mãos. Pode, mas parti-los todos ao mesmo tempo só se for ao estilo recado da Máfia.
Pra mim a questão coloca-se geralmente assim. Deve ser por isso que o P. diz que eu penso como um homem e que a Mé diz que não gosta da minha objectividade. Ups!
terça-feira, 8 de junho de 2010
Vá, agora a sério
Depois da saga dos sonhos com gravidez, veio a saga dos sonhos com casamentos. Pior que isso é perguntarem-me duas vezes no espaço de duas semanas se sou CASADA. Mas eu por acaso tenho ar de mulher casada, tenho?! Ainda tentei argumentar com "só tenho 19 anos, não há cá casamentos", mas ouvi "há pessoas mais novas que já se enforcaram", achando por bem terminar por ali a breve conversa.
Qualquer dia em vez de me oferecerem sapatos oferecem-me uma batedeira ou uma máquina de café! Quer dizer, pensando bem, já me ofereceram um conjunto de panelas, bem ao estilo do "é pro ENXOVAL" e sou herdeira legítima de uma infinidade de colchas de crochet, de toalhas, de panos e paninhos. I'm sorry to disappoint you...mas eu cá não gosto dessas coisas. Deixem-me lá entregue aos sapatinhos, vestidinhos, bikinis, maquilhagem, etc., etc. e esqueçam lá o trém de cozinha, a Bimby, a esfregona e a varinha mágica.
Qualquer dia em vez de me oferecerem sapatos oferecem-me uma batedeira ou uma máquina de café! Quer dizer, pensando bem, já me ofereceram um conjunto de panelas, bem ao estilo do "é pro ENXOVAL" e sou herdeira legítima de uma infinidade de colchas de crochet, de toalhas, de panos e paninhos. I'm sorry to disappoint you...mas eu cá não gosto dessas coisas. Deixem-me lá entregue aos sapatinhos, vestidinhos, bikinis, maquilhagem, etc., etc. e esqueçam lá o trém de cozinha, a Bimby, a esfregona e a varinha mágica.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Madrugadas
Eram 5 da manhã e eu estava esfomeada. O Ferdinand disse que ia comer pão com manteiga e eu fiquei-me pela meloa.
Eram 6 da manhã e finalmente apaguei a luz. Foram os textos para ler, foi o MSN e o facebook. Foram os dois episódios de CSI, foi a agenda por actualizar e os dias a andar pra trás no calendário.
Eram 6 da manhã e finalmente apaguei a luz. Foram os textos para ler, foi o MSN e o facebook. Foram os dois episódios de CSI, foi a agenda por actualizar e os dias a andar pra trás no calendário.
Eram 8 da manhã e eu acordei, sobressaltada com o despertador. Adormeci, voltou a tocar. E eu, feita estúpida, comecei-me a rir por nada, sozinha, completamente sozinha, às 8 da manhã.
Eram 10 da manhã e estava na faculdade,no bar de sempre, agora com cada vez menos gente, a ouvir as novidades das amigas e a aparvalhar.
Eram 11 da manhã e estava com o meu ar intelectual a falar da virgindade dos cavaleiros. Eram 11 da manhã e o professor disse "Perceval era um bom rapaz! Andava lá com o dardo a caçar pássaros".
Era meio-dia e estavava a vir para casa com os phones nos ouvidos e nenhuma vontade de ouvir música.
Eram 2 da tarde e acabei de almoçar.
Eram 2.30 da tarde e eu reparei que estava feliz.
Eram 2.30 da tarde e eu reparei que estava feliz.
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
Relatório da vida quotidiana da dona do blog. Essa, a desaparecida.
Por estas bandas o trabalho é mais que muito - já se sabe que o raio da miúda está sempre afogada em papel, canetas e livros - mas arranja-se sempre um tempinho para dar um salto a uma festarola. Depois de dias de publicidade, sms a anunciá-la, eis que chegou a Barracada. Pareceu-me que era uma amostra de Queima (fraquinha) no atrium da muy nobre Faculdade de Letras, com meia dúzia de barracas da Sagres, música que não se ouvia em lado nenhum e pães com chouriço. Eram 3 da manhã e já as luzes se apagavam numa ou duas delas. Basicamente foi uma espelunca e diz que Arquitectura é que é e eu acho que me vou render aos comentários da Joana, do SuperM e do Ferdinand e vou-me mudar pra rua de baixo que vai ser uma maravilha.
