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terça-feira, 11 de março de 2014

Sorry seems to be the hardest word

E eis que pumba, fiz merda. Já admiti, já pedi desculpa. Nada mais a fazer a não ser esperar sinceramente que passe. Foi feio? Foi. Fui estúpida? Mil vezes. Uma mensagem mal interpretada levou a mais mensagens mal interpretadas e está o caos instalado. Sei lá, pareceu-me mesmo aquilo que achei na altura, pareceram-me palavras feias e ofensas, pareceu-me gozo e tendo em conta o meu ano só horroroso...não era coisa que fosse permitir outra vez. Às vezes uma pessoa protege-se tanto que acaba é a fazer asneira. Foi o que me aconteceu. Não deviam pagar uns pelos outros, é um facto. Foi a primeira vez que o fiz e correu mal. Foi errado, mas se não tivesse doído eu não tinha "contra-atacado" que era o que naquelas circunstâncias fazia sentido.


Desculpa. Outra vez e mais uma vez.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Assim pra dizer a verdade...

é isto que me apetece dizer a toda a gente. Nunca pensei chegar a este nível de tensão, de exaustão, de tudo ao mesmo tempo, de chegar ao ponto de a única coisa que me apetece fazer é dormir, é não ver ninguém, é não falar com ninguém, é não fazer nada, é deixar tudo pelo caminho porque há demasiado cansaço, demasiada ginástica mental, demasiados inspira-expira para sobreviver a mais um dia. A vontade que eu tenho de deixar tudo e ir embora pra não voltar.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Das coisas boas de janeiro: nada

Janeiro foi o pior mês que me lembro de passar desde há anos. Não teve uma única coisa em condições, salvo a marcação de uma reunião de um projeto que começa em fevereiro. De resto, foi uma merda: começou mal nas primeiras horas do dia 1 e acabou mal nas últimas de dia 31. Nunca mais acabava: só trouxe deceções, tristeza, dúvidas, instabilidade, insegurança. E chuva e vento e frio e constipações. E pessoas que não prestam e pior do que tudo pôs-me as fragilidades a descoberto. E isso é coisa pra me assustar a sério, para me fazer pôr a milhas de toda a gente, a afastar tudo e todos e escondida no casulo até voltar a ser seguro dar-me às pessoas à minha volta, até me sentir com força suficiente para continuar. Que vá. E não volte. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O tempo não dá tréguas

Na verdade, o que deveria estar na minha cabeça dá-se pelo nome de tese. E está: todos os dias, mais do que 10 vezes por dia, fora quando sonho com ela, quando tenho medo que fique uma merda, quando acordo sobressaltada porque devia estar a trabalhar, mas o cansaço vence-me porque ninguém aguenta tardes de praia sem chegar à noite a gritar pela cama. Adiante. Tinha então decidido que até à entrega, este seria o único assunto a povoar-me a mente e a roubar-me energias; a verdade é que não deu. O tempo não para, não dá um descanso e vai daí que uma decisão que eu só deveria tomar no final de setembro - porque o meu plano era ir andando, ir vendo, não ligar muito e foi por água abaixo - se precipitou. E agora pr'além do néon gigantesco que se acende frequentemente com as letras T-E-S-E, ainda tenho mais outro formado por cinco letras que precisa de solução quase imediata. Podia descer o deus da sabedoria, da eloquência e da tranquilidade em mim a ver se a coisa vai lá. E isto pra não falar de outro néon que já estava apagado mas que achou boa ideia vir piscar pros meus lados só pra apalpar terreno. A sério...eu mereço?!?!?!? 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Mixed twisted feelings

