quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O culminar de um dia de greve, que originou uma faculdade deserta e um título para um colóquio, é, de facto, chegar às onze horas, ter o cinto da saia no chão, não reparar que a fivela está pra cima, pisar aquilo e ficar com um buraco no pé.Niiiiiiiceeeee.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

379 jornais depois, uma enxaqueca, uma noite sui generis e um banho que me soube pela vida, eis que ainda falta tirar o verniz das unhas e dedicar-me a abrir livros de poesia a ver se encontro um título para O colóquio.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Por aqui,a patinha está ligada e pousar o pé no chão é um 'ai socorro que isto dói'. Andar é uma tarefa que se oferece dolorosa e então carregar na embraiagem nem falo. E ainda pra mais com a minha sorte está sempre trânsito e não passo da 1ª, 2ª ou do ponto morto. Quase que fiz 30km aos guinchos hoje de cada vez que tinha de lá meter o pé.
Desgraças fora, estou estranha. Nem eu sei definir como nem quando isto aconteceu, o que despoletou, o que me fez ver outras coisas, o que me fez querer andar pra frente (sempre dando baby steps pra trás ou pro lado como boa carangueja que sou) e ao mesmo tempo a vontade enorme de arriscar uma última vez, mandar todas as opiniões pro alto, não pensar na altura da queda. Entretanto lembro-me do PP e da alegoria da vida. As metáforas do tiro de caçadeira e do ácido sulfúrico. Entre um e outro, oh Jesus, calharam-me os dois. Haveis de experimentar, queridos, levar um tirito sem darem conta e andarem por aí a ser corroídos por causa do ácido.

sábado, 13 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Estou aqui







(foto daqui)

É de mim

ou 3ª e 5ª na faculdade foram *só* dias de lixo?
Safa-se o churrasco em Arquitectura. (Nunca vi Faculdade a organizar festas destas tão bem. Aprende, FLUP.) E é só.



Merda do teste de Estruturas!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Então é assim:

dormi mal como tudo. Culpa de quem? Minha, pois claro. O sono era tanto que adormeci em cima de almofadas todas em má posição. Quem sofre? As costas.
Para ajudar, adormeci com o portátil em cima da cama com a cara da Dra. Yang a olhar pra mim. Podia ter parado no McDreamy, mas não. Fora isso, ainda não tirei o pijama e já queimei neurónios a estudar árvores. Não, a miúda não mudou para Jardinagem. Diz que na Sintaxe há diagramas em árvore. E funções sintácticas. E verbos para tudo e mais alguma coisa. Por agora, ocorre-me analisar a seguinte frase como exercício para o teste:

O FCP esmagou o Benfica.

Ora bem:
O FCP= SN=SU - agente
esmagou o Benfica =SV= PRED
o Benfica= SN=OD - tema
Esquema relacional: SU V OD = verbo transitivo

Testes para identificação de SU:
1- Ele esmagou o Benfica.
2-O Benfica foi esmagado pelo FCP.
3-Foi o FCP que esmagou o Benfica.
4-Quem esmagou o Benfica foi o FCP.
5-Quem esmagou o Benfica?
O FCP.

domingo, 31 de outubro de 2010

Assim se resume um sábado

Deitar às 7 e pouco e acordar automaticamente com uma cãibra que por pouco não me pôs aos berros.
Voltar a adormecer e voltar a acordar. Passar e enviar fotografias. Estar sozinha em casa e bater com a coxa na esquina de um móvel e ganhar uma nódoa negra de brinde. Ficar sem luz e arrumar o quarto (ora, o que é que eu havia de fazer?). Passar apontamentos, responder a mensagens, ver e actualizar o facebook. Falar com a M., a J., o M., o T., o R., a C., o P., o H.
E voltar a dormir. Não de cansaço.Só mesmo porque o Barthes me avariou o sistema com aquela obra e mais vale ir dormir. Ou isso ou porque a J. diz que depois das duas da manhã não devemos tomar decisões.