Mudando de assunto, bom bom era eu conseguir fazer tudo o que tenho pra fazer, porque não se admite perder uma noite nas Galerias Lumière pra ficar em casa de vestido-azul-que-ainda-tem-outro-perfume a ler sobre o Pe. Vieira, tendo na estante à nossa frente pequenas facadas literárias que por acaso só se chamam História do Porto e Quantas madrugadas tem a noite (Ondjaki).
Bem, mas nem tudo está perdido: comprei dois pares de sapatos. Humpf.
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domingo, 30 de maio de 2010
Pedido (quase) desesperado aos homens deste país
Eh pá, expressões como "olá, lindona" não são abordagens giras. Fazerem sempre as mesmas perguntas e responderem com as mesmas palavras só nos fazem pensar "ai que grande chato/besta/cromo/idiota/estúpido". A título exemplificativo:
-E então, tens namorado?
-Não.
-Ai não acredito...uma mulher tão bonita sem namorado./ O que se passa com os homens? Estão cegos?
Por favor, variem. Não perguntem "Então, que gostas de fazer nos tempos livres?". Nós não vamos dar respostas muito diferentes porque as pessoas fazem quase todas as mesmas coisas. A não ser que estejam a falar com alguém que pratique jardinagem, que se dedique à pesca ou faça crochet.
Mas pronto, isto ainda se engole,ainda que um bocado a custo. Mas o que me deixa doente são mesmo os "Olá, gata", "Olá, lindona", "Então, jóia?" ou "Oi, fofa". NÃO. MIL VEZES NÃO, principalmente se não nos conhecerem de lado nenhum.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Sextas à noite, neste blog, são noites de poesia #3
Os acrobatas
Subamos!Subamos acima
Subamos além, subamos
Acima do além, subamos!
Com a posse física dos braços
Inelutavelmente galgaremos
O grande mar de estrelas
Através de milênios de luz.
Subamos!
Como dois atletas
O rosto petrificado
No pálido sorriso do esforço
Subamos acima
Com a posse física dos braços
E os músculos desmesuradosN
a calma convulsa da ascensão.
Oh, acima
Mais longe que tudo
Além, mais longe que acima do além!
Como dois acrobatas
Subamos, lentíssimos
Lá onde o infinito
De tão infinito
Nem mais nome tem
Subamos!
Tensos
Pela corda luminosa
Que pende invisível
E cujos nós são astros
Queimando nas mãos
Subamos à tona
Do grande mar de estrelas
Onde dorme a noite
Subamos!
Tu e eu, herméticos
As nádegas duras
A carótida nodosa
Na fibra do pescoço
Os pés agudos em ponta.
Como no espasmo.
E quando
Lá, acima
Além, mais longe que acima do além
Adiante do véu de
Betelgeuse
Depois do país de Altair
Sobre o cérebro de Deus
Num último impulso
Libertados do espírito
Despojados da carne
Nós nos possuiremos.
E morreremos
Morreremos alto, imensamente
IMENSAMENTE ALTO.
Vinicius de Moraes (in Poemas, sonetos e baladas)
Subamos!Subamos acima
Subamos além, subamos
Acima do além, subamos!
Com a posse física dos braços
Inelutavelmente galgaremos
O grande mar de estrelas
Através de milênios de luz.
Subamos!
Como dois atletas
O rosto petrificado
No pálido sorriso do esforço
Subamos acima
Com a posse física dos braços
E os músculos desmesuradosN
a calma convulsa da ascensão.
Oh, acima
Mais longe que tudo
Além, mais longe que acima do além!
Como dois acrobatas
Subamos, lentíssimos
Lá onde o infinito
De tão infinito
Nem mais nome tem
Subamos!
Tensos
Pela corda luminosa
Que pende invisível
E cujos nós são astros
Queimando nas mãos
Subamos à tona
Do grande mar de estrelas
Onde dorme a noite
Subamos!