Isto de se estar sozinho faz com que se tenha muito tempo para pensar. E geralmente é no que não se deve. É o que me tem acontecido nas últimas semanas e não tem ajudado porque a verdade é que eu não sei de nada. Sempre tive medo de uma coisa: histórias mal resolvidas que voltassem para me atormentar. E tenho uma - pelo menos para mim. Sempre tive medo de não conseguir fechar o capítulo. E parece que às vezes lá caio na tentação de ir atrás ler, reler, ver se dá pra mudar o final. Não dá, não dá, não dá. Foi isto que eu andei a meter na cabeça 24/7. Mas foi um encaixe forçado, há sempre um espacinho de sobra e é disso que eu tenho mesmo medo. E se eu nunca mais avanço a sério? (Porque às vezes parece que não saí do sítio e só me fui distraindo. Como se quisesse uns Louboutin, mas pra já só dá pra comprar sapatos da Zara. Não é o mesmo, mas dá pro gasto. A questão aqui é que não é suposto "dar para". Tem é de ser, alterar as preferências de marcas dos sapatos. Tive azar, é certo. O que parecia uma bóia de salvação estava mais furado que um passador. Ou quase. Ou se calhar porque eu também não quis saber, não estava para aturar. Se bem que contas feitas e eu não merecia. Adiante, os sapatos, os Louboutin são para esquecer (e porquê que eu às vezes tenho a certeza convicta que há ali qualquer coisa por trás do que é suposto dizer-se, que há muito mais nas (entre)linhas?!), mas no fundo sempre foram esses que eu quis. Pelo conforto, pela estabilidade, pela confiança, porque ao vê-los de cada vez seria sempre como se fosse a primeira, porque subir no salto seria sentir-me a mais tudo, como só os Loubis sabem fazer uma gaja sentir-se.
Preciso de não pensar. Pareceu-me que estar sozinha fosse boa opção, mas lá está, sinto-me...sozinha. Acho que estou a ficar sem opções: com os sapatos da Zara não demora muito até cair, com os Louboutin...infelizmente já é mais uma memória que outra coisa. E não era suposto ser isto. 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Das coisas mais acertadas que eu algum dia disse:

"É, varrer o lixo para debaixo do tapete não quer dizer que ele não existe; só que não se vê."



Acho que finalmente chegou o dia de limpezas e arrumações. 

terça-feira, 21 de maio de 2013

maio

Este coiso anda parado, é certo. Aconteceu tanta coisa desde o início deste mês que eu nem sei bem como processar as coisas. No fundo maio foi e está a ser um mês de avanços e retrocessos. Ora eu sei uma coisa, ora já não sei mais nada, ora é uma coisa, ora já é outra totalmente diferente. Já não me sentia assim tão instável há muito tempo. Quer dizer, balançar as estruturas é bom, é positivo...mas não ter sítio onde meter o pé já não. E valha-me o Santo António que eu não faço ideia de onde meter o meu pé, onde me segurar. Adiante.
 Parece que em maio toda a gente se lembrou de mim e eu queria era que me deixassem sossegada, que não me metessem coisas na cabeça. Parece que maio foi o mês de fechar um ciclo com uma cartola, uma bengala e uma roseta. Parece que maio foi altura de receber um pedido de desculpas e apaziguar, mas isso também trouxe desconfiança e muros cá pra cima outra vez. Parece que maio foi altura de um encontro inesperado e de em menos de 24 horas se me mudar a perspetiva toda outra vez.
Tenho-me perguntado o que é que eu quero quase todos os dias - a bem dizer, quase todas as noites, para ser mais sincera. E o que eu quero (quis) não pode ser, por isso é que, há uns longos meses, redefini um novo querer e o tentei encaixar na vidinha de todos os dias. E consegui. A 99%. O que quer dizer que há ainda o 1% que sobra. Adiante, 99 é melhor que nada.
Parece que em maio o meu querer quase imposto começou a mudar. Esse ângulo novo que apareceu à minha vista está-me a fazer pôr tudo - que por si só não é muito - em causa. Maio está a ser um mês de pensar em mim, de resistir não sei a quê, a quem e como. Mas a resistir. (E um dos meus grandes defeitos é ser demasiado resistente. Adiante.)
E de escrever. A tese está-me a sair do lombo e custa imenso, ah se custa. Ainda para mais este primeiro capítulo que é muito cansativo - porque teórico. Mas já faltou mais. Escrevo com regularidade, não me permito deixar o texto para segundo plano, o que já é uma grande coisa.
E maio também está a ser um mês de afastamentos, cada vez mais. Talvez seja do trabalho, da tese, das coisas que todos temos para fazer, dos horários incompatíveis... Mas de afastamentos. E porque bater no ceguinho cansa - neste caso, na ceguinha. Não ando com a mínima pachorra para os .(pseudo) "arrasos" do costume. É deixá-los pensar que eu não acompanho quando, na verdade, eu já estou é noutra frequência. Não há pachorra mesmo. É preciso saber parar senão qualquer dia vai-se a ver e.. Maio, não me quero distrair.
Maio trouxe um trabalho novo e que foge àquilo que eu faço. Mas é na minha segunda área de eleição e é bom, é giro, tem a ver comigo.
Acho que é o primeiro ano que não gosto nada de maio - e sempre foi um dos meus meses preferidos. Talvez seja pelo calor que falta, pela chuva que aparece, pelos acontecimentos maus, pela instabilidade... Que junho venha é depressa que melhor que este há-de ser com certeza. 