sábado, 30 de outubro de 2010

É (também) por isto que R. Barthes me mata por dentro

VAGABUNDAGEM. Ainda que todo o amor seja vivido como único e que o sujeito rejeite a ideia de mais tarde o repetir, o apaixonado surpreende por vezes em si uma espécie de difusão do desejo de amor; compreende então que está condenado a errar até à morte, de amor em amor.
1. Como acaba um amor? - O quê, então ele acaba? Em suma, ninguém - a não ser os outros - sabe disso; uma espécie de inocência mascara o termo desta coisa concedida, afirmada, vivida segundo a eternidade. Suceda o que suceder ao objecto amado - quer desapareça quer passe ao mundo da Amizade - , nunca o vejo desvancer-se: o amor que acaba afasta-se para um outro mundo, à maneira de uma nave espacial que deixa de cintilar: o ser amado ecoava como uma vozearia, ei-lo subitamente inaudível (o outro nunca desaparece quando e como se espera).


Roland Barthes, Fragmentos de um discurso amoroso (p.252)

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Já se sabe que eu gosto de romãs. Aliás, adoro. Mas só há no Outono. Ou melhor, há durante todo o ano, mas só em Outubro e Novembro é que elas são uma delícia. Durante o resto do ano não as como. Só mesmo nesta altura.
Gosto.
Mais: adoro.
...Mas não me fazem falta.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"Qualquer dia sai-te na sopa"

A sério que das duas últimas vezes que eu fui levantar dinheiro aquele raio daquele anúncio apareceu?
A sério que até na m**** de um texto de apoio de Romantismo, num mísera nota de rodapé, tinha de lá estar aquela palavrinha?

sábado, 23 de outubro de 2010

"mesmo antes de ter chegado...devasso a noite"

Ele: Nunca viste o Rei Leão?Mas o que é que estás a fazer neste mundo? Sinceramente...Mata-te, pá! :p
Ela: Eu ver vi, mas nunca vi todo! Não me mato porque pronto...vi a Cinderela e a Branca de Neve umas quantas vezes :D E sei a música do "hakuna matata". ahahah
Ele: Branca de Neve e Cinderela só vi uma vez...acho. Mas o Rei Leão foi pr'aí o primeiro filme que fui ver ao cinema... :D

terça-feira, 19 de outubro de 2010

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

E hoje a menina do Só Visto lá na sua reportagem sobre a estreia do Filme do Desassossego (em Lisboa, obviamente) que diz:
-Bernardo SANTOS, um dos semi-heterónimos de Fernando Pessoa. ?

(É Soares, senhora, é Soares.)

A minha cabeça está a funcionar à velocidade da luz

*Romantismo*Da evolução literária*A arte como processo*Folhas Caídas*A voz do profeta*Teoria do Método Formal*Viagens na minha terra*Heródoto*Helena*Paideia*História da Literatura Grega*Gramática da Língua Portuguesa*Poética Ocidental*Teoria da Literatura*Diderot*Voltaire*Platão*Aristóteles*Santo Agostinho*Almeida Garrett*Alexandre Herculano*Formalismo russo*Esquemas relacionais*Verbos copulativos*A filologia do gosto literário*Flores sem fruto*A arte de morrer longe*O Banquete*Odisseia*Ilíada*Poesia Arcaica* Ciclo Épico* Alceu e Safo*Fragmentos de um discurso amoroso*Hesíodo*Novas Cartas Portuguesas*Fernando Namora*Anacreonte*Estética*Baquílides*Schiller*Kant*Eça de Queirós*Contos*Arrábida*Fernando Guimarães*Octavio Paz*Teoria do Gosto Literário*Estruturas Sintácticas e Semânticas*Teoria da Literatura*Literatura Portuguesa do Romantismo ao Naturalismo*Literatura Grega*

E tempo, manda-se fazer?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

-É um vai que não vai, um vai que vai e vai na volta...!Oh M., tu és a puta menos puta de sempre.
-Verdade.
-Até pra ser puta é preciso ter sorte.

Museu d'Avó

(Tirei daqui.)