Tu e eu, herméticos
As nádegas duras
A carótida nodosa
Na fibra do pescoço
Os pés agudos em ponta.
Como no espasmo.
E quando
Lá, acima
Além, mais longe que acima do além
Adiante do véu de
Betelgeuse
Depois do país de Altair
Sobre o cérebro de Deus
Num último impulso
Libertados do espírito
Despojados da carne
Nós nos possuiremos.
E morreremos
Morreremos alto, imensamente
IMENSAMENTE ALTO.
Vinicius de Moraes (in Poemas, sonetos e baladas)
quinta-feira, 27 de maio de 2010
A lista
O M. diz que temos de fazer uma lista para o Verão de 2010 com 10 coisas que amigos (ou outros) concretizem. Confesso que ao mesmo tempo que gosto de listas também tenho pânico delas, por ver itens que não são riscados. Contudo, contrariando este espírito pessimista, aqui estão os 10 tópicos que constam da minha lista:
1- Passar um fim-de-semana qualquer num sítio calmo e isolado.
2-Sair da praia quando o sol se puser.
3-Sair o máximo de noites possível em boa companhia.
4-Começar o dia com um sorriso motivado por um 'bom dia' especial e deitar-me com o mesmo sorriso.
5-Passar uma noite em ruas que não conheço,numa cidade que não é minha.
6- Ir aquela semaninha para o Algarve e aproveitar ao máximo!
7-Viver um amor de Verão e não o enterrar na areia.
8-Fazer uma jantarada com os amigos.
9- Ir beber uns copos ao fim da tarde, depois da praia, numa esplanada com vista pro mar num dia de calor.
10-Repor os jantares, cafés, lanches, almoços, passeios e etc. em falta.
1- Passar um fim-de-semana qualquer num sítio calmo e isolado.
2-Sair da praia quando o sol se puser.
3-Sair o máximo de noites possível em boa companhia.
4-Começar o dia com um sorriso motivado por um 'bom dia' especial e deitar-me com o mesmo sorriso.
5-Passar uma noite em ruas que não conheço,numa cidade que não é minha.
6- Ir aquela semaninha para o Algarve e aproveitar ao máximo!
7-Viver um amor de Verão e não o enterrar na areia.
8-Fazer uma jantarada com os amigos.
9- Ir beber uns copos ao fim da tarde, depois da praia, numa esplanada com vista pro mar num dia de calor.
10-Repor os jantares, cafés, lanches, almoços, passeios e etc. em falta.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Eu sei que já postei imenso hoje, que não é hábito. Até para mim é estranho porque quero escrever, preciso de. Não consigo adormecer, estou eléctrica, estou a oscilar demasiado, até para mim. E também me apetece escrever, começo e tenho vontade de parar. Acho que me partiram em peças e voltaram a pôr tudo para parecer direitinho, mas nenhuma ficou no sítio. As músicas na minha cabeça vão da Alicia Keys à Ivete Sangalo, do Michael Bublé ao Glee. A vontade de ler poesia confunde-se com a vontade de ler as crónicas de Vinicius e de descobrir as de Nélson. Apetece-me pegar no carro e ir sem destino, apetece-me ficar na cama enrolada a olhar pro escuro. Quero dormir a manhã toda, ficar acordada a noite toda para ir para as aulas. Quero faltar às aulas, quero fazer os trabalhos, não quero ler nada para os trabalhos. Quero ir para o Algarve, quero ir (de vez) para o Brasil, quero praia, quero botas, não quero calor, quero calor, quero vestir-me como um urso polar cheia de roupa e cachecóis. Quero sapatos de salto alto por vaidade e gosto, sapatilhas pelo conforto e pelo comodismo. Quero o rádio do carro nas alturas, quero-o a tocar baixinho, a embalar a noite.