domingo, 5 de maio de 2013

Serena(ta)

Foi um dia triste, muito muito triste mesmo. Foi uma serenata muito emotiva, mas a mais triste dos últimos 5 anos. Não há palavras suficientes para exprimir a revolta pelo que aconteceu na sexta-feira, não há direito de tirar uma vida assim. Se já é chocante para quem não conhece, então para quem conhece, para quem tem laços, para os amigos, para a família, para os pais...é uma dor indescritível. Esta semana de Queima das Fitas está manchada - não há disposição sequer. Mas há que continuar e acreditar que esses seres vão ser descobertos e postos no lugar certo. Há que continuar. Ou pelo menos tentar.



«Mas aquilo que nunca esquecemos
deixa de pertencer-nos e nem notamos
Estamos sós com a noite
para salvar um coração»

José Tolentino Mendonça

sábado, 4 de maio de 2013

Roubar a vida.

O sábado já não é feliz. Não pode ser, não depois do crime horroroso que aconteceu esta madrugada no Queimódromo. Hoje eu - e acredito que os estudantes todos estejam - estou de luto pelo Marlon, com que falei há dois dias precisamente sobre a Queima e o trabalho dele na FAP, e com quem ia falar e estar esta semana . Nunca achei que a próxima vez que ouvisse falar dele fosse através de uma notícia de jornal que informa que foi baleado e morreu porque 4 idiotas sem escrúpulos assaltaram as instalações da FAP no Queimódromo. Ainda não parece real, é difícil aceitar. Foi injusto, foi cruel. Não há palavras para tanta tristeza. Resta a recordação do sorrisão, da simpatia e da boa disposição contagiante. Descansa em paz.




A vida é uma merda.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Fase 2: o desespero

Eu não acreditava que era possível e achava um exagero quando as pessoas que estavam a escrever uma tese me diziam que choravam, que ficavam desesperadas com a jornada que tinham pela frente...até hoje. Depois da fase de leituras, segue-se a organização da bibliografia e o esquema ainda mais detalhado de escrita de cada capítulo. É como se fosse um puzzle de 1000 peças pequeninas que é preciso encaixar. É assim que eu vejo a minha tese, é o meu puzzle. E hoje fiquei desesperada e chorei porque é o tempo, são os nervos, são as peças que podem encaixar em muitos sítios, é o que eu quero dizer e não sei bem como porque é diferente, no fundo, de escrever um ensaio. E desesperei-me imenso e chorei e tive medo de falhar, muito medo mesmo, e entretanto fiquei emocionada quando abri o word e escrevi "Capítulo I" com o título logo a seguir, centrado, a negrito e pensei "you can do it, girl". E entretanto o primeiro parágrafo está escrito e, curiosamente ao contrário do que eu sempre disse sobre os primeiros parágrafos de textos, este foi o que me custou menos a escrever, o que me saiu naturalmente (isto, claro, até levar com as correções das orientadoras! ahah).

sábado, 6 de abril de 2013

Falta de consideração e falta de respeito são duas coisas que me fazem saltar a tampa - e eu que nestas merdas costumo ser pacífica, estou realmente incomodada. É feio, não se faz. É infantil e imaturo. No fundo, é estúpido. As pessoas realmente complicam as coisas mais simples. Não era necessário. Nada mesmo. 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Ficar doente no dia a seguir à Páscoa não foi suficiente: pumba, toma lá uma constipação também. E febre. Basicamente de terça até hoje eu dormi. Porque estava cansada. E estou cansada. Tomar banho cansa, comer cansa, mudar de canal cansa. Hoje depois de almoço deitei-me quando cheguei a casa. Só arrebitei ao fim do dia, passou-me um bocado o cansaço (agora até me apetece citar o Álvaro de Campos). 
Na verdade, o cansaço não é só físico. Veio o resto, veio uma facada de um lado que eu não esperava que o fizesse. Que doeu e ainda dói - até a mim. Não é que passe os dias a chorar - que não passo; não é que passe os dias ansiosa - que não passo; não é que passe os dias triste - que não passo; não é que passe os dias chateada - que não passo; mas estou magoada, ferida. E desconfortável, traída até. Lucky me que tenho um coração revestido de pedra e só saíram (ainda) umas lascas (e que não saia mais nada senão eu nem sei). 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Das amigas #1

É um facto: tenho andado com uma disposição de rato de esgoto. Mal me apetece sair de casa, estive doente depois da Páscoa, o que significou hoje passar todo o dia de cama. E a juntar a isso há uma coisa a fazer-me espécie e a incomodar-me, coisa essa que eu tento ignorar, mas está lá. A minha amiga Joana diz que eu agora jogo à defesa e que esse é que é o problema, mas está-me a parecer que o mais certo é nem sequer ir a jogo. E basicamente andamos as duas a discutir isto: ela - uma otimista de todo o tamanho, que diz "vai, "amanda-te" que se correr mal a gente resolve como sempre"; eu - uma pessimista de todo o tamanho, com o "não faço, não digo, não falo, não pergunto, não mexo uma palha" na ponta da língua já em modo automático que isto de uma pessoa ter andado a levar pancada durante meses parecendo que não é coisa pra deixar mossa e para ter os pés demasiado presos ao chão. Foi nessa pessoa que eu me tornei, na que tem os pés tão no chão que qualquer tentativa de levantar voo é imediatamente frustrada.
E a minha amiga Joana, filha da mãe da Joana, a quilómetros de distância e a apanhar com a neve na Alemanha, é das minhas poucas amigas que me põe de uma forma muito subtil entre a espada e a parede e me obriga a fazer uma das coisas que me assustam mais, o "deita cá pra fora". E depois ainda me diz "AHAHAHAH EU SABIA!!!". A mulher mexe-me com o sistema, mete-me coisas na cabeça, aquelas cenas otimistas que as pessoas otimistas pensam e fazem - que é o caso dela. E depois eu fico com ideias. E  a filha da mãe da Joana que a quilómetros de distância me pergunta "estás bem?" e se eu disser "sim, muito trabalho" me responde imediato "oh...o que é que se passa? Já estás a evitar as coisas". E é também por isso que eu gosto da minha amiga Joana, a que passa a vida a tirar-me da minha zona de conforto. Porque isso sabe bem e é o oposto
de mim. E talvez me faça ir e ver o que é. Só que isso ainda não lhe disse.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Uma pessoa pensa sair na sexta, mas tem jantar em casa e está um vendaval dos diabos. Ok, sábado então. Mas o vendaval dos diabos acorda uma pessoa às 5 da manhã e não a deixa dormir mais. Uma pessoa põe-se a ver séries, desliga e está com uma enxaqueca descomunal. Então levanta-se, come e vai pro sofá dormir...até que acorda sobressaltada porque o car@L%o do vendaval levantou tubos na rua. E esses tubos andam pelo ar. E batem onde? No vidro de trás do carro novo desta pessoa, que ficou chateada o dia todo, enervada com'ó raio não só porque lhe foi cair um tubo em cima do carro e o partiu todo, mas também porque está novamente sem carro ainda que seja só até segunda à noite. E os planos de sábado? Pro lixo. O que esta pessoa fez foi dormir. De tarde, de noite, de madrugada. E sem internet, televisão, telefone e luz, esta pessoa só pôde dormir. E porque a enxaqueca voltou. Tanto carro estacionado e vai bater onde? No meu. Que agora está de vidro partido e com a pintura riscada. Sim, estou f*d*d*. E com razão. 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Hand report (eu sei que disse que era o último, mas há desenvolvimentos)

E eis que um mês depois do acidente saiu-se-me a unha. Basicamente sou uma gaja com 9 unhas pintadas e só não pinto a décima porque não a tenho (se me virem por aí não comecem logo a achar que me esqueci ou que tirei o verniz) e só lá pro Natal é que ela deve estar decente para pinturas. O meu 82 da Andreia ia gostar de a pintar, lá isso ia.

sábado, 17 de novembro de 2012

(Consegui mais uma vez dizer-lhe não. Espero que saiba que é por ter um carinho muito especial por ele que lhe disse isto. Seria impossível (injusto, frustrante, doloroso) estar com ele de outra forma que não aquela que já existiu há muito muito tempo.)

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ai. Que.dores. :x

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Felizmente não tenho quase dor nenhuma. Volta e meia lá sinto umas picadas, a mão fica dormente, tem muita pressão. Os comprimidos são fortes, disse-me a farmacêutica. Mas...têm efeitos secundários. E aquela percentagem pequenina do folheto tinha de me acontecer: que bom ter erupções cutâneas e urticária (ainda que seja uma coisa levezinha).

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Lucky day

A minha semana começou da pior maneira possível: tive um acidente e parti o dedo. E foi um dia de muita, muita sorte por estar inteira tendo em conta o aparato da coisa, o barulho, a violência do embate, o estado do carro. E uma merda destas deixa-nos a pensar na vida, no que é importante, em quem é importante. Pensei, no momento em que o carro escapou do meu controlo - porque a estrada estava cheia de gasóleo e molhada - que não ia sobreviver e que me ia espatifar toda ali. Se o carro não fosse tão bom e se o airbag não tivesse funcionado, depois de piões em plena autoestrada, não tinha sido só uma falange partida, mas eu aos pedaços. Fora isto, lábio rebentado e dores na cara por causa do airbag, nada de dores por causa do cinto. E um susto enorme que me fez repensar em tudo, tudo. E que  as coisas boas e novas não merecem a minha  atenção porque não souberam estar quando foi preciso. E que agora, apesar disto, é preciso continuar e não parar, continuar a fazer o que foi planeado e adaptar-me. Mas é difícil: a minha mão direita praticamente não faz nada. Não escrevo, não consigo cortar a comida, maquilhar os olhos, pentear-me, tomar banho, pegar em alguns objetos sozinha. Não tenho posição pra dormir, não durmo seguido nem bem. Mas consigo pôr brincos, puxar as orelhas à cama, sublinhar e escrever mal e em tamanho XXL com a esquerda, escrever aqui (apesar de demorar horas), vestir-me. E não é nada mau. Tive tanta, mas tanta sorte! 

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Há coisas que nos chocam, que nos surpreendem e que nos fazem pensar que de repente tudo pode acabar, que no fundo não controlamos nada, que até podemos ter projetos, família, filhos, sonhos por realizar, mas que isso, num espaço de poucas horas, pode deixar de existir, que nós podemos deixar de existir. Não estava nada à espera de receber a notícia da morte da minha ex-tia, mãe do meu afilhado, do outro lado do mundo, vítima de uma meningite fulminante. Ainda no sábado vi fotografias da inauguração do novo salão de beleza, de certa forma acompanhei a evolução daquele projeto através do facebook e hoje acordei com esta notícia. É um choque enorme saber de uma coisa destas, ainda pra mais porque ela nem 40 anos tinha (acho), era uma mulher cheia de vida, bonita (linda mesmo!), deixa 3 filhos, tinha o mundo pela frente. Isto não me saiu da cabeça o dia todo. Vida fdp.