Museu d'Avó: descobri este cantinho há duas semanas e tenho a dizer que é uma delícia. Desengane-se quem acha que vai ver uma partida do FCP ou do SLB para lá porque não há televisão. Não é que seja nada de mais, mas é um espaço para amigos. Vela acesa na mesa, petiscos a sair a cada 5 minutos. E uma delícia, por sinal. É um espaço de convívio puro. Pena ser na rua do 77, que, para além de estar sempre cheia, é demasiado duvidosa pra meu gosto. Vale muito a pena comentar a decoração! Descubro sempre um objecto novo e que de contemporâneo não tem nada: desde a caixa de correio (que se vê ali ao fundo) ao volante, passando pelo carrinho de bebé estilo anos 50 pendurado no tecto e ainda pela máquina registadora antiga, é tudo giro! Apetece-me levar tudo pra casa!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh

Eu já falei disto aqui, mas hoje a situação repetiu-se. Lá vou acompanhada pela Dona Avó apanhar a vacina do tétano. Até aí era só uma ideia que me pairava na mente, mais uma daquelas coisas marcadas na agenda. Mas depois entrei no Centro de Saúde e, mal senti o cheiro,perdi logo a cor. Sentei-me no banco sempre acompanhada pela Dona Avó -que disse logo que ia não fosse eu cair pro lado. Estava um velhinho lá que me viu tão branca e com os olhos tão esbugalhados que me perguntou o que eu estava ali a fazer. Depois de saber o que era, o senhor (fofo, fofo, fofo) decidiu dizer-me - A MIM, PESSOA QUE TEM PÂNICO DE AGULHAS - que depois de levar a primeira picadela até ia pedir a segunda porque ia gostar. Ora se eu já não tinha cor, então fiquei sem pinga de sangue e a pensar "oh senhor fofo, a sério que me está a dizer isso?". Lá entrei, a custo e quase a fugir dali, as enfermeiras a olhar pra mim e a dizerem logo de seguida "a menina não gosta de agulhas. Nota-se logo. Até lhe vou ligar a ventoinha para apanhar um bocadinho de ar". Lá fizeram o que tinham a fazer, eu muda e lívida a dizer mal da minha vida e a rezar para sair dali rápido, não sem antes ter - e este sim - um verdadeiro momento *chapadas nas bochechas* para ganhar cor, segundo a enfermeira.
E pronto, depois aproveitei pra fazer beicinho com a Dona Avó e a Dona Mãe.

domingo, 3 de outubro de 2010

Memórias de um sábado à noite


Sai uma miúda de casa toda bem arranjada com a sua calça azul escura gira, gira, gira, mais o casaquinho vermelho e a mala. Unhas pintadas depois de duas semanas sem o poder fazer. Paragem rápida para ir buscar o M. e depois o caos do estacionamento. Esta cidade está um inferno. Para qualquer lado que se vá não há sítio para deixar o carro. Avenida da Boavista cheia, Casa da Música, Bom Sucesso e Galiza idem. Entretanto começa a chover, mas a chover mesmo. Pronto, vamos ao cinema em último caso. Eu já tinha ouvido falar do livro e não o li. Vi o filme. A historinha é engraçada? É. Mas aquilo nunca mais acaba- duas horas e tal de filme. Eu adormeci duas vezes e não perdi nada. O R. também desligou e a última meia-hora não existiu para o H. Deu pra rir com algumas cenas, emocionarmo-nos q.b. com outras e comentar tudo e tudo e tudo. (E destaca-se o facto de o guarda-roupa da Julia Roberts ser simplesmente pavoroso, à excepção do outfit da festa nas primeiras cenas). Os contornos são sempre os mesmos: um quer, o outro tem medo de.Separam-se. Um vai ter com X, que lhe fala das verdades universais do mundo e afinal já quer e vai a correr a casa do outro, que não está. E deixa o bilhete e encontram-se no sítio deles. E no final correm um pros braços do outro, partindo sem destino para encontrar o amor.
E pronto, inspirados pela parte italiana do filme, sentámo-nos do sítio de sempre a comer massa e a conversar, não esquecendo o facto de o T. ter vindo à chuva e ter aparecido encharcado.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Em tom queridinho e fofinho, vim aqui fazer beicinho e dizer que não posso pousar a 'patinha' no chão. Dói, dói, dói e não pára.