Quero as facas de Melo Neto, a confusão de Pessoa, o meu estimado Álvaro de Campos, a singularidade do meu tão amado Pessanha, a crítica acutilante e os enredos do Eça. Quero o rigor de Camões e o olhar desenganado, quero o tempo do Barroco, não quero o tempo. Apetece-me rir para acabar a chorar quando sentir o olhar modificar-se, as linhas do rosto menos contraídas, aquela dorzinha aguda que antecede o resvalar da lágrima. Quero aquela dor que arde e que pesa e que me acompanha o dia todo; quero o tempo ocupado para não pensar, quero arrancar histórias, viver novas histórias, voltar para velhas histórias. Rever amigos, cortar laços com (des)amigos, quero o jantar em casa do Pedro, não quero o jantar em casa do Pedro. Decididamente, não quero o jantar em casa do Pedro. Ou se calhar quero. Quero o Douro e as águas paradas, o S. João; não quero o S. João porque odeio alho-porro. Quero vestidos e sandálias. Quero sair de calças de ganga e não levar carteira. Quero ter bolsos suficientes para guardar a tralha toda que anda sempre comigo. Quero usar este anel até ao último dia da minha vida. Quero atirar este anel para o chão.
Estou tão paradoxal. Demasiado, até para mim. Parece que já não encaixo dentro de mim, que me saem letras dos dedos sem pensar. Quero frio, cobertores. Quero passear na Baixa, quero ir à praia sozinha quando não estiver ninguém. Quero ver o mar. Não sinto o mar da mesma maneira no Verão. Toda a gente o invade e traz ruído ao meu silêncio. Gosto da praia quando está vazia. Gosto da praia quando está cheia. Quero beber vinho. Não quero álcool. Enjoei álcool. Apetece-me encher o quarto de flores, de todas as flores. Quero chá. Está um calor de morte e só me apetece chá. Quero água tónica gelada. Quero esplanada. Quero um lounge. Quero um bar de praia.
A única coisa que não me apetece é pensar. E é a única que teima em acontecer.
De facto, a única coisa que me apetece mesmo é ir embora daqui.
Cortar ou pausar laços, não deixar endereço, desligar o telemóvel, esquecer-me de blog, msn ou facebook. Sumir para ninguém me encontrar, perder-me no mundo sem ninguém a ver, a pôr a mão, a torcer para que tudo corra mal.
Há dias em que me apetece ser só mais uma, uma estranha que ninguém conhece, ninguém vê, a quem ninguém liga.
[Depois de um dia tão alegre não entendo esta súbita vontade de evasão.]
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domingo, 23 de maio de 2010
Summer Nights
sábado, 22 de maio de 2010
Finally!
Dormi até ao fim da tarde que nem uma princesa. Os meus horários estão completamente trocados e claro que a meio do dia fico cheia de sono. Depois de uma maratona de testes, incluindo um HOJE de MANHÃ (ninguém merece...), eis que pude finalmente descansar.
A grande novidade da semana está quase quase a tornar-se realidade e sem dúvida que será algo inesquecível (yupiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii) - é a ver a animação do P. a actualizar o estado das coisas. Adoro!!!!
Ultimamente ando cheia de vontade de pegar no bikiki, num livro, no protector solar, na toalha e de me enfiar na praia o dia todo a apanhar sol, a beber caipirinhas ou sumos naturais bem ao estilo do dolce fare niente. E logo agora que tenho um bikini giríssimo, não pequenino às bolinhas amarelas, mas às bolinhas brancas que necessita urgentemente de ser estreado.
Apetecem-me noites quentes de verão pelas ruas do Porto, não vestir o casaco, beber um cocktail e conversar horas e horas na Casal; sair de uma discoteca de manhã, ir para o Algarve e comer bolas de Berlim. Apetecem-me tops, sandálias, vestidos, mini-saias, padrões coloridos, florais. Apetecem-me as reflexões do Ferdinand, o geocaching, o sentido de humor do Super M., as conversas sobre relações com a Miss Bright Side; apetece-me dizer parvoíces o dia todo, rir o dia todo, almoçar com as outras 3, dizer estupidezes com a Mé, ter o momento diário de idiotice com a Carol.
Apetece-me perder-me em ruas que já conheço, que pisei, mas às quais não prestei atenção, apetecem-me outras cidades igualmente encantadoras, outros países, outra região.
Apetece-me um tempo e um jogo novos, porque este...já acabou.